Quanta saudade meu amor!
A minha mente enche-se de ti,
das horas plenas que vivemos
e sinto chegar a solidão...
Mas revivo!
Ao reviver já não estou só,
corro a aninhar-me em teus braços,
sinto-me apertada,
acariciada,
aconchegada ao teu corpo viril...
e continuo a sonhar...
Como vês já não estou só!
E nem sempre a saudade é amarga!
E hoje, longe de ti,
ao ver chegar o aniversário da nossa união
já não estou triste com a tua ausência...
Tu estás aqui
a beijar-me com ardor,
a acariciar-me levemente
e eu sorrio...
..............para não ficar só...
De Maria La-Salete Sá (07/12/1978)
sexta-feira, 4 de outubro de 2013
DEIXA-ME ENTRAR...
Meu amor...
..............que procuro no limiar do sonho,
..............que encontro por entre a bruma,
..............que povoas o mundo que sou eu....
Onde estás?
..............Não vês que estou só,
..............que te anseio,
.............. que sufoco neste silêncio?
Meu amor...
..............tu sabes quem sou e que te quero,
..............vem preencher o vazio que há em mim,
.............. abre as portas do sonho...
..............................Eu estou lá, eu estou cá,
..............no real, no imaginário...
Meu amor...
.......abre as portas do sonho
..............e deixa-me entrar...
De Maria La-Salete Sá (30/08/1995 01:40 h)
domingo, 29 de setembro de 2013
NÃO TEMO
Não pensem que temo o
tiro pela culatra,
Pois passar o tempo à
espera
De ouvir o baque do
gatilho
Sem que apenas um
dedo se mova,
Já causa tanta
náusea,
Que pela culatra ou
pelo cano
o importante é ouvir
o pum!
Quando o fim não é
aparente,
Apenas uma realidade
protelada,
Venha ele como vier,
Que é um fim sempre
bem acolhido.
Mais vale a dor do
obscuro
Do que a vivência do
nada.
De Maria La—Salete Sá
(12/01/1990 32:30h)
DECIDIR VIVER…
Está dividido o meu
sentimento
no amor e na amizade,
alterada a
racionalidade
na decisão
definitiva.
Desprender as raízes
de uma vida que deu seiva
é doloroso,
olhar em frente e
esquecer o passado
é impossível,
racionalizar a
emotividade de uma vida
não é fácil,
não é nada fácil…,
Mas há que
desenterrar raízes,
há que viver…
De Maria La-Salete Sá
(Junho de 1992)
É HORA…
É hora
de olhar para trás,
rever o tempo
perdido,
o tempo não vivido…
é hora de recuperar,
não vá a hora chegar,
a hora de cobrar
o tempo que passei
pela vida,
o tempo sem viver…
É hora de parar,
é hora de recrutar
forças,
é hora de partir para
a vida,
é hora de recomeçar.
De Maria La-Salete Sá
(24/10/1989)
RE(DESCOBRINDO)
Descubro-me criança
a germinar no sonho
no crescer da
fantasia.
Descubro-me mulher,
fruto amadurecido
na aprendizagem da
vida.
Descubro uma
aprendizagem
feita de caminhadas,
de dores e de
alegrias.
Sou criança, sou
mulher,
seja o que for,
seja o que quiser,
SOU.
De Maria La-Salete Sá
(15/05/1996)
DA MINHA MÃE
Vou partilhar umas
quadras que a minha mãe escreveu, penso que no dia em que o meu filho mais velho
completou 18 anos, longe do pai (porque já estávamos divorciados).
A mãe é a rosa mais
sublime
que no jardim se
criou
é o carinho e o
abrigo dos filhos
que Deus ao mundo
botou.
Tendes um pai de
longe
mas uma mãe de perto
para vocês, filhos,
está sempre de
coração aberto.
Ricardo meu neto
entraste na maior
idade
fico pedindo a Deus
pela tua felicidade.
Que Deus te guie
no caminho direito
para que haja amor
paz e respeito.
Pedro Maurício
meu neto adorado
que sejas protegido
e por Deus abençoado.
Os meus parabéns
dos avós queridos
para que no mundo
sejais protegidos.
De Maria Francisca,
minha mãe.
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