E porque acredito que a Terra será planeta de luz,
Porque acredito que o Cristo ressurgirá
Fonte de Luz - Sabedoria – Amor,
E porque acredito que em cada ser Ele já está,
Porque acredito que todos somos irmãos,
Átomos emanados da mesma fonte Universal…
E porque acredito nas potencialidades energéticas
De cada homem, de cada mulher,
De cada criança, animal ou planta…
E porque acredito na revolução da Consciência
Individual e planetária
Que fará de nós Mensageiros e canais de Paz…
É por isso que vivo a Alegria e a Felicidade de Ser,
De manter acesa a chama
Da centelha divina que me anima
Na luta, na procura, na doação
(quantas vezes pequena e irrisória!),
Na coragem e no desânimo,
Na integração e na solidão…
Mas acredito!
Mesmo quando as trevas me envolvem,
Quando o labirinto da solidão
Parece cortar-me todos os caminhos,
Acredito.
E olho para dentro de mim, para fora de mim,
Perdida, parada no tempo sem tempo,
No espaço onde me projectar,
Mas acredito.
Acredito na força do meu grito, da minha súplica.
E busco a Luz. A Luz do Amor
Que está lá. Está cá. Mesmo no fundo do poço,
Mesmo no labirinto dos pensamentos
Confusos, contraditórios.
Mesmo lá ela brilha.
E acredito! Acredito na mudança,
Na destruição do Mundo Velho
(do meu mundo, do nosso mundo),
Na queda do Império da Ilusão,
No ressurgimento, na reconstrução
Da terra prometida, da Nova Jerusalém.
E sofro. Porque o tempo urge,
Porque o caminho é longo e vacilantes os meus passos…
Mas eu quero!
E tão-somente porque quero, porque acredito
Nessa força que nos conduz à libertação,
Que Vivo, que Amo, que Sou…
Tropeço e caio, choro e sangro,
Mas sorrio,
Mas espero,
Mas vou
Em busca da Luz
De Maria La-Salete Sá
sexta-feira, 31 de agosto de 2012
UM OLHAR... MIL SORRISOS
Bastou um simples olhar
E logo o coração se abriu em ternuras!
Meu menino de oiro, meu mestre cristalino
Chegou!
Tão lindo, tão doce,
A imagem plena da suavidade,
Da sabedoria ancestral
Numa aparente fragilidade
De criança recém nascida.
Fixei meus olhos nessa imagem.
Mil sorrisos iluminaram minha alma,
Sorrisos de felicidade
Encheram meu rosto, meus olhos,
Porque todo o brilho que me iluminava
Não era senão a alegria de ser avó
Do menino mais lindo e mais doce do mundo!
De Maria La-Salete Sá
E logo o coração se abriu em ternuras!
Meu menino de oiro, meu mestre cristalino
Chegou!
Tão lindo, tão doce,
A imagem plena da suavidade,
Da sabedoria ancestral
Numa aparente fragilidade
De criança recém nascida.
Fixei meus olhos nessa imagem.
Mil sorrisos iluminaram minha alma,
Sorrisos de felicidade
Encheram meu rosto, meus olhos,
Porque todo o brilho que me iluminava
Não era senão a alegria de ser avó
Do menino mais lindo e mais doce do mundo!
De Maria La-Salete Sá
SEGUNDA CASA DA ÁRVORE
Esta é a segunda casa da árvore. E devem estar a perguntar-se «porquê outra casa?» É que, quando regressei, de madrugada, depois de ter parado na Lua e passeado pelas Estrelas, encontrei à porta da outra casa os meus amigos elfos , duendes e os gnomos para me receber. Claro que não tinha já espaço para os alojar, por isso tive que construir outra casa. E como eles já foram de férias, a casa está vazia, convido-vos a dormir nela, bem próximo das estrelas... A casa é vossa, tenham uma BOA NOITE., eu já lá estou, aliás, vocês são elementos do meu sonho, não é verdade?
De Maria La-Salete Sá
PALAVRAS FEITAS DE NADA
PALAVRAS FEITAS DE NADA
Apetece-me escrever palavras feitas de nada,
Palavras inventadas,
Palavras inexistentes,
Apenas palavras…
Mas todas elas, mesmo inexistentes…
Existem…
Existem porque as criei,
Porque as inventei…
Já não são feitas de nada,
São as palavras feitas de letras,
De letras carregadas de emoções,
São palavras sem palavras,
Palavras desordenadas,
Rabiscadas ao acaso com a ponta dos meus dedos!...
Desordenadas
E atrapalhadas.
Estão tristes as palavras
Que transportam emoções,
Tristes de tão caladas,
Por se sentirem desordenadas
E serem indefinições…
Que pena tenho destas palavras!
Vou pegar nelas, ordená-las,
Afagá-las
Dar-lhes forma e pensamento,
Defini-las, juntá-las…
Já são palavras ordenadas
Já dizem sentimentos,
Já são definições,
Já gritam aos quatro ventos
Que palavras feitas de nada
São uma sensaboria,
Quase uma tirania
Que também não leva a nada…
Mas palavras com sentido,
Com amor e emoção,
São palavras de magia,
São sorrisos,
São flores,
São orvalhos refrescantes,
São…
Palavras feitas palavras!
24 de agosto de 2012 (23h50m)
De Maria La-Salete Sá
NÃO HÁ
Não há beco que esconda meus sonhos,
não há multidão que cale meus silêncios,
não há mar que lave meus temores,
não há universo que abarque meu amor,
não há nada onde caiba a minha angústia,
não há nada onde abafe a felicidade,
não há nada...
Só ser e não ser feliz,
só ser e não ser infeliz
numa confusão de sentimentos loucos
em contradição...
De Maria La-Salete Sá
não há multidão que cale meus silêncios,
não há mar que lave meus temores,
não há universo que abarque meu amor,
não há nada onde caiba a minha angústia,
não há nada onde abafe a felicidade,
não há nada...
Só ser e não ser feliz,
só ser e não ser infeliz
numa confusão de sentimentos loucos
em contradição...
De Maria La-Salete Sá
OUSADIA
Pensei-te meu,
pensei-me tua,
recriei-te na imaginação
repleto de fantasias amorosas
e corei de indignação
ante o olhar dos outros
que não nos puderam ver...
Nós não éramos senão brisa de sonho
ou o meu olhar perdido no espaço vazio...
De Maria La-Salete Sá
pensei-me tua,
recriei-te na imaginação
repleto de fantasias amorosas
e corei de indignação
ante o olhar dos outros
que não nos puderam ver...
Nós não éramos senão brisa de sonho
ou o meu olhar perdido no espaço vazio...
De Maria La-Salete Sá
INDEFINIÇÕES
1
Porque se escondem meus sonhos
em labirintos de medo,
há que amordaçá-los,
se preciso, estrangulá-los,
pois não cabem no segredo...
2
Se meu coração explode de amor
e meus sentimentos anseiam por ti,
no meu pensamento surge a revolta
emaranhada
num mundo carente...
(09/05/86)
De Maria La-Salete Sá
Porque se escondem meus sonhos
em labirintos de medo,
há que amordaçá-los,
se preciso, estrangulá-los,
pois não cabem no segredo...
2
Se meu coração explode de amor
e meus sentimentos anseiam por ti,
no meu pensamento surge a revolta
emaranhada
num mundo carente...
(09/05/86)
De Maria La-Salete Sá
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