Esta noite vivi situações que me deixaram a pensar…
Não sei se sonhei, se estava a passar por algum estado alterado de consciência, mas o que se passou deixou marcas, marcas não dolorosas, mas marcas que me incutem uma «avaliação/reformulação» na minha vida.
A última (e neste momento a única de que tenho quase total memória) traduz-se no seguinte:
Eu estava a mostrar a minha casa a um grupo de pessoas muito importantes. Não sei muito bem defini-las, mas eram pessoas muito altas, algo diferentes, se bem que não tenho uma memória dos seus aspectos físicos, mas sei que eram grandes e muito importantes, talvez Guias. Enquanto escrevo “sinto” que eram Seres de Luz.
Como dizia, estava a mostrar-lhes a casa. Não sei o que mostrei, em que dependências/compartimentos andámos, mas sei que, de qualquer sítio tirei (ou tiraram) uns frascos que pareciam ser de compotas, frascos muito bonitos, mas cujo doce estava estragado. Um deles, o maior, tinha a cobertura de papel vegetal rota e estava cheio de bolor, outros estavam azedos e havia ainda outros que estavam muito sujos, cobertos de poeira agarrada a algo viscoso. Os meus acompanhantes nada me disseram em relação ao que estavam a observar, apenas se limitaram a envolver-me em Amor e Paz, sem julgamentos, apenas Amor e Paz. Não sei como nem quando me deixaram, como nem quando saí deste sonho/revelação, somente sei que, ao reviver estes “momentos mágicos”, do meu interior sai a mensagem: “ Não guardes sentimentos capazes de azedar, vive o que tens a viver na hora e deixa partir, sabendo que esse momento, traduzido em pensamento ou julgamento capaz de “azedar”, não tem que ficar colado a ti. Procura antes entender que apenas a ti cabe permitir ou não a identificação com o que não te pertence, sejam atitudes, opiniões, sentimentos. Procura viver momento a momento, amando-te e mimando-te, amando e respeitando quem tu és, com a consciência plena e constante de que não és apenas a Maria La-Salete, mas que és Essência Divina acima de tudo. E ao viveres assim em plena consciência, vais ser capaz de ver e compreender um pouco melhor (nas outras pessoas) as atitudes, os pensamentos, os julgamentos que “azedam as tuas compotas”, vais ser capaz de ver que também elas são Essências Divinas, cada uma no grau de “escolaridade evolutiva” onde tem que estar, vais começar a entender que cada ser tem que aprender por si como “passar de classe” na escola da vida”.
Esta foi a mensagem que me foi dada. Sei que fui orientada. Muito obrigada Mestres por me ajudarem a ver o caminho, muito obrigada por me amarem como amam.
De Maria La-Salete Sá
terça-feira, 20 de março de 2012
domingo, 19 de fevereiro de 2012
Ainda sobre o ALEPH
Depois do referido a 29 de Janeiro, de como acordei a repetir "Aleph", depois de ter pesquisado o significado da palavra, depois de ter chegado ao conhecimento do livro do mesmo nome, de autoria de Paulo Coelho, só me restava adquirir o livro e lê-lo. E assim fiz. Foi começar para não querer largar!
Durante a leitura fui descobrindo o que, para mim, tem sido o Aleph. Tal como Paulo Coelho escreveu «tudo à minha volta parecia estranho», no meu caso eu diria « tudo dentro de mim parecia estranho», eu sentia como se tivesse entrado numa outra dimensão, mas as imagens e as sensações eram vistas e sentidas dentro de mim, de tal modo que não sei como explicá-las. Estas vivências não têm sido esporádicas, têm acontecido várias vezes sem que nada "indicasse" que algo diferente estaria prestes a surgir.
