domingo, 22 de dezembro de 2013
Meu poema de NATAL 2013
Eu queria escrever um lindo poema de Natal,
um poema que só falasse de amor,
um poema
onde não entrasse a dor.
Eu queria escrever...
um belo poema de Natal...
adorná-lo com sorrisos
perfumá-lo de esperança,
e fazer dele o melhor presente.
Mas como posso só falar de amor
se ao meu lado mora o desespero,
mora o sofrimento,
mora a fome,
mora a dor?
Como posso adorná-lo com sorrisos
Se me deparo com lágrimas,
tristezas
E desamores?
Como posso perfumá-lo de esperanças,
Se vejo um país moribundo?
Como posso vesti-lo de ternuras
Se a corrupção mora ao lado?
Como posso?!
Mas posso e vou semear
em cada coração que tocar
uma semente de amor,
outra de fraternidade,
mais uma de ternura e humildade
e, quem sabe, possa então germinar
em jardim de pura luz
a mensagem de esperança
no mais puro e sublime amor
- o amor de JESUS! –
De Maria La-Salete Sá
(imagem do Google)
quarta-feira, 18 de dezembro de 2013
TUDO O QUE SOU
Sou
uma garota irrequieta
Medrosa,
Alegre...
Chorosa...
Feliz
E
desditosa...
Sou
uma criança
Que
adora a solidão...
Sou
uma senhora
Que
gosta do barulho
E da
multidão...
Sou
adolescente
Que
vive a sonhar...
Sou
adulta
Que
com bonecas
Adora
brincar...
Sou
bebé risonho
Que já
quer falar,
Sou
mulher crescida
Querendo
contar
O que
tem de calar...
Sou eu
mesmo assim
Que
vivo a lutar...
Sou
sopro de brisa
Com
ânsia infinita
De a
todos amar.
(Escrito
em 1970, no Colégio de Nossa Senhora da Bonança, em V.N. de Gaia)
S.O.S.
A
minha barca perdeu o leme...
Vai à
deriva num mar revolto
de
incertezas...
Lanço
um S.O.S.,
um
apelo de urgência:
"Se
alguém me encontrar,
ponha-me
em terra firme,
repare
a minha barca...
...
para que eu recobre de novo a Esperança
na
viagem da vida
sem
medos, sem tempestades,
mas
num mar de bonança."
(De Maria La-Salete Sá in "O
Desassossego da Vida")
INTEGRAÇÃO
Era o mar. Somente o mar,
Um oceano calmo e tranquilo (na aparência),
vigoroso e imponente (na realidade).
Somente o mar.
E nesse mar espraiado,
vestido de verde e dourado,
com grinaldas de brancas flores
desfolhando-se na areia,
abraçando as rochas e beijando as gentes
estava o Universo.
Era o mar. Somente o mar...
Pátio de cantigas onde brincavam nereides,
parque de sol onde se estendiam ondinas.
Somente o mar.
Um vaivém de sereias,
de musas,
de deuses...
Somente o mar...
O mar da Galileia. Sem tempo.
Cristo-criança cantava nas ondas,
Cristo-adulto andava nas águas.
E os Simões-Pedros ouviram as sereias
e sentiram o êxtase da pureza e da plenitude.
E pararam. E olharam. E amaram.
Amaram a Deus pela majestade e beleza,
pelo amor e pela grandeza,
amaram o mar pela imensidão e pela força,
amaram a terra, amaram os homens,
amaram tudo e todos...
... pelo Amor...
Era o mar. Somente o mar.
Mas esse mar - tão somente - era o Tudo,
era o Cosmos,
era Deus!
De Maria La-Salete Sá (Verão de 1992 ou 1993)
CHUVA MANSA
Chuva mansa
Canta a sua melodia
Fazendo-me recordar
E chorar
Baixinho, só para mim,
A chuva daquele dia…
Chuva mansa
Vai caindo nos beirais,
Vai pingando de mansinho
Faz sentir
A ausência de um alguém
Pondo-me a chorar baixinho.
Chuva mansa
Caindo no meu telhado
Vem bater à minha porta
E lembrar
A alma desse amor
Que há longos meses está morta.
Chuva mansa
Beijando as flores da varanda
E refrescando a Natureza
Dá-lhes
Um aspeto mais airoso
E com muita mais beleza.
Chuva mansa
Vens depositar na terra
Os teus mais belos cristais
E lembrar
Que não deverei ficar
A chorar ainda mais…
De Maria La-Salete Sá
(1968/69)
AUDAZ FANTASIA...
Olho-me no espelho…
Vestida a preceito no meu vestido vermelho!
Que linda que estou!
Sorrio à minha imagem e penso:
«Vou arrasar!...»
Mas logo me perco…
Já não sei onde estou…
Estou… do outro lado do espelho
Tomada pelo desejo
De te enfeitiçar…
Dispo, sedutora, meu vestido vermelho…
Fabrico fantasias,
Desenho cenários de paixão!
Percorro teu corpo,
Bebo teu néctar,
Sorvo teus beijos,
Desperto desejos, suspiros, arquejos…
Nossos corpos, agora enlaçados,
Dançam em ritmo crescente,
Sincronizados,
Até ao êxtase… ansiado…
E, de novo fora do espelho,
Trajando meu vestido vermelho,
Sorrio aos meus pensamentos
Que inventaram momentos
De paixão e poesia…
Em voos de audaz fantasia…
De Maria La-Salete Sá (27/02/2013)
APELO AOS JOVENS
Jovens!
Ouvi-me…
É com
entusiasmo
Que chamo por
vós!
Vede que há
no mundo
Mais jovens
como nós!
Jovens!
(Tenho apenas
17 anos)
Sou jovem
também,
Vede, olhai
Que há mais
jovens
Pelo mundo
além.
Jovens!
Como eu,
deveis saber
Que há pelo mundo
Muitos…
muitos jovens como nós,
Mas que estão
a morrer!
Jovens!
Ouvi suas
vozes que gritam!...
Têm fome,
Estão nus…
tiritam.
Jovens!
Vamos até
eles,
Aliviemos sua
dor,
Estão fracos,
Famintos de
amor.
Jovens!
O nosso valor
Vamos pôr a
render,
Acorramos a
quantos
Estão a
sofrer.
Jovens!
Não ouvis
como eu
Alguém
gritar?
É certo que
sim,
Porque unidos
eu sei
Que os vamos
salvar!
Somos jovens
na vida e no amor,
A todos os
jovens levemos vigor.
De: Maria
La-Salete Sá (1969)
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