quarta-feira, 12 de março de 2014

JOVIALIDADE CONTAGIANTE



Assaltou-me a jovialidade contagiante da vida
e uma confiança sadia se apossou de mim.
Nesta conformidade
acabaram-se as barreiras da solidão,
aboliram-se as fronteiras
e pulsa forte meu coração
ao pensar-te, ao rever-te (na minha ilusão).
Já não estou presa ao desalento da tua ausência
mesmo sabendo que não estás,
já não maldigo a hora em que silenciaste,
já não me sinto perdida do mundo.
Eu sou! Eu vivo! Eu amo!
Amo-te tanto ou mais que outrora,
contudo acredito na vida, em mim.
Sei que és sonho impossível,
mas eu sou real
e como tal
tenho uma vida, a minha vida, para viver...
... contigo na memória,
contigo no coração,
contigo...

... e mesmo na certeza de nunca seres meu
não serás jamais a minha maldição...

Hoje fui assaltada pela jovialidade contagiante da vida!

De Maria La-Salete Sá (05/03/1988    18:49h)


terça-feira, 4 de março de 2014

DOCE SENSAÇÃO...


 Cheirinho bom! Nem doce nem acre, intenso e suave em simultâneo. No carro, na viagem de regresso de Guirela para Espinho. Chegou suave, quase impercetível até se fixar bem ao meu lado esquerdo entre mim e o Indaleto. Que tranquilidade ele me trouxe, que sensação de bem-estar e de plenitude! De repente fez-se o clic! Cheirava mesmo, mas mesmo, mesmo, MESMO a Lázaro, cheirava à casa da avó de Lázaro! Foi o recordar, o recuar à minha infância e absorver o aroma da cozinha, foi o reviver do amor e do acolhimento que aí sempre se viveu, foi um retorno ao passado numa saudade saudável, sem apegos, sem tristeza, apenas uma maior vivência desse amor que, mais uma vez ficou provado, jamais se perde quando real. Não sei se foi a avozinha que “me visitou”. A princípio pensei que talvez fosse, mas logo quem me acorreu ao pensamento foi a mãezinha. Foi, foi uma visita de amor da minha mãe, sem tristeza, apenas AMOR. Foi, talvez, uma manifestação da dissolução de densidades, uma maneira de me fazer ver que estamos mais perto do que nos apercebemos da mudança de paradigma, que estamos realmente a vibrar em dimensões acima das 3D.


De Maria La-Salete Sá (01-02-14)

DOCE INCONSCIÊNCIA


Dói o coração numa dor tão intensa
Quando o amor que se tem está ausente...
Choram de felicidade as almas apaixonadas
Quando toda a ternura sonhada e desejada
Está conjugada e bem presente...

E este querer que fere, maltrata, endoidece
Faz do sábio um ignorante,
Do analfabeto um sapiente,
Traz à gente consciente
A doce inconsciência de dar...
...................................e receber...
.....................................AMOR!


De Maria La-Salete Sá (19/12/1987    01:25 h)

segunda-feira, 3 de março de 2014

HINO À VIDA


Que grito será este,
que ecoa fundo em meu ser,
que dói, magoa
e tanto faz sofrer?!

Será grito de raiva,
contida e acovardada,  
ou da liberdade,
à força conquistada.   

Será grito de criança,
que a guerra viu nascer,
ou daquela, ali ao lado,
que à fome vai  morrer.

Será grito de mulher,
que fez um aborto,     
ou  daquela outra,  
que pariu um nado-morto.

Será o grito da natureza,
que se agita renovada,
ou das entranhas da Terra,
por mil garras esventrada.


Será grito de amor,
que chega em ondas de prazer,
ou de dor, pela paixão,
cuja chama está a morrer.

Será grito de agonia,
anunciando a morte,
ou ,talvez da própria vida,
entregue à sua Sorte. 


