domingo, 1 de abril de 2012
MENINA-MULHER 2
Um dia - ainda menina -
sonhei um sonho lindo!
Seria mulher cheia de amor,
construtora de paz,
irradiando harmonia,
felicidade,
alegria...
Meu sonho perdeu-se
na noite dos tempos
e do meu pensamento
sobrou a dor...
A obreira da paz
perdeu a paz,
a felicidade e a harmonia,
ficou só na solidão
na carência, na nostalgia...
...Mas nunca parada,
nunca estagnada...
na construção da vida
com fé e esperança,
porque a mulher-criança
acreditou que um dia
a paz voltaria.
E a menina-mulher
é de novo amor,
é de novo alegria!
De Maria La-Salete Sá
MENINA-MULHER 1
Olhos cansados, rosto de menina-mulher,
criança crescida,
idade madura, mulher não amadurecida.
Com a ansiedade dos vinte anos
é veterana em desenganos...
Sonha acordada com contos de fadas,
a noite traz-lhe o desencanto da vida,
mas ela acredita
no amanhã, outro dia...
E sorri cansada,
cabeça estoirada
ante a perspectiva de nova alegria
(ou nova ironia).
Não perde a esperança (que já é perdida),
cresce na confiança (a descrença sentida),
e ela renasce a cada momento
criança-menina, mulher-sentimento.
De Maria La-Salete Sá
LIVRE
Quero voar bem alto,
tão alto que toque as nuvens,
que sinta o calor das estrelas
e me chame liberdade.
Eu hei de voar bem alto,
tão alto como o pensamento,
e mais leve do que o vento
serei voo-eternidade.
Eu hei de voar tão leve
quando apenas num momento
o meu anseio-pensamento
condensar toda a verdade...
Então tocarei as nuvens,
sentirei o calor das estrelas,
porque irradiante de amor
serei, enfim, liberdade...,
bem mais leve do que o vento
na certeza e na verdade
que todo o meu sentimento
será voo-eternidade.
De Maria La-Salete Sá
sábado, 31 de março de 2012
VIAJANTE
Viajei longos caminhos, fui ave errante,
caminheira na estrada do medo,
construí barreiras, lancei dinamite,
fiz das trevas o meu segredo.
Combati dragões, lutei com fantasmas,
escondi meus sonhos na realidade,
criei frustrações, construí esperanças,
vagabundeei na obscuridade da vida.
Fui viajante da estrada do medo,
por ela me arrastei até sangrar,
pisei matagais, espinhos, serpentes,
fechei os olhos ao mundo a florir,
ceguei, ensurdeci à vida a renascer...
Só raiva, revolta e descontentamento
me norteavam (sem saber do norte).
Orientei meu pensamento
para o negativismo a crescer...
Quando quis parar a caminhada
estava perdida na floresta imensa,
povoada de bruxas e fantasmas...
Chorei, esbracejei, gritei por mim,
mas só vi a minha descrença...
Riam-se bruxas, dançavam fantasmas,
chispas de fogo deitavam dragões...
... e no desespero que me assolava
fechei os olhos em busca de ajuda.
Gritei por mim. Não me respondi.
Gritei pela vida. Riu-se de mim.
Gritei pela Paz, gritei pelo Amor
e lá longe o meu eco falava...
Repetiu a Paz, repetiu o Amor.
e pouco a pouco me encontrei...
Fugiram bruxas, morreram dragões,
encontrei a esperança por entre os escolhos.
Desapareceu a estrada do medo!
Cambaleante corri, tropecei, caí,
ergui esperanças, construí caminhos,
descobri amigos, desvendei mistérios!
Hoje sou eu,
fugida das trevas, encontrada de mim
numa rota de luz no dia a florir,
candeia acesa na noite a chegar.
E se Deus me ajudar - na estrada da vida -
serei sorriso, serei confiança,
estrela perdida, mas sempre a brilhar.
(de "Fragmentos de um Percurso Interior")
De Maria La-Salete Sá
caminheira na estrada do medo,
construí barreiras, lancei dinamite,
fiz das trevas o meu segredo.
Combati dragões, lutei com fantasmas,
escondi meus sonhos na realidade,
criei frustrações, construí esperanças,
vagabundeei na obscuridade da vida.
Fui viajante da estrada do medo,
por ela me arrastei até sangrar,
pisei matagais, espinhos, serpentes,
fechei os olhos ao mundo a florir,
ceguei, ensurdeci à vida a renascer...
Só raiva, revolta e descontentamento
me norteavam (sem saber do norte).
Orientei meu pensamento
para o negativismo a crescer...
Quando quis parar a caminhada
estava perdida na floresta imensa,
povoada de bruxas e fantasmas...
Chorei, esbracejei, gritei por mim,
mas só vi a minha descrença...
Riam-se bruxas, dançavam fantasmas,
chispas de fogo deitavam dragões...
... e no desespero que me assolava
fechei os olhos em busca de ajuda.
