sábado, 11 de janeiro de 2014

TRISTE... E SÓ



Não me apetece ir para casa.
Tenho vontade de andar à deriva
a ver se desanuvio o meu semblante
e trago um pouco de ânimo ao meu espírito...
Estou triste. Triste e só...
Como triste e só está a minha alma
sem ti... Amo-te...

De Maria La-Salete Sá (10/12/1987   15:36 h)


sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

QUIMERA

Ir do hoje ao amanhã,
do amanhã ao ontem
sem limites de tempo e espaço,
quem me dera!
Poder reencontrar-me no infinito,
fazer da eternidade o momento
e deixar que o pensamento
não se perdesse na quimera...!

Quem me dera
sair deste compasso de espera.

De Maria La-Salete Sá (08/11/1999  20:49 h)

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

A MINHA OBRA PRIMA



A minha obra prima
não passa de linhas sem nexo
onde há o meu sorriso
e o meu olhar do nada...

A minha obra prima
não deixa de ser bela
(sem no entanto ter beleza)!

São linhas, traços, rabiscos!,
o meu “eu” e o meu esforço!

A minha vida contém
(e está contida)
Nesta simples obra prima!


De Maria La-Salete Sá (14/03/1974)

FELICIDADE...

Apetece-me cantar a Paz,
gritar a alegria,
louvar o amor...

Hoje sou energia feliz,
sorriso transparente,
leveza, liberdade,
SER, felicidade.

hoje ouvi a voz do AMOR!

De Maria La-Salete Sá (25/01/1992  00:07h)

A NOITE SONHOU TRISTEZA

A noite sonhou tristeza
e...
o dia acordou choroso!
Que pena
acordar assim um dia de domingo!
E logo um domingo,
quando domingo é,
por excelência,
DIA DE SOL!
Mas eu não vou acordar triste,
eu respondo, eu respingo.
Não vou acordar chorosa
neste dia de domingo,
neste dia de sol sem sol.
Vou sorrir,
vou brilhar
e vou espalhar
sorrisos de alegria...
E alegrar
este dia...
de domingo chuvoso...

Hum! Hum! Hum!
Acorda menina,
desperta,
sai de dentro do lençol,
já é dia!

E... sorrio, e sorrio
num sorriso de poesia!...
... para que todos sintam e vivam
um domingo de sol e alegria.

De Maria La-Salete Sá

(imagens retiradas do google)

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

PERIPÉCIAS DE UM DIA

Acordei melancólica, com preguiça... estava tão quentinha, tão aconchegada no miminho que não me apetecia levantar, mas lá teve que ser. Arranjei-me, tomei o pequeno almoço e pouco depois comecei a sentir-me enjoada. Pudera! Tantos desvarios alimentares puseram-me de “maus fígados”. Não que estivesse zangada, mal humorada, mas o fígado estava a reclamar, era o enjoo, era a dor de cabeça, era a sensação de frio... e há que atacar a maleita com o “milagroso Cholagutt”. O enjoo passou, as dores de cabeça também, chegou a hora de almoço mas não havia espaço no estômago para qualquer comida. Também isso não foi problema, houve almoço para o marido, eu estive presente, mesmo sem comer.
No início da tarde tive, como combinado, a visita do meu “menino”, um menino de 23 anos, mas que não deixa de ser um dos “meus meninos”, um dos muitos que me passaram pelas mãos como alunos, que ajudei a crescer e que também me ajudaram a não abandonar a criança que em mim habita. Foram quase duas horas bem passadas, em partilha, amor e emoção do reencontro. Que feliz me senti (e sinto) por rever um dos meus “rebentos” que começou a florir na inocência dos seis anos, numa turma algo problemática, e que nunca me desiludiu, apesar dos altos e baixos por que passam todos os aprendizes seja em que área for.  
Dezasseis horas e trinta minutos. Hora de despedir. Hora de preparar para ir ao cinema, como combinado com o marido.
E que tarde de chuva! Chuva intensa, certinha, forte! Mas, mesmo assim fomos ao cinema. Um filme intitulado “Around the shopping”, posso chamar-lhe uma “quase curta metragem”, pois durou cerca de 25 minutos. Foi um filme com pouca ação, sempre passado dentro do carro... pois vejam lá, entramos no parque de estacionamento, demos a volta completa e não havia um lugar vago, saímos para o parque exterior, era um caos. Conseguimos “entrar” numa das filas e... já o filme que queríamos ver tinha começado. Então ficamos pelo “Around the shopping”, pois foi o único que pudemos ver. Vinte e cinco minutos de “circuito dentro e em volta do shopping” e eis que o filme chega ao fim. Estávamos já na estrada de regresso a casa, sempre com chuva, mas rindo da “ideia luminosa” de pensarmos em cinema em vez de ficarmos em casa abrigados da chuva.


De Maria La-Salete Sá (27/12/2013)
 

 

domingo, 22 de dezembro de 2013

Meu poema de NATAL 2013



 Eu queria escrever um lindo poema de Natal,
um poema que só falasse de amor,
um poema
onde não entrasse a dor.
Eu queria escrever...
um belo poema de Natal...
adorná-lo com sorrisos
perfumá-lo de esperança,
e fazer dele o melhor presente.
Mas como posso só falar de amor
se ao meu lado mora o desespero,
mora o sofrimento,
mora a fome,
mora a dor?
Como posso adorná-lo com sorrisos
Se me deparo com lágrimas,
tristezas
E desamores?
Como posso perfumá-lo de esperanças,
Se vejo um país moribundo?
Como posso vesti-lo de ternuras
Se a corrupção mora ao lado?
Como posso?!

Mas posso e vou semear
em cada coração que tocar
uma semente de amor,
outra de fraternidade,
mais uma de ternura e humildade
e, quem sabe, possa então germinar
em jardim de pura luz
a mensagem de esperança
no mais puro e sublime amor
- o amor de JESUS! –


 De Maria La-Salete Sá

(imagem do Google)