sexta-feira, 30 de março de 2012

PÁSCOA FELIZ

Há alguns dias, mais precisamente, no dia 12 do corrente mês, escrevi "Isto é ainda um esboço de..., de..., de qualquer coisa em germinação...", mas o texto só por si, pode conduzir à pergunta:« Onde está a história?» E, a pensar nisso, transcrevo o comentário que também deixei apenso ao texto:
"Este é o meu próprio comentário, o comentário da autora. E faço-o porque poderão perguntar:«Então? Onde está a história?»
Pois bem, a história começa a ser delineada na minha cabeça, alguma coisa mais já está escrita, mas, como será fácil de entender, não será totalmente transcrita para este espaço. De quando em vez poderá aparecer algo relacionado, mas também gostava que, conforme forem editados alguns textos (desta história ou não) pudesse receber algum feed-back, algum comentário, alguma sugestão.
Deixo-vos com votos de uma Santa Páscoa e o meu muito obrigada.

Salete

ENTÃO?... ENTÃO...




Ao virar de cada esquina, nas conversas de café, olhando as prateleiras dos supermercados..., em tantas outros locais ouvimos queixumes, desabafos pesados de tristeza e de preocupações, em que o tema constante e recorrente é CRISE. Parece que na vida só há crise, que a vida é crise, que cada momento é momento de crise... Mas será realmente assim, só assim?
É certo que vivemos num tempo de "vacas magras", mas mesmo em tempo de "vacas magras", estamos vivos, estamos neste planeta tão vivo quanto nós! Então, que tal pararmos um pouquinho, sorrir e agradecer o acolhimento que este planeta vivo nos oferece, esta Mãe Terra, nossa Mãe GAIA?!... Mesmo convulsionada pelo descuido que nós, seres humanos e seus filhos, fomos tendo em usar, abusar, destruir e maltratar o manancial de riquezas que ela sempre colocou ao nosso dispor, esta Mãe continua a amar-nos. E sofre não só o sofrimento que mãos humanas lhe infligiram, mas também sofre o peso dos nossos pensamentos, das nossas tristezas, das nossas queixas, do nosso desamor para connosco próprios.
Então... e que tal um sorriso? Que tal olharmos para nós conscientes de que somos a energia que criamos e que espalhamos? Que tal tomarmos consciência de que nossos pensamentos, nossas palavras, nossos estados de espírito são poderosos catalisadores da energia que deles emana? Então..., e mais uma vez, ENTÃO, que tal alterar o nosso padrão de pensamento, de expressões, de sentimentos e de emoções?
E ainda outra vez ENTÃO... que tal transformarmos desamor em amor, tristeza em alegria sentida e manifesta por cada coisa boa que, mesmo ao lado da crise, nos acontece a cada dia que passa?
POIS QUE VENHA DAÍ UM SORRISO, UM OLÁ A QUEM PASSA, UM ABRAÇO A QUEM ESTÁ SÓ..., pois é também na partilha que se vive e se ajuda a viver.

De Maria La-Salete Sá

terça-feira, 20 de março de 2012

UM PASSEIO NAS NUVENS


Sentada no baloiço do jardim, Madalena olhava o céu azul e pensava como seria bom ter asas e poder voar como os pássaros que ora poisavam nos ramos da macieira, ora esvoaçavam descuidados de árvore em árvore, de galho em galho…e, quando cansados das brincadeiras a baixa altura, também subiam bem alto, voando, voando, voando… até onde o céu os levasse. Mas hoje este pensamento tornara-se tão forte que, sem sequer se ter dado conta de como embarcou nessa viagem, Madalena voava! Não, ela não tinha asas, mas aquela nuvem tão branca, tão feita de rama fofa de algodão…, aquela nuvem que, ao ouvir os seus pensamentos, ao refletir sobre os seus mais íntimos desejos, desceu devagarinho, pairando quase sobre a sua cabeça e…, zás!, ainda mal tinha pensado em convidar Madalena para um passeio nas alturas, já esta menina de olhos sonhadores e de alma ansiosa de aventuras, estava dentro dela, melhor dizendo, estava sentada nela. E, sem falar, falaram uma com a outra, sem que a nuvem perdesse o seu rumo e sem que Madalena saísse do baloiço, elas percorreram o céu, pairaram sobre o mar, sobre as montanhas… e Madalena voou como os melros e os pardais do seu jardim.
Sem receio de cair, sem medo das alturas, Madalena saltava de nuvem em nuvem, afundando-se e elevando-se como se estivesse num colchão de água, feliz, livre, completamente liberta de obrigações, ou de outra coisa que não fosse desfrutar desse estado maravilhoso de brincar no céu, bem lá acima da Terra… Completamente liberta, pensava ela, mas, mal tinha ainda aberto a boca para proferir “os votos de total liberdade”, quando, à sua frente, segurando as cordas do baloiço, a mãe a despertou com um doce afago na nuca:
- Então, menina?! O baloiço não é lugar para dormir. Olha que, se eu não tivesse passado por aqui poderias ter caído e ter-te magoado.
- Mas eu não estava a dormir, mãe! Estava…
E logo se calou porque já não estava nem dentro, nem em cima, nem em parte alguma lá por onde as nuvens passeiam. Calou-se e uma lágrima solitária se soltou, indo perder-se algures no seu rosto… era a lágrima da saudade, embora ela nunca tenha sabido bem de que saudade se tratava, mas era a lágrima da saudade, disso ela tinha e sempre teve a certeza.
- Então, Lenita, estavas a sonhar?
- Não sei, parece que não, mas decerto estava… Passeava e brincava nas nuvens, era tão bom, mãe, tão bom! E agora estou triste…, já não vejo a nuvem, já não lhe posso dizer adeus nem obrigada…
- Pois, filha, mas não te preocupes, outras nuvens aparecerão nos teus sonhos e levar-te-ão a passear, agora vem para casa que está a arrefecer.
- Só que… mãe, eu não tenho a certeza de ter estado a sonhar, não sei como te dizer, mas parece que ainda sinto o macio, a frescura e as carícias das nuvens…, parece mesmo que andei no céu em cima delas.
- Pronto, está bem, fica lá com as tuas fantasias, mas agora estás em terra, aqui no jardim, pronta para entrar em casa.

