quinta-feira, 13 de março de 2014

MORAS NA MINHA SAUDADE



Moras na minha saudade, invento por nascer,
cavalo alado do prado verde que não gerou lírios,
mas produziu sementes de corsas e gazelas...
sementes que o vento espalhou
pelas campinas onde nascem germânicos...
Moras na minha saudade, perfume inebriante,
que um dia entonteceu meus sentidos e sentimentos
e me deixou adormecida na nostalgia...
Foste o invento que projetei,
a força que alimentei,
o amor que gerei...
Foste o homem-miