Porque me atormentam angústias
que fazem tremer de descontentamento?
Porque não me respondem as expectativas do silêncio?
Porque busco algo ou alguém
se não sei o que quero
e se me procuro?
Porque me sinto um caos
se não dei conta da derrocada?
Onde estou?
O que procuro?
Ah! Angústia que me matas,
se te afastasses
ou me reencontrasses...,
que bom seria viver de novo.
De Maria La-Salete Sá
sexta-feira, 31 de agosto de 2012
TUDO O QUE SOU
Sou uma garota irrequieta
Medrosa,
Alegre...
Chorosa...
Feliz
E desditosa...
Sou uma criança
Que adora a solidão...
Sou uma senhora
Que gosta do barulho
E da multidão...
Sou adolescente
Que vive a sonhar...
Sou adulta
Que com bonecas
Adora brincar...
Sou bebé risonho
Que já quer falar,
Sou mulher crescida
Querendo contar
O que tem de calar...
Sou eu mesmo assim
Que vivo a lutar...
Sou sopro de brisa
Com ânsia infinita
De a todos amar.
De Maria La-Salete Sá
(Escrito em 1970, no Colégio de Nossa Senhora da Bonança, em V.N. de Gaia)
Na foto, eu com 10 anos, 1º BI
Medrosa,
Alegre...
Chorosa...
Feliz
E desditosa...
Sou uma criança
Que adora a solidão...
Sou uma senhora
Que gosta do barulho
E da multidão...
Sou adolescente
Que vive a sonhar...
Sou adulta
Que com bonecas
Adora brincar...
Sou bebé risonho
Que já quer falar,
Sou mulher crescida
Querendo contar
O que tem de calar...
Sou eu mesmo assim
Que vivo a lutar...
Sou sopro de brisa
Com ânsia infinita
De a todos amar.
De Maria La-Salete Sá
(Escrito em 1970, no Colégio de Nossa Senhora da Bonança, em V.N. de Gaia)
Na foto, eu com 10 anos, 1º BI
ANO LECTIVO DE 1974/75
Acabei o meu curso em Julho de 1974 e a minha primeira escola foi precisamente na minha aldeia. Os alunos eram poucos, 12 no total, divididos pelas 4 classes, 3 na primeira, 4 na segunda, 2 na terceira e 3 na quarta. "Criança crescida" no meio de crianças pequenas, sempre procurei manter um bom relacionamento com os alunos. Sempre que podia ensinava de forma lúdica, ria e brincava com eles. E, como não podia deixar de ser, também participava nas brincadeiras de recreio. Um belo dia, 5 de Fevereiro de 1975, jogava com eles ao mata.
O Alberto, aluno da terceira classe e da minha equipa, estava a fazer batota. Eu olhei para ele e disse:
"Vou-te bater com a bola no rabo para deixares de fazer batota!"
Ele riu-se e, em jeito de malandrice, encolheu-se. Mas, mal eu tinha levantado um pé reparei que uma silva, que tinha descido pelo muro, estava presa nas calças do Alberto e parei para que ela não o picasse. Não sei como fiz, o meu pé esquerdo resvalou, eu caí sobre ele e parti a tíbia e o perónio junto ao tornozelo. Escusado será dizer que ficaram muito aflitos, embora de início tivessem achado muita piada por verem a professora estatelada no chão do recreio.
No dia seguinte fui operada, mas só um mês mais tarde é que pude ir à escola. Contudo, como não havia professor para me substituir, fui dando aulas em casa, mesmo estando doente, com um quadro improvisado numa cartolina preta e os alunos divididos em grupos, duas classes de manhã e duas de tarde..
E hoje, quando encontro algum desses alunos (já todos casados, uma aluna já com um neto!) eles sempre relembram este episódio e falam com saudade e ternura dos tempos em que os ajudei a crescer e com eles cresci.
De Maria La-Salete Sá
E PORQUE ACREDITO...
E porque acredito que a Terra será planeta de luz,
Porque acredito que o Cristo ressurgirá
Fonte de Luz - Sabedoria – Amor,
E porque acredito que em cada ser Ele já está,
Porque acredito que todos somos irmãos,
Átomos emanados da mesma fonte Universal…
E porque acredito nas potencialidades energéticas
De cada homem, de cada mulher,
De cada criança, animal ou planta…
E porque acredito na revolução da Consciência
Individual e planetária
Que fará de nós Mensageiros e canais de Paz…
É por isso que vivo a Alegria e a Felicidade de Ser,
De manter acesa a chama
Da centelha divina que me anima
Na luta, na procura, na doação
(quantas vezes pequena e irrisória!),
Na coragem e no desânimo,
Na integração e na solidão…
Mas acredito!
Mesmo quando as trevas me envolvem,
Quando o labirinto da solidão
Parece cortar-me todos os caminhos,
Acredito.
E olho para dentro de mim, para fora de mim,
Perdida, parada no tempo sem tempo,
No espaço onde me projectar,
Mas acredito.
Acredito na força do meu grito, da minha súplica.
E busco a Luz. A Luz do Amor
Que está lá. Está cá. Mesmo no fundo do poço,
Mesmo no labirinto dos pensamentos
Confusos, contraditórios.
Mesmo lá ela brilha.
E acredito! Acredito na mudança,
Na destruição do Mundo Velho
(do meu mundo, do nosso mundo),
Na queda do Império da Ilusão,
No ressurgimento, na reconstrução
Da terra prometida, da Nova Jerusalém.
E sofro. Porque o tempo urge,
Porque o caminho é longo e vacilantes os meus passos…
Mas eu quero!