Às vezes, sem mais nem para quê, começava por um sabor desconhecido que, de um momento ao outro, se fixava nas papilas gustativas, como se tivesse comido ou bebido algo diferente de tudo quanto conheço. Depois nascia a saudade sem que saiba definir o sujeito ou objeto dessa saudade. Noutras ocasiões aconteciam coisas estranhas, era como se múltiplas vivências se sobrepusessem para me deixarem com a única certeza de que estaria a "revisitar" situações e/ou vivências longínquas, mas sem capacidade de as saber situar ou decifrar. Fragmentos de imagens passavam pela tela da minha mente, acompanhadas de sensações ora de prazer, ora de angústia e tristeza, mas que sempre deixavam marcas profundas de saudade a ponto de me fazerem sentir uma enorme vontade de chorar, quase sempre devido mais à emoção da saudade do que à tristeza... Foram (acredito que ainda outros virão) momentos de compreensão de algo, mas que, mesmo sabendo que compreendi, não sou capaz de dizer ou explicar o que compreendi, nem sequer a mim mesma. Sei que uma parte do meu ser compreendeu e que, quando eu, La-Salete, tiver que saber, saberei.
Talvez, como diz Paulo Coelho, tenham sido acontecimentos do "pequeno Aleph", onde convergem vários pontos do Universo, aos quais, no meu caso, não tive acesso pleno, este acesso deu-se apenas através de sensações odoríficas, gustativas, de sobreposição de imagens difusas e de sentimentos profundos de saudade, angústia, tristeza, amor...
De Maria La-Salete Sá
Durante a leitura fui descobrindo o que, para mim, tem sido o Aleph. Tal como Paulo Coelho escreveu «tudo à minha volta parecia estranho», no meu caso eu diria « tudo dentro de mim parecia estranho», eu sentia como se tivesse entrado numa outra dimensão, mas as imagens e as sensações eram vistas e sentidas dentro de mim, de tal modo que não sei como explicá-las. Estas vivências não têm sido esporádicas, têm acontecido várias vezes sem que nada "indicasse" que algo diferente estaria prestes a surgir.
Às vezes, sem mais nem para quê, começava por um sabor desconhecido que, de um momento ao outro, se fixava nas papilas gustativas, como se tivesse comido ou bebido algo diferente de tudo quanto conheço. Depois nascia a saudade sem que saiba definir o sujeito ou objeto dessa saudade. Noutras ocasiões aconteciam coisas estranhas, era como se múltiplas vivências se sobrepusessem para me deixarem com a única certeza de que estaria a "revisitar" situações e/ou vivências longínquas, mas sem capacidade de as saber situar ou decifrar. Fragmentos de imagens passavam pela tela da minha mente, acompanhadas de sensações ora de prazer, ora de angústia e tristeza, mas que sempre deixavam marcas profundas de saudade a ponto de me fazerem sentir uma enorme vontade de chorar, quase sempre devido mais à emoção da saudade do que à tristeza... Foram (acredito que ainda outros virão) momentos de compreensão de algo, mas que, mesmo sabendo que compreendi, não sou capaz de dizer ou explicar o que compreendi, nem sequer a mim mesma. Sei que uma parte do meu ser compreendeu e que, quando eu, La-Salete, tiver que saber, saberei.
Talvez, como diz Paulo Coelho, tenham sido acontecimentos do "pequeno Aleph", onde convergem vários pontos do Universo, aos quais, no meu caso, não tive acesso pleno, este acesso deu-se apenas através de sensações odoríficas, gustativas, de sobreposição de imagens difusas e de sentimentos profundos de saudade, angústia, tristeza, amor...
De Maria La-Salete Sá
domingo, 29 de janeiro de 2012
Acontecimento inter-dimensional
Não posso deixar de registar os
acontecimentos desta noite.
Deitei-me já tarde, o que deveria
conduzir-me logo ao sono, até porque tinha tomado o comprimido que me foi
receitado para o estado gripal em que me encontro e que provoca sonolência.