Isto é ainda um esboço de..., de..., de qualquer coisa em germinação

VOU CONTAR…

A história que se segue é o reconto de uma história de vida que levará o leitor a entrar num mundo absolutamente fascinante, mas tão real quanto fascinante.
Cristina olhava o corpo inerte da sua mãe, não com o habitual rosto marcado pela dor de quem perde um ente querido, mas com a tranquilidade de quem sabe que aquele ou aquela a quem se ama acaba de realizar a suprema aspiração da sua vida.
Quando a vi, ao lado do caixão, acariciando o rosto tranquilo da mãe, com tanta serenidade, transbordante de amor, não pude deixar de me perguntar: «Como será possível tanta calma num momento destes?». E, como se tivesse adivinhado o meu pensamento, olhando-me com o mesmo sorriso cheio de paz e de sabedoria, disse:
- A minha mãe agora está em casa. Deixou este corpo - que aqui jaz, inerte - com toda a tranquilidade de quem só esperava o momento para apanhar o comboio de regresso ao lar. E, com a mesma tranquilidade, olhando bem no fundo da minha alma, disse:
«Vou partir… Não vou dizer adeus, porque, não estando aqui, estarei contigo, sem apegos, sem pertença, mas sempre em amor… Ouve a tua alma e age de acordo com a tua sabedoria interna… Sê feliz… A minha casa é também a tua casa… Até lá…»
E foi assim que, sem bagagem, apenas ela com ela, sorrindo ao de leve, fechou os olhos, entrou no comboio e partiu.

De Maria La-Salete Sá

Vivência onírica (?) de 16 de Abril de 2011

Esta noite vivi situações que me deixaram a pensar…
Não sei se sonhei, se estava a passar por algum estado alterado de consciência, mas o que se passou deixou marcas, marcas não dolorosas, mas marcas que me incutem uma «avaliação/reformulação» na minha vida.
A última (e neste momento a única de que tenho quase total memória) traduz-se no seguinte:
Eu estava a mostrar a minha casa a um grupo de pessoas muito importantes. Não sei muito bem defini-las, mas eram pessoas muito altas, algo diferentes, se bem que não tenho uma memória dos seus aspectos físicos, mas sei que eram grandes e muito importantes, talvez Guias. Enquanto escrevo “sinto” que eram Seres de Luz.
Como dizia, estava a mostrar-lhes a casa. Não sei o que mostrei, em que dependências/compartimentos andámos, mas sei que, de qualquer sítio tirei (ou tiraram) uns frascos que pareciam ser de compotas, frascos muito bonitos, mas cujo doce estava estragado. Um deles, o maior, tinha a cobertura de papel vegetal rota e estava cheio de bolor, outros estavam azedos e havia ainda outros que estavam muito sujos, cobertos de poeira agarrada a algo viscoso. Os meus acompanhantes nada me disseram em relação ao que estavam a observar, apenas se limitaram a envolver-me em Amor e Paz, sem julgamentos, apenas Amor e Paz. Não sei como nem quando me deixaram, como nem quando saí deste sonho/revelação, somente sei que, ao reviver estes “momentos mágicos”, do meu interior sai a mensagem: “ Não guardes sentimentos capazes de azedar, vive o que tens a viver na hora e deixa partir, sabendo que esse momento, traduzido em pensamento ou julgamento capaz de “azedar”, não tem que ficar colado a ti. Procura antes entender que apenas a ti cabe permitir ou não a identificação com o que não te pertence, sejam atitudes, opiniões, sentimentos. Procura viver momento a momento, amando-te e mimando-te, amando e respeitando quem tu és, com a consciência plena e constante de que não és apenas a Maria La-Salete, mas que és Essência Divina acima de tudo. E ao viveres assim em plena consciência, vais ser capaz de ver e compreender um pouco melhor (nas outras pessoas) as atitudes, os pensamentos, os julgamentos que “azedam as tuas compotas”, vais ser capaz de ver que também elas são Essências Divinas, cada uma no grau de “escolaridade evolutiva” onde tem que estar, vais começar a entender que cada ser tem que aprender por si como “passar de classe” na escola da vida”.

