sexta-feira, 4 de outubro de 2013

DEIXA-ME ENTRAR...

 


  Meu amor...
..............que procuro no limiar do sonho,
..............que encontro por entre a bruma,
..............que povoas o mundo que sou eu....
Onde estás?
..............Não vês que estou só,
..............que te anseio,
.............. que sufoco neste silêncio?
Meu amor...
..............tu sabes quem sou e que te quero,
..............vem preencher o vazio que há em mim,
.............. abre as portas do sonho...
..............................Eu estou lá, eu estou cá,
..............no real, no imaginário...

Meu amor...
.......abre as portas do sonho
..............e deixa-me entrar...

De Maria La-Salete Sá (30/08/1995 01:40 h)

domingo, 29 de setembro de 2013

NÃO TEMO

Não pensem que temo o tiro pela culatra,
Pois passar o tempo à espera
De ouvir o baque do gatilho
Sem que apenas um dedo se mova,
Já causa tanta náusea,
Que pela culatra ou pelo cano
o importante é ouvir o pum!
Quando o fim não é aparente,
Apenas uma realidade protelada,
Venha ele como vier,
Que é um fim sempre bem acolhido.

Mais vale a dor do obscuro
Do que a vivência do nada.


De Maria La—Salete Sá (12/01/1990  32:30h)

DECIDIR VIVER…



Está dividido o meu sentimento
no amor e na amizade,
alterada a racionalidade
na decisão definitiva.
Desprender as raízes de uma vida que deu seiva
é doloroso,
olhar em frente e esquecer o passado
é impossível,
racionalizar a emotividade de uma vida
não é fácil,
não é nada fácil…,
Mas há que desenterrar raízes,
há que viver…

De Maria La-Salete Sá (Junho de 1992)


É HORA…



É hora
de olhar para trás,
rever o tempo perdido,
o tempo não vivido…
é hora de recuperar,
não vá a hora chegar,
a hora de cobrar
o tempo que passei pela vida,
o tempo sem viver…
É hora de parar,
é hora de recrutar forças,
é hora de partir para a vida,
é hora de recomeçar.

De Maria La-Salete Sá (24/10/1989)


RE(DESCOBRINDO)



Descubro-me criança
a germinar no sonho
no crescer da fantasia.

Descubro-me mulher,
fruto amadurecido
na aprendizagem da vida.

Descubro uma aprendizagem
feita de caminhadas,
de dores e de alegrias.

Sou criança, sou mulher,
seja o que for,
seja o que quiser,
SOU.


De Maria La-Salete Sá (15/05/1996)

DA MINHA MÃE


Vou partilhar umas quadras que a minha mãe escreveu, penso que no dia em que o meu filho mais velho completou 18 anos, longe do pai (porque já estávamos divorciados).

A mãe é a rosa mais sublime
que no jardim se criou
é o carinho e o abrigo dos filhos
que Deus ao mundo botou.

Tendes um pai de longe
mas uma mãe de perto
para vocês, filhos,
está sempre de coração aberto.

Ricardo meu neto
entraste na maior idade
fico pedindo a Deus
pela tua felicidade.

Que Deus te guie
no caminho direito
para que haja amor
paz e respeito.

Pedro Maurício
meu neto adorado
que sejas protegido
e por Deus abençoado.

Os meus parabéns
dos avós queridos
para que no mundo
sejais protegidos.

De Maria Francisca, minha mãe.


JÁ NÃO ÉS…



Já  não és a obsessão-desejo
que  perseguia o meu desespero
de estar só,
de querer-te sem querer…

Já não és o sonho impossível
que despertou o meu sentimento
para uma entrega sem limites…

Já não és o pesadelo
que torturava a minha ilusão
nesta casa, castelo assombrado. Sem amor…

Já não és o grito de angústia
que ecoava no meu silêncio
a revolta-negação dos teus afagos…

Já não és… Bem hajas tu, bem haja eu!
não és barreira, não és limite,
não és caos, não és abismo… para mim…

Já não és!

És apenas – e tanto que és! – o amigo,
a ternura da partilha,
o sofrimento incontido da tua dor no meu peito,
o desespero de não poder anular o que está feito,
a vontade imensa de querer ajudar
sem saber ao certo onde começar…

Ah!, meu amigo! Tu já não és,
Tu és!
E porque és, assim amigo, assim irmão,
o espinho da tua ferida
fere-me a alma
e o coração…

De Maria La-Salete Sá (20/12/1986   01:09h)