Contudo, apesar de me deitar já depois da 1h da manhã, eram 3h e ainda não
dormia. É certo que estive em meditação, em conversa com a minha alma, não só a
procurar descobrir os seus objetivos mais profundos, mas também a irradiar
energia de amor, paz e harmonia para os pontos do globo onde estas carências
mais se fazem sentir. Não especifiquei nenhum país ou local em especial, porque
sei que, melhor do que o que a minha mente me possa sugerir, o Universo sabe
para onde direcionar esta energia. Pedi ainda que, se possível, a minha alma se
juntasse a outras almas para que se realizasse um trabalho de grupo. Assim,
entreguei-me ao processo e deixei fluir, embora este pedido de
emanação/irradiação só tivesse sido feito muito próximo das 3h, pois pouco
depois deste apelo ao acomodar o corpo para uma posição mais confortável para
dormir, olhei para o relógio e vi que marcava três horas e um ou dois minutos.
Normalmente, quando me deito e me
entrego à proteção dos meus guias e seres de luz Crística, entro em contacto
com o meu Eu Sou, com o meu Ser Divino, “dialogo” com eles, entrego-me ao
serviço, mas adormeço facilmente e sei que o trabalho se faz. Contudo esta
noite não foi assim. Antes de me deitar e também já na cama pensei como seria
bom encontrar os meus irmãos das estrelas, poder estar com eles ainda que pouco
tempo… já não ansiava tanto por poder entrar na nave, mas poder vê-los, sentir
a sua presença… ao pensar assim senti-me algo nostálgica… e o meu físico não
encontrava posição confortável para descansar… Esta sensação passou quando me
conectei com a minha Divina Presença Eu Sou, sentindo que também estava
conectada com todos os meus irmãos, uma vez entregue à proteção e guarda de
Miguel, como sempre faço.
Então adormeci. Adormeci no
físico, mas não estive parada.
Éramos um grande grupo. Não sei onde estávamos, não sei quem eram as
pessoas presentes, mas estávamos juntos com o propósito de meditarmos em
conjunto. O trabalho a desenvolver era para acedermos aos nossos corpos de
existência. Eu era a facilitadora/orientadora do trabalho. Estávamos de pé,
formando um círculo. Entoávamos mantras e/ou expressões de que não me recordo.
Sugeri que visualizássemos uma luz branca, límpida e intensa a descer sobre as
nossas cabeças e a envolver-nos. Depois foi a vez da luz dourada que penetrava
em cada um de nós, espalhando-se por todos os nossos corpos, fazendo-os vibrar
em uníssono, éramos apenas um corpo formado por todos os corpos presentes.
Quase a terminar a meditação sugeri que colocássemos as mãos ao lado do corpo,
a mão esquerda com a palma voltada para cima e a mão direita com a palma
voltada para baixo, para que cada elemento do grupo ficasse com a sua palma
esquerda debaixo da palma direita do seu “vizinho” fazendo assim uma grande
corrente de energia entre os presentes, uma vez que a direita dá e a esquerda
recebe. Este, como sabemos, é um conhecimento básico de troca de energia. Então
todo o grupo era um enorme círculo dourado, como se fosse um grande sol a
irradiar luz para todos os lados. Nesta altura o meu corpo físico resolveu
mudar de posição e acordei, pedindo ao grupo que mantralizasse o som ALEPH,
garantindo assim que os nossos corpos ficariam em perfeito equilíbrio, mas
acordei a colocar as mãos uma sobre a outra, mantendo a esquerda em baixo e a
direita em cima, como se fora apenas eu a fazer o trabalho.
Logo que pude anotei o que acima
descrevi e, quando me levantei dirigi-me ao computador para procurar o
significado de ALEPH. É o equivalente à letra ALFA, do grego, e à ALEF, do
hebraico, que, normalmente simboliza o começo de algo.
Numa outra página Web aparece a
referência ao livro Aleph, de Paulo Coelho, um livro que ainda não li, mas que,
de acordo com a sinopse que a seguir transcrevo do site Wook, o leva às suas
origens literárias.