Esta foi a mensagem que me foi dada. Sei que fui orientada. Muito obrigada Mestres por me ajudarem a ver o caminho, muito obrigada por me amarem como amam.

De Maria La-Salete Sá

domingo, 19 de fevereiro de 2012

Ainda sobre o ALEPH

Depois do referido a 29 de Janeiro, de como acordei a repetir "Aleph", depois de ter pesquisado o significado da palavra, depois de ter chegado ao conhecimento do livro do mesmo  nome, de autoria de Paulo Coelho, só me restava adquirir o livro e lê-lo. E assim fiz. Foi começar para não querer largar!
Durante a leitura fui descobrindo o que, para mim, tem sido o Aleph. Tal como Paulo Coelho escreveu «tudo à minha volta parecia estranho», no meu caso eu diria « tudo dentro de mim parecia estranho», eu sentia como se tivesse entrado numa outra dimensão, mas as imagens e as sensações eram vistas e sentidas dentro de mim, de tal modo que não sei como explicá-las. Estas vivências não têm sido esporádicas, têm acontecido várias vezes sem que nada "indicasse" que algo diferente estaria prestes a surgir.
Às vezes, sem mais nem para quê, começava por um sabor desconhecido que, de um momento ao outro, se fixava nas papilas gustativas, como se tivesse comido ou bebido algo diferente de tudo quanto conheço. Depois nascia a saudade sem que saiba definir o sujeito ou objeto dessa saudade. Noutras ocasiões aconteciam coisas estranhas, era como se múltiplas vivências se sobrepusessem para me deixarem com a única certeza de que estaria a "revisitar" situações e/ou vivências longínquas, mas sem capacidade de as saber situar ou decifrar. Fragmentos de imagens passavam pela tela da minha mente, acompanhadas de sensações ora de prazer, ora de angústia e tristeza, mas que sempre deixavam marcas profundas de saudade a ponto de me fazerem sentir uma enorme vontade de chorar, quase sempre devido mais à emoção da saudade do que à tristeza... Foram (acredito que ainda outros virão) momentos de compreensão de algo, mas que, mesmo sabendo que compreendi, não sou capaz de dizer ou explicar o que compreendi, nem sequer a mim mesma. Sei que uma parte do meu ser compreendeu e que, quando eu, La-Salete, tiver que saber, saberei.

Talvez, como diz Paulo Coelho, tenham sido acontecimentos do "pequeno Aleph", onde convergem vários pontos do Universo, aos quais, no meu caso, não tive acesso pleno, este acesso deu-se apenas através de sensações odoríficas, gustativas, de sobreposição de imagens difusas e de sentimentos profundos de saudade, angústia, tristeza, amor...

De Maria La-Salete Sá

domingo, 29 de janeiro de 2012

Acontecimento inter-dimensional


Não posso deixar de registar os acontecimentos desta noite.

Deitei-me já tarde, o que deveria conduzir-me logo ao sono, até porque tinha tomado o comprimido que me foi receitado para o estado gripal em que me encontro e que provoca sonolência. Contudo, apesar de me deitar já depois da 1h da manhã, eram 3h e ainda não dormia. É certo que estive em meditação, em conversa com a minha alma, não só a procurar descobrir os seus objetivos mais profundos, mas também a irradiar energia de amor, paz e harmonia para os pontos do globo onde estas carências mais se fazem sentir. Não especifiquei nenhum país ou local em especial, porque sei que, melhor do que o que a minha mente me possa sugerir, o Universo sabe para onde direcionar esta energia. Pedi ainda que, se possível, a minha alma se juntasse a outras almas para que se realizasse um trabalho de grupo. Assim, entreguei-me ao processo e deixei fluir, embora este pedido de emanação/irradiação só tivesse sido feito muito próximo das 3h, pois pouco depois deste apelo ao acomodar o corpo para uma posição mais confortável para dormir, olhei para o relógio e vi que marcava três horas e um ou dois minutos.