 De meu marido, Indaleto Silva (07/02/2014)

BOM DIA

Por entre as nuvens chorosas
Um raio de sol espreitou...
E sorridente penetrou
Na friesta
Da minha janela...
Acariciou meu sono,
Beijou meu rosto
Estendeu-se num abraço de carinho,
Penetrou meu coração,
Alojou-se,
Refletiu,
Expandiu-se...
Fez-se mil raios de ternura...

Já não é um raio de sol
Que brilha no meu coração,
É um mensageiro de alegria,
Um sol intenso de amor,
Fazendo desse abraço de carinho
O meu abraço de Bom Dia
A percorrer mil caminhos
Para chegar aos corações
Dos meus amigos.


SEJAM E VIVAM FELIZES, SEMPRE COM UM SORRISO DE PAZ E HARMONIA!

De Maria La-Salete Sá


QUANDO A POESIA SE FAZ PRESENTE


Quando a poesia se faz presente
E se vive e se sente
Não há espaço para ausências...

Quando a poesia se faz presente
E se vive e se sente
Ausências já são presenças...

Quando a poesia se faz presente
E se vive e se sente
Amores e desamores
Viram partilhas,
Em sentimentos espalhados
Que desenham emoções...

Quando a poesia se faz presente
E se vive e se sente
O mundo ganha mais cor,
E resplandecente de amor
Cria cenários de magia...

Quando a poesia se faz presente
E se vive e se sente...
... Derruba barreiras,
Ultrapassa fronteiras,
Faz-se alegria!

De Maria La-Salete Sá (03/03/2014)

- Imagens do Google _






domingo, 9 de fevereiro de 2014

NO FIM DO ARCO-ÍRIS



A tempestade rugia lá fora, forte, intensa, sem tréguas...
Do lado de cá apenas chuva, tristeza, desolação...
Mas...
Do outro lado... o pintor desenhava o arco-íris,
A cada traço ele ia construindo a ponte de ligação
Ao mundo mágico, ao mundo da riqueza absoluta.
Desenhou, desenhou até chegar ao rio de sonhos
Onde o arco-íris quis e foi beber.

Então o homem, montando os sonhos na ponta do pincel,
Ia percorrendo, tom a tom, a estrada colorida.
Também ele queria beber das águas purificantes desse rio,
Das águas mágicas que davam vida a todas as ilusões,
Pois...
Ele sabia que lá, no rio de águas cristalinas
Onde a ponte arco-íris bebia os seus sonhos,
Lá para além do horizonte,
Encontraria o reluzente pote de oiro...,
Aquele que lhe serviria de salvo-conduto
Para a terra da abundância
 
E ele sonhava, desenhava e viajava na ponta do seu pincel...

A tempestade continuava fustigando a Terra,
Perseguia, furibunda, este homem poeta-pintor
Que, temerário e aventureiro, indiferente à sua fúria
Seguia a rota daquele sonho do pote de oiro,
Que, dia após dia, o visitava e sussurrava:
“Estou no fim do arco-íris! Sou sonho, faz-me real...
Se me encontrares encontrarás a terra da abundância...”

Quando chegou ao rio de águas cristalinas,
Antes de beber da água mágica, fechou os olhos e...

“Vou finalmente dar vida ao sonho,
Vou encontrar o meu pote de oiro, o meu pote!!!”


E, pensando assim, mergulhou no rio de águas mágicas,
Abriu os olhos, sorriu...
Olhou em redor e viu...
Que o pote de oiro... não tinha moedas reluzentes,
Que o pote de oiro era apenas um singelo coração, o seu...
Um coração repleto de sabedoria... onde, agora
Penetravam todas as tonalidades da ponte arco-íris...
E se fundiam numa só cor tão branca, tão cristalina...
Que não era de todo uma cor, mas uma intensa luz,
Uma luz de pura paz, de pura harmonia, de puro amor.

Então o nosso homem pintor-poeta soube
Que tinha em si todos os tesouros do mundo,
Que era mais do que um filho do sonho,
Que era um filho perdido do Universo,
Agora encontrado.


De Maria La-Salete Sá (09/02/14    15:07 h)

(imagens retiradas do google)