Sinopse
O Aleph assinala o regresso
de Paulo Coelho às suas origens literárias. Num relato pessoal franco e
surpreendente, revela como uma grave crise de fé o levou a procurar um caminho
de renovação espiritual. Com o fim de recuperar o empenho, a paixão e voltar a
entusiasmar-se pela vida, o autor resolve começar tudo de novo: viajar, viver
novas experiências, relacionar-se com as pessoas e o mundo. Assim, guiado por
sinais, visita três continentes - Europa, África e Ásia -, lançando-se numa
jornada através do tempo e do espaço, do passado e do presente, em busca de si
mesmo. Ao longo da viagem, Paulo vai, pouco a pouco, saindo do seu isolamento,
despindo-se do ego e do orgulho e abrindo-se à amizade, ao amor, à fé e ao
perdão, sem medo de enfrentar os desafios inerentes à vida. Da mesma maneira
que o pastor Santiago em O Alquimista, o autor descobre que é preciso percorrer
grandes distâncias para conseguir compreender aquilo que nos é mais próximo. A
peregrinação faz com que se sinta vivo novamente, capaz de ver o mundo com os
olhos de uma criança e de encontrar Deus nos pequenos gestos quotidianos.
Esta (re)lembrança onírica(?) é mais um tema para reflexão. Podem dizer que
sou louca, que “me passo dos carretos”, mas o certo é que sou mesmo assim, e
estou aqui a partilhar esta minha loucura, esperando que haja alguém tão ou
mais louco do que eu e que tenha a coragem de comentar. A todos os loucos deixo
desejos de Luz, Paz e Amor.
De Maria La-Salete Sásegunda-feira, 16 de janeiro de 2012
Retirado de RAÍZES
Qualquer coisa se passou comigo esta noite que não consigo recordar. Não foi propriamente um sonho, foi algo mais, mas não sou capaz de reconstruir um único pormenor. Tenho uma vaga sensação de que havia alguma coisa ou alguém, não nesta dimensão, mas numa outra onde me encontrava.
Acordei com frio, aconcheguei-me melhor e dormi tranquila, tendo acordado de manhâ serena, leve e com aquele doce aroma que tão bem conheço, sinto e recebo com gratidão. E sou feliz assim, pois, nesta conformidade, sinto que consigo "ver" para além deste mundo tridimensional, que algo de bom está à minha espera, como de todos os demais, mas sei que terei de trabalhar conscientemente para lá poder chegar. Estou consciente de que não posso parar, que tenho de continuar a procurar, a descobrir, a ver para fora e para dentro de mim, a Ser cada vez mais EU. Sei que este é um trabalho com orientação, mas também é um processo de entrega e doação.
Este processo pode manifestar-se, talvez, nas coisas mais pequenas e mais simples do meu dia a dia, no meio, na sociedade e no espaço que ocupo. É aqui que tenho de fomentar o meu "investimento". Um investimento material, energético, um trabalho de fluição e emanação de sentimentos, de pensamentos e de presença positivos. É uma forma de magnetismo mais conducente ao tratamento interno do que externo, é uma doação da minha alma individual à alma universal. Sinto que é este o caminho que me é apontado, é para essa forma de vida que tenho sido orientada por forças invisíveis que, a todo o momento, me sussurram a indicação do que devo e como devo fazer. Às vezes (e são tantas as vezes!) não vejo o percurso nem oiço a voz interior que me orienta, mas há outras ocasiões em que, estando desprendida de mim, deixo que seja a intuição ou a imaginação a conduzir-me . Então fico envolta num halo de total serenidade e sei que é o meu Anjo Interno que me dá a mão, que me conduz. Nessas alturas consigo "captar" toda ou quase toda a informação que me chega, mas se a quero transmitir, não sei, não consigo... no entanto sei viver em função desses lampejos de informação.