E tão-somente porque quero, porque acredito
Nessa força que nos conduz à libertação,
Que Vivo, que Amo, que Sou…
Tropeço e caio, choro e sangro,
Mas sorrio,
Mas espero,
Mas vou
Em busca da Luz
De Maria La-Salete Sá
Porque acredito que o Cristo ressurgirá
Fonte de Luz - Sabedoria – Amor,
E porque acredito que em cada ser Ele já está,
Porque acredito que todos somos irmãos,
Átomos emanados da mesma fonte Universal…
E porque acredito nas potencialidades energéticas
De cada homem, de cada mulher,
De cada criança, animal ou planta…
E porque acredito na revolução da Consciência
Individual e planetária
Que fará de nós Mensageiros e canais de Paz…
É por isso que vivo a Alegria e a Felicidade de Ser,
De manter acesa a chama
Da centelha divina que me anima
Na luta, na procura, na doação
(quantas vezes pequena e irrisória!),
Na coragem e no desânimo,
Na integração e na solidão…
Mas acredito!
Mesmo quando as trevas me envolvem,
Quando o labirinto da solidão
Parece cortar-me todos os caminhos,
Acredito.
E olho para dentro de mim, para fora de mim,
Perdida, parada no tempo sem tempo,
No espaço onde me projectar,
Mas acredito.
Acredito na força do meu grito, da minha súplica.
E busco a Luz. A Luz do Amor
Que está lá. Está cá. Mesmo no fundo do poço,
Mesmo no labirinto dos pensamentos
Confusos, contraditórios.
Mesmo lá ela brilha.
E acredito! Acredito na mudança,
Na destruição do Mundo Velho
(do meu mundo, do nosso mundo),
Na queda do Império da Ilusão,
No ressurgimento, na reconstrução
Da terra prometida, da Nova Jerusalém.
E sofro. Porque o tempo urge,
Porque o caminho é longo e vacilantes os meus passos…
Mas eu quero!
E tão-somente porque quero, porque acredito
Nessa força que nos conduz à libertação,
Que Vivo, que Amo, que Sou…
Tropeço e caio, choro e sangro,
Mas sorrio,
Mas espero,
Mas vou
Em busca da Luz
De Maria La-Salete Sá
UM OLHAR... MIL SORRISOS
Bastou um simples olhar
E logo o coração se abriu em ternuras!
Meu menino de oiro, meu mestre cristalino
Chegou!
Tão lindo, tão doce,
A imagem plena da suavidade,
Da sabedoria ancestral
Numa aparente fragilidade
De criança recém nascida.
Fixei meus olhos nessa imagem.
Mil sorrisos iluminaram minha alma,
Sorrisos de felicidade
Encheram meu rosto, meus olhos,
Porque todo o brilho que me iluminava
Não era senão a alegria de ser avó
Do menino mais lindo e mais doce do mundo!
De Maria La-Salete Sá
E logo o coração se abriu em ternuras!
Meu menino de oiro, meu mestre cristalino
Chegou!
Tão lindo, tão doce,
A imagem plena da suavidade,
Da sabedoria ancestral
Numa aparente fragilidade
De criança recém nascida.
Fixei meus olhos nessa imagem.
Mil sorrisos iluminaram minha alma,
Sorrisos de felicidade
Encheram meu rosto, meus olhos,
Porque todo o brilho que me iluminava
Não era senão a alegria de ser avó
Do menino mais lindo e mais doce do mundo!
De Maria La-Salete Sá
SEGUNDA CASA DA ÁRVORE
Esta é a segunda casa da árvore. E devem estar a perguntar-se «porquê outra casa?» É que, quando regressei, de madrugada, depois de ter parado na Lua e passeado pelas Estrelas, encontrei à porta da outra casa os meus amigos elfos , duendes e os gnomos para me receber. Claro que não tinha já espaço para os alojar, por isso tive que construir outra casa. E como eles já foram de férias, a casa está vazia, convido-vos a dormir nela, bem próximo das estrelas... A casa é vossa, tenham uma BOA NOITE., eu já lá estou, aliás, vocês são elementos do meu sonho, não é verdade?
De Maria La-Salete Sá
PALAVRAS FEITAS DE NADA
PALAVRAS FEITAS DE NADA
Apetece-me escrever palavras feitas de nada,
Palavras inventadas,
Palavras inexistentes,
Apenas palavras…
Mas todas elas, mesmo inexistentes…
Existem…
Existem porque as criei,
Porque as inventei…
Já não são feitas de nada,
São as palavras feitas de letras,
De letras carregadas de emoções,
São palavras sem palavras,
Palavras desordenadas,
Rabiscadas ao acaso com a ponta dos meus dedos!...
Desordenadas
E atrapalhadas.
Estão tristes as palavras
Que transportam emoções,
Tristes de tão caladas,
Por se sentirem desordenadas
E serem indefinições…
Que pena tenho destas palavras!
Vou pegar nelas, ordená-las,
Afagá-las
Dar-lhes forma e pensamento,
Defini-las, juntá-las…
Já são palavras ordenadas
Já dizem sentimentos,
Já são definições,
Já gritam aos quatro ventos
Que palavras feitas de nada
São uma sensaboria,
Quase uma tirania
Que também não leva a nada…
Mas palavras com sentido,
Com amor e emoção,
São palavras de magia,
São sorrisos,
São flores,
São orvalhos refrescantes,
São…
Palavras feitas palavras!
24 de agosto de 2012 (23h50m)
De Maria La-Salete Sá
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