Gritei por mim. Não me respondi.
Gritei pela vida. Riu-se de mim.
Gritei pela Paz, gritei pelo Amor
e lá longe o meu eco falava...
Repetiu a Paz, repetiu o Amor.
e pouco a pouco me encontrei...
Fugiram bruxas, morreram dragões,
encontrei a esperança por entre os escolhos.
Desapareceu a estrada do medo!
Cambaleante corri, tropecei, caí,
ergui esperanças, construí caminhos,
descobri amigos, desvendei mistérios!
Hoje sou eu,
fugida das trevas, encontrada de mim
numa rota de luz no dia a florir,
candeia acesa na noite a chegar.
E se Deus me ajudar - na estrada da vida -
serei sorriso, serei confiança,
estrela perdida, mas sempre a brilhar.
(de "Fragmentos de um Percurso Interior")
De Maria La-Salete Sá
ESPANTO (UM SOPRO DE NADA)
Envolta em lençóis de ira
lancei ao ar a revolta,
ficou-se a mente entorpecida...
Para despertá-la de novo
inventei um canto sereno
e ao ouvir o meu canto
vejo cair a revolta!
-Fico-me cheia de espanto!-
Não há lençóis, não há ira,
apenas eu, a mulher,
e a esperança renascida!
(escrito em 11/04/1986)
De Maria La-Salete Sá
sexta-feira, 30 de março de 2012
PÁSCOA FELIZ
Há alguns dias, mais precisamente, no dia 12 do corrente mês, escrevi "Isto é ainda um esboço de..., de..., de qualquer coisa em germinação...", mas o texto só por si, pode conduzir à pergunta:« Onde está a história?» E, a pensar nisso, transcrevo o comentário que também deixei apenso ao texto:
"Este é o meu próprio comentário, o comentário da autora. E faço-o porque poderão perguntar:«Então? Onde está a história?»
Pois bem, a história começa a ser delineada na minha cabeça, alguma coisa mais já está escrita, mas, como será fácil de entender, não será totalmente transcrita para este espaço. De quando em vez poderá aparecer algo relacionado, mas também gostava que, conforme forem editados alguns textos (desta história ou não) pudesse receber algum feed-back, algum comentário, alguma sugestão.
Deixo-vos com votos de uma Santa Páscoa e o meu muito obrigada.
Salete
"Este é o meu próprio comentário, o comentário da autora. E faço-o porque poderão perguntar:«Então? Onde está a história?»
Pois bem, a história começa a ser delineada na minha cabeça, alguma coisa mais já está escrita, mas, como será fácil de entender, não será totalmente transcrita para este espaço. De quando em vez poderá aparecer algo relacionado, mas também gostava que, conforme forem editados alguns textos (desta história ou não) pudesse receber algum feed-back, algum comentário, alguma sugestão.
Deixo-vos com votos de uma Santa Páscoa e o meu muito obrigada.
Salete
ENTÃO?... ENTÃO...
Ao virar de cada esquina, nas conversas de café, olhando as prateleiras dos supermercados..., em tantas outros locais ouvimos queixumes, desabafos pesados de tristeza e de preocupações, em que o tema constante e recorrente é CRISE. Parece que na vida só há crise, que a vida é crise, que cada momento é momento de crise... Mas será realmente assim, só assim?
É certo que vivemos num tempo de "vacas magras", mas mesmo em tempo de "vacas magras", estamos vivos, estamos neste planeta tão vivo quanto nós! Então, que tal pararmos um pouquinho, sorrir e agradecer o acolhimento que este planeta vivo nos oferece, esta Mãe Terra, nossa Mãe GAIA?!... Mesmo convulsionada pelo descuido que nós, seres humanos e seus filhos, fomos tendo em usar, abusar, destruir e maltratar o manancial de riquezas que ela sempre colocou ao nosso dispor, esta Mãe continua a amar-nos. E sofre não só o sofrimento que mãos humanas lhe infligiram, mas também sofre o peso dos nossos pensamentos, das nossas tristezas, das nossas queixas, do nosso desamor para connosco próprios.
Então... e que tal um sorriso? Que tal olharmos para nós conscientes de que somos a energia que criamos e que espalhamos? Que tal tomarmos consciência de que nossos pensamentos, nossas palavras, nossos estados de espírito são poderosos catalisadores da energia que deles emana? Então..., e mais uma vez, ENTÃO, que tal alterar o nosso padrão de pensamento, de expressões, de sentimentos e de emoções?
E ainda outra vez ENTÃO... que tal transformarmos desamor em amor, tristeza em alegria sentida e manifesta por cada coisa boa que, mesmo ao lado da crise, nos acontece a cada dia que passa?
POIS QUE VENHA DAÍ UM SORRISO, UM OLÁ A QUEM PASSA, UM ABRAÇO A QUEM ESTÁ SÓ..., pois é também na partilha que se vive e se ajuda a viver.
De Maria La-Salete Sá
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