Mas retomo o reconhecimentoda minha cegueira e da minha surdez que também controlam as minhas atitudes. E neste reconhecer, reconheço também que a responsabilidade aumenta..., porque não tenho desculpas para não ver nem ouvir, porque só acontece quando não presto atenção, quando, em vez de viver, deixo que a vida passe ao lado.
Embora sem as desculpas referidas no ponto anterior, nem sempre os meus ouvidos ouvem além do que o ser material que sou consegue captar.
No entanto tento encontrar-me no amor fraterno, na sua transmissão, na sua partilha.
E hoje aconteceu algo de novo e bom, na minha sala de aula. Aí senti que o Amor fluía a partir das palavras, em transmissão de energia, a meio de uma aula de Língua portuguesa.
Inserida no contexto da temática da aula, "canalizei" palavras direcionadas ao Amor. Tenho a plena certeza de ter recebido essa mensagem de um plano superior, pois as palavras utilizadas, se bem que de todo acessíveis à compreensão das crianças, não faziam parte do meu propósito para essa aula. Falei, falei, falei de Amor, do amor fraterno, do amor Divino, do amor total... e digo que falei, mesmo acalentando a dúvida se fui eu ou não quem falou. Somente sei que as palavras fluíam quase ininterruptamente, deixando-me praticamente sem fôloego quando acabei. E as crianças estiveram silenciosas durante todo esse tempo, recetivas à mensagem de paz e de Amor! Foi realmente a presença do meu Cristo Interno. eu fui tão somente o veículo que Ele utilizou para fazer chegar a mensagem.
E enquanto anotava esse acto de Amor, foi-se intensificando o meu aroma, como que a dizer-me: "Falei através de ti, porque te amo com ternura, com mansidão, mesmo que não te julgues merecedora desse amor, é nele que te envolvo".´
Retirado do meu livro "RAÍZES" e referente a episódios passados em 1991)
Nota: Quando refiro "o meu aroma", trata-se de algo, posso dizer, transcendental, porque , em finais da década de 80 sofri um acidente do qual resultou, além de outras pequenas sequelas, uma lesão do nervo olfativo devido a traumatismo craniano, tendo perdido a capacidade olfativa. Não sei se será irreversível ou não, aprendi a viver com isto, mas há alturas em que sinto um perfume delicioso, floral, mas que em nada se compara com qualquer aroma de que tenha memória. Comecei a chamar-lhe "Minha Primavera Divinal" ou "Perfume das Esferas" e acredito que vem mesmo de outras dimensões, com amor, com muito amor.
De Maria La-Salete Sá
Acordei com frio, aconcheguei-me melhor e dormi tranquila, tendo acordado de manhâ serena, leve e com aquele doce aroma que tão bem conheço, sinto e recebo com gratidão. E sou feliz assim, pois, nesta conformidade, sinto que consigo "ver" para além deste mundo tridimensional, que algo de bom está à minha espera, como de todos os demais, mas sei que terei de trabalhar conscientemente para lá poder chegar. Estou consciente de que não posso parar, que tenho de continuar a procurar, a descobrir, a ver para fora e para dentro de mim, a Ser cada vez mais EU. Sei que este é um trabalho com orientação, mas também é um processo de entrega e doação.
Este processo pode manifestar-se, talvez, nas coisas mais pequenas e mais simples do meu dia a dia, no meio, na sociedade e no espaço que ocupo. É aqui que tenho de fomentar o meu "investimento". Um investimento material, energético, um trabalho de fluição e emanação de sentimentos, de pensamentos e de presença positivos. É uma forma de magnetismo mais conducente ao tratamento interno do que externo, é uma doação da minha alma individual à alma universal. Sinto que é este o caminho que me é apontado, é para essa forma de vida que tenho sido orientada por forças invisíveis que, a todo o momento, me sussurram a indicação do que devo e como devo fazer. Às vezes (e são tantas as vezes!) não vejo o percurso nem oiço a voz interior que me orienta, mas há outras ocasiões em que, estando desprendida de mim, deixo que seja a intuição ou a imaginação a conduzir-me . Então fico envolta num halo de total serenidade e sei que é o meu Anjo Interno que me dá a mão, que me conduz. Nessas alturas consigo "captar" toda ou quase toda a informação que me chega, mas se a quero transmitir, não sei, não consigo... no entanto sei viver em função desses lampejos de informação.
