quinta-feira, 22 de novembro de 2012

BOM DIA

Bom dia, amigos!
Se eu pudesse pintar meu desejo encheria a minha tela com o mais belo e o mais feliz dos sorrisos de cada um dos meus amigos... 
E não é que já pintei?! Mas... da minha tela fiz um espelho, um espelho mágico que agora distribuo por cada um. 
Como mágico só pode ser visto com os olhos da alma, por isso vai, como que ... algo camuflado para não ser encontrado por olhares indiscretos e invejosos... Mas, se fixarem a imagem no vosso coração ele sorrir-vos-á a cada manhã, a cada momento em que precisarem de um carinho, de um alento... e eu estou lá também, no sorriso e no abraço.
Desfrutem de um dia muitooooooo feliz!

De Maria La-Salete Sá

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

NÃO CHORES POESIA...

Dizem que quando um poeta morre a poesia chora...
Mas o poeta que é poeta jamais morre...
E a poesia chora...
Chora..., mas chora porquê?...
... se o poeta não morreu?

Ah! A poesia chora...
... porque o poeta que é poeta
partiu...
partiu e com ele levou
a poesia que tem na alma,
poesia por dizer,
poesia que a poesia não quer perder...
Mas o poeta deixou de escrever...
E a poesia chora...
porque o poeta que não morre...,
partiu...
... e deixou a poesia inacabada...

Não chores poesia,
António Pina partiu
mas em ti renasce,
em ti revive...
em ti está.

De Maria La-Salete Sá

domingo, 11 de novembro de 2012

OBSERVANDO...

Sentada no bar do hospital, olhando à minha volta, posso ver e sentir múltiplas manifestações de sentimentos e de sensações. Posso ver como a Unidade se manifesta no conjunto de raças, credos, etnias, profissões e outros que tais.
Todos os que estão ao lado do meu amigo na área de cardiologia (e em todas as outras) são meus amigos também, fazemos parte do UM, dessa Unidade... e todos estes amigos querem um carinho, um afago, carinho que sempre lhes é dispensado, quer por gestos, quer por palavras, quer por sentimentos (por vezes aparentemente imanifestados, mas vibrantes em forma de energia).
 É de salientar o cuidado, a disponibilidade (quantas vezes arranjada à força devido à indisponibilidade do momento) de todos os funcionários que aqui prestam serviços, desde o pessoal auxiliar  ao pessoal de cozinha, médicos, enfermeiros, paramédicos... É realmente um ambiente familiar o que aqui se vive e se compartilha, em manifestações de Amor e de inter-ajuda, quer em tratamentos convencionais, quer em tratamentos alternativos, como por exemplo, na transmissão de energia Reiki (pude constatar que há pessoal no hospital com formação nesta área).
Apesar das dores, dos sofrimentos, há sempre um elo de ligação muito grande, O AMOR!

(HOSPITAL DE WARWICK, UK)

De Maria La-Salete Sá

DISTÂNCIA E SAUDADE

Aperta a saudade neste meu peito...
penso em ti.

Meu coração transborda de amor,
quero acolher-me em teus braços,
sorver o mel dos  teus beijos,
sentir teu corpo no meu,
fundir nossos desejos...

Mas o tempo ainda não é,
a distância ainda existe...

Eu de ti aqui tão longe...,
tu de mim aí tão longe...

Mas, meu amor,
é tão bom ouvir a tua voz
e nela sentir a emoção do teu querer...

E nesse "olá, que saudade!"
que um ao outro dizemos
reafirmamos a verdade,
reacendemos a vontade
do abraço que nos espera,
da entrega que ansiamos...

E...
já só faltam três dias,
meu amor...

para acolher-me em teus braços,
sorver o mel dos teus beijos,
sentir teu corpo no meu.
fundir nossos desejos...

ser-te e ter-te por inteiro.

De Maria La-Salete Sá






ROSA AMARELA

No canteiro ali ao lado,
de flora selvagem  pejado,
bem no meio, algo escondida
despontava uma rosa amarela...
Quis colhê-la,
trazê-la para casa,
pô-la na minha jarra...
Era uma rosa tão bela,
que pensei abandonada
no canteiro ali ao lado.
Mas ao olhar para ela
vi que essa rosa amarela
era a guardiã do jardim!
Abriu-se então num sorriso,
resplandecente de luz e de cor
e, como que por encanto,
todo o canteiro se abriu
em sorrisos de muitas cores,
tal arco-íris semeado
no canteiro ali ao lado!

E essa rosa amarela
abre-se em raios de luz,
porque essa fada-flor
sendo o sol desse jardim
nele semeia,
nele alimenta o amor!

De Maria La-Salete Sá






sábado, 10 de novembro de 2012

O TREVO


Era apenas uma folha,
uma folha de trevo...
Mas como..., uma folha de trevo
se era um trevo de quatro folhas?
Ou seja, era uma folha de quatro folhas!...
E isto... ou esta...
ou estas histórias de trevos
que ora trazem e fazem
ideias cintilantes
de sortes transbordantes
em corações cantantes,
ora produzem ideias trevosas
(não trevosas de trevos,
mas trevosas de trevas...)
É que no tal jardim
da folha de quatro folhas
também há folhas de trevos,
de trevos de três folhas...
E estes são os trevos
que poderão ser das trevas,
pois que a orte por eles passou,
mas o brilho não deixou...
este só ficou
na folha de trevo de quatro folhas...

... E vá lá a gente entender
como é que uma simples folha
é folha de três folhas
ou trevo de quatro folhas!

De Maria La-Salete Sá (06/11/2012)

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

TIC...TAC,,,


Tic-tac... tic-tac... tic-tac
bate agora compassado o coração.
Tictac, tictac, tictac.........tic...tac...tic...tac... tictac, tictac
o descompasso da arritmia
fez o colapso,
veio a aflição...
Tic-tac...tic-tac... tic-tac
já bate a compasso
este coração,
mas ali mesmo ao lado
aquele idoso acamado,
de doença grave atacado
nem tic... nem tac...,
foi-se...
não houve solução...

Não deixes que o medo entre,
deixa a angústia bem longe,
Teu coração sobrevive
tic-tac...tic-tac...tic-tac
e terás sempre contigo
muito amor,muito carinho
a dar-te força, alento,
estamos aí,meu amigo,
meu amigo muito querido!

De Maria La-Salete Sá