sábado, 22 de dezembro de 2012

NOS DEDOS DO VENTO






Entrelaçando os dedos no vento,
Em danças etéreas, de magia
Num bailado de harmonia
Rodopiam fadas e silfos.
Com vestidos de cetim.
São crianças-duendes,
Meninos de invento
Em sonhos de fantasia.

Entrelaçando os dedos no vento
Os anjos brincam e dançam
Por entre a folhagem das árvores
E, de suas asas deixam penas
Que, poisando, fazem de ninho
Nos ramos mais abrigados…
E nos ramos e no ninho,
Dorme tranquilo um passarinho
Que…
Acordado é menino…

Mas o menino sonha…
Sonha que um dia sonhou…
Que nesse sonho sonhado
Fora fada, silfo, anjo, pena,
Passarinho e duende…
E sonha…
E sonha…
E sonha…

Mas sonha agora acordado,
Sonha que a vida é sonho
Sonho a ser realizado
Pois que na imaginação
Tudo pode ser criado,
Tudo pode ser idealizado…

Então,
- E porque não?!-
Colar asas na imaginação,
Ser aragem,
Brisa
Ou furacão,
Transformar-se em fada,
Dançar no vento,
Ser anjo, folha, duende,
Silfo ou sopro somente,
Tudo isso poder ser.
E voar…
E voar…
E voar…

Assim na dança do vento
Este menino acordado
Dá vida ao sonho sonhado
E, feliz,
Entrega-se à magia
De ser o herói da fantasia
No seu mundo-pensamento
Mundo mágico,
Mundo seu
Onde a vida pura e livre
Nesse dia aconteceu.

De Maria La-Salete Sá  (22/12/12   22h 44m)

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