Mas retomo o reconhecimentoda minha cegueira e da minha surdez que também controlam as minhas atitudes. E neste reconhecer, reconheço também que a responsabilidade aumenta..., porque não tenho desculpas para não ver nem ouvir, porque só acontece quando não presto atenção, quando, em vez de viver, deixo que a vida passe ao lado.
Embora sem as desculpas referidas no ponto anterior, nem sempre os meus ouvidos ouvem além do que o ser material que sou consegue captar.
No entanto tento encontrar-me no amor fraterno, na sua transmissão, na sua partilha.
E hoje aconteceu algo de novo e bom, na minha sala de aula. Aí senti que o Amor fluía a partir das palavras, em transmissão de energia, a meio de uma aula de Língua portuguesa.
Inserida no contexto da temática da aula, "canalizei" palavras direcionadas ao Amor. Tenho a plena certeza de ter recebido essa mensagem de um plano superior, pois as palavras utilizadas, se bem que de todo acessíveis à compreensão das crianças, não faziam parte do meu propósito para essa aula. Falei, falei, falei de Amor, do amor fraterno, do amor Divino, do amor total... e digo que falei, mesmo acalentando a dúvida se fui eu ou não quem falou. Somente sei que as palavras fluíam quase ininterruptamente, deixando-me praticamente sem fôloego quando acabei. E as crianças estiveram silenciosas durante todo esse tempo, recetivas à mensagem de paz e de Amor! Foi realmente a presença do meu Cristo Interno. eu fui tão somente o veículo que Ele utilizou para fazer chegar a mensagem.
E enquanto anotava esse acto de Amor, foi-se intensificando o meu aroma, como que a dizer-me: "Falei através de ti, porque te amo com ternura, com mansidão, mesmo que não te julgues merecedora desse amor, é nele que te envolvo".´
Retirado do meu livro "RAÍZES" e referente a episódios passados em 1991)
Nota: Quando refiro "o meu aroma", trata-se de algo, posso dizer, transcendental, porque , em finais da década de 80 sofri um acidente do qual resultou, além de outras pequenas sequelas, uma lesão do nervo olfativo devido a traumatismo craniano, tendo perdido a capacidade olfativa. Não sei se será irreversível ou não, aprendi a viver com isto, mas há alturas em que sinto um perfume delicioso, floral, mas que em nada se compara com qualquer aroma de que tenha memória. Comecei a chamar-lhe "Minha Primavera Divinal" ou "Perfume das Esferas" e acredito que vem mesmo de outras dimensões, com amor, com muito amor.
De Maria La-Salete Sá
sábado, 12 de novembro de 2011
PALAVRA AMOR
O meu amor não tem palavras
nem frases bonitas
com que se defina.
O meu amor é tão simples
como a palavra vento,
como o fluir do pensamento.
O meu Amor
é tão somente
AMOR.
De Maria La-Salete Sá
PORQUE...
Porque se sobrepõem sentidos a sentimentos
necessito do teu olhar,
anseio o teu sorriso,
quero poder tocar-te,
acariciar-te
e dizer, mesmo a mentir:
"Como te amo!"
(1984)
De Maria La-Salete Sá
De Maria La-Salete Sá
DAR À VIDA POESIA
Dar à vida poesia
era o tudo que queria...
Correr, sorrir, viver,
fazer das lágrimas
um poema insatisfeito
do sorriso uma oferta
de amor,
do desânimo um alento
e prosseguir,
do nada o tudo
e seguir...
Dar à vida poesia
era o tudo que queria...
(1970?)
De Maria La-Salete Sá
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