terça-feira, 27 de novembro de 2012

ACRÓSTICO (recente)







Mente irrequieta, desvendando mistérios,

Alimento de luz e amor, assim sou eu

Renovação constante de ser e mais ser…

Integrada já estou na vida que vivo,

Amo e partilho o que a vida me deu.


Levo na alma uma centelha de luz,

Abro meu coração ao amor.

- Mesmo quando me sufoca a dor.-

Sou eu mesmo assim, que vivo a sonhar,

A Salete, menina e criança - uma só,

Livre para brincar e fabricar magia…

Eternamente criança, mas também avó

Transformo meu mundo a cada momento

E ao meu redor espalho alegria.


Fabricante de histórias de encantar,

Remexo e remexo… no baú da fantasia…

Anjos, fadas, bruxas e animais falantes,

Nemos, Gullivers, Merlins e Morganas,

Capitães, navios piratas em alto mar

Improvisam as cenas, baralham as deixas…

São meus heróis nesta coisa de inventar.

Correm e brincam em perfeita harmonia

Aqui, neste meu mundo de fantasia…


Dispo-me de mulher, visto-me de criança,

Entro no sonho, volto à infância…


Sou garota cheia de ilusões, sou traquina

Alimento meus sonhos, sou a menina!

FILHO DO MAR




Nas areias brancas da praia

Brincando ao faz de conta,

O menino sonhava.


Sonhava que era gaivota,

Gaivota livre, a voar,

Gaivota, filha do mar…


E o menino sonhava,

Sonhava…


E no sonho ganhou asas,

Ganhou penas,

Ganhou bico,

No sonho…

Foi filho do mar…


Entrou nas águas,

Mergulhou,

E no mergulho acordou…

Mas voltou a sonhar.


Sonhou que era peixe,

Logo depois uma alga,

Uma anémona,

Uma rocha…


Como era bom ser filho do mar!


O mar visitou seus sonhos

E, feliz, beijou-lhe os pés,

O menino deitado na areia,

Logo, logo foi sereia.

Sereia cheia de encantos,

Sereia de amor e magia

Foi canto, foi alegria,

Nesse sonho fantasia…


E quando a mãe chamou

Para que fosse ao mar,

O menino acordou…

Já não era sereia,

Nem rocha,

Nem anémona,

Nem sequer alga ou gaivota,

Mas era um menino feliz,

Sentindo-se filho do mar!



De Maria La-Salete Sá

FILHO DO MAR 2




Nas areias brancas da praia

O menino, brincando ao faz de conta,

Sonhava…

Sonhava que era gaivota,

Gaivota livre que voa,

Gaivota filha do mar.


E no sonho ganhou asas,

Ganhou bico,

Ganhou penas,

Foi gaivota, filha do mar.


A gaivota mergulhou,

No mergulho acordou

Para voltar a sonhar…


Logo, logo foi peixe,

Depois alga,

Anémona,

Rocha!


Agora, deitado na areia,

Não era menino, era sereia!

Sereia de encanto e magia,

Ser de luz e de amor!


E quando a mãe o chamou,

Quando o menino acordou

Desse sonho-fantasia

Já não era gaivota

Não era peixe,

Não era alga,

Nem anémona,

Nem rocha sequer.


Mas trazia o encantamento

Da sereia,

E a magia

De ter sido por momentos

Muito mais do que um menino…


Sentindo-se eternamente

Um filho do mar…



De Maria La-Salete Sá

NOITE DE SONHO




Olhei o céu da minha cidade
e, de olhos brilhantes,
sorriso de prata,
a lua cheia olhou para mim…
pensei que sonhava,
mas ela cantava!

E em suaves acordes,
como que por magia,
dela ouvi uma linda melodia!
Foi mensagem de ternura,
mensagem para divulgar,
ela cantou para mim,
para que vos cantasse
essa canção de embalar:
“Hoje é noite de sonho,
de bruxas voando à solta
montadas em vassourinhas…
Mas as fadas que estão por perto,
também são bruxas, bruxinhas,
brincando às travessuras,
e distribuindo doçuras.
Bruxas ficaram fadas,
fadas ficaram anjos,
anjos ficaram crianças.
E crianças brincam na noite,
nesta noite de luar
onde o medo se perdeu
e a alegria paira no ar!”

De Maria La-Salete Sá

BOM DIA



Ainda meio ensonada ouvi um leve esvoaçar sobre a minha cabeça e senti uma suave brisa a envolver-me. Abri os olhos e  vi o Anjo dos desejos partir (ia com certeza para os países do outro lado do globo, onde agora a noite cai). Sorriu e deixou comigo este “recado ilustrado”, não só para mim, mas para repartir convosco.
Faço meus todos os desejos do Anjo dos desejos.
Tenham um BOM DIA, meus amigos,
Kiss, kiss em vossos <3 <3 <e <3 ….

BOA NOITE


Fui à janela para fechar o estore, e vi que uma suave neblina se aproximava, como se quisesse alojar-se no parapeito. Parei observando o que parecia uma ténue mancha brilhante envolta nessa neblina que vinha direta à minha janela.
E sabem o que aconteceu?! De certeza que nem imaginam! Não, não era uma neblina, era o Anjo dos desejos que queria saber qual o meu desejo para esta noite (é que ele também é o guardião do sono e o arquitecto dos sonhos). Então pedi-lhe que abraçasse, abençoasse e enchesse de paz e dos sonhos mais lindos a noite e o sono de todos os meus amigos.
Ele acedeu de boa vontade, mas salientou que cada um tem que se permitir sonhar e entregar-se aos seus próprios sonhos.
Fiquem então com o Anjo dos desejos, do sono e dos sonhos.
Tenham uma boa noite!

De Maria La-Salete Sá

PALAVRAS CRUZADAS




Há palavras que mesmo sozinhas dizem muito,
um muito que pode ser tudo…
ou um tudo que pode ser nada.
Podem até ser palavras simples,
algumas suaves e eloquentes,
outras ásperas e cortantes.
Palavras que valem pelo que são
quando ditas,
escritas,
pronunciadas
no lugar que lhes é destinado
de ante mão…
Mas…
se por obra de algum acaso,
um acaso marado
ou simplesmente um qualquer acaso
essas palavras se cruzarem
em caminhos que não os seus…

Se por um mero acaso
se der esse caso…

Ai!, que as palavras cruzadas,
de suaves  e eloquentes,
de ásperas e até cortantes
misturadas em sensações,
em sentimentos e emoções
que até então não lhes diziam nada…
essas palavras
assim cruzadas,
do caminho desviadas
ficam tão baralhadas…

… que vá lá a gente saber
Como e o que fazer
Para as tirar dessa embrulhada…


(Mais vale pensá-las antes
de as dizer,
de as escrever…

“não vá o diabo tecê-las!”

De Maria La-Salete Sá (18/11/12)