Normalmente, quando me deito e me entrego à proteção dos meus guias e seres de luz Crística, entro em contacto com o meu Eu Sou, com o meu Ser Divino, “dialogo” com eles, entrego-me ao serviço, mas adormeço facilmente e sei que o trabalho se faz. Contudo esta noite não foi assim. Antes de me deitar e também já na cama pensei como seria bom encontrar os meus irmãos das estrelas, poder estar com eles ainda que pouco tempo… já não ansiava tanto por poder entrar na nave, mas poder vê-los, sentir a sua presença… ao pensar assim senti-me algo nostálgica… e o meu físico não encontrava posição confortável para descansar… Esta sensação passou quando me conectei com a minha Divina Presença Eu Sou, sentindo que também estava conectada com todos os meus irmãos, uma vez entregue à proteção e guarda de Miguel, como sempre faço.

Então adormeci. Adormeci no físico, mas não estive parada.

Éramos um grande grupo. Não sei onde estávamos, não sei quem eram as pessoas presentes, mas estávamos juntos com o propósito de meditarmos em conjunto. O trabalho a desenvolver era para acedermos aos nossos corpos de existência. Eu era a facilitadora/orientadora do trabalho. Estávamos de pé, formando um círculo. Entoávamos mantras e/ou expressões de que não me recordo. Sugeri que visualizássemos uma luz branca, límpida e intensa a descer sobre as nossas cabeças e a envolver-nos. Depois foi a vez da luz dourada que penetrava em cada um de nós, espalhando-se por todos os nossos corpos, fazendo-os vibrar em uníssono, éramos apenas um corpo formado por todos os corpos presentes. Quase a terminar a meditação sugeri que colocássemos as mãos ao lado do corpo, a mão esquerda com a palma voltada para cima e a mão direita com a palma voltada para baixo, para que cada elemento do grupo ficasse com a sua palma esquerda debaixo da palma direita do seu “vizinho” fazendo assim uma grande corrente de energia entre os presentes, uma vez que a direita dá e a esquerda recebe. Este, como sabemos, é um conhecimento básico de troca de energia. Então todo o grupo era um enorme círculo dourado, como se fosse um grande sol a irradiar luz para todos os lados. Nesta altura o meu corpo físico resolveu mudar de posição e acordei, pedindo ao grupo que mantralizasse o som ALEPH, garantindo assim que os nossos corpos ficariam em perfeito equilíbrio, mas acordei a colocar as mãos uma sobre a outra, mantendo a esquerda em baixo e a direita em cima, como se fora apenas eu a fazer o trabalho.

Logo que pude anotei o que acima descrevi e, quando me levantei dirigi-me ao computador para procurar o significado de ALEPH. É o equivalente à letra ALFA, do grego, e à ALEF, do hebraico, que, normalmente simboliza o começo de algo.

Numa outra página Web aparece a referência ao livro Aleph, de Paulo Coelho, um livro que ainda não li, mas que, de acordo com a sinopse que a seguir transcrevo do site Wook, o leva às suas origens literárias.



Sinopse

O Aleph assinala o regresso de Paulo Coelho às suas origens literárias. Num relato pessoal franco e surpreendente, revela como uma grave crise de fé o levou a procurar um caminho de renovação espiritual. Com o fim de recuperar o empenho, a paixão e voltar a entusiasmar-se pela vida, o autor resolve começar tudo de novo: viajar, viver novas experiências, relacionar-se com as pessoas e o mundo. Assim, guiado por sinais, visita três continentes - Europa, África e Ásia -, lançando-se numa jornada através do tempo e do espaço, do passado e do presente, em busca de si mesmo. Ao longo da viagem, Paulo vai, pouco a pouco, saindo do seu isolamento, despindo-se do ego e do orgulho e abrindo-se à amizade, ao amor, à fé e ao perdão, sem medo de enfrentar os desafios inerentes à vida. Da mesma maneira que o pastor Santiago em O Alquimista, o autor descobre que é preciso percorrer grandes distâncias para conseguir compreender aquilo que nos é mais próximo. A peregrinação faz com que se sinta vivo novamente, capaz de ver o mundo com os olhos de uma criança e de encontrar Deus nos pequenos gestos quotidianos.



Esta (re)lembrança onírica(?) é mais um tema para reflexão. Podem dizer que sou louca, que “me passo dos carretos”, mas o certo é que sou mesmo assim, e estou aqui a partilhar esta minha loucura, esperando que haja alguém tão ou mais louco do que eu e que tenha a coragem de comentar. A todos os loucos deixo desejos de Luz, Paz e Amor.


De Maria La-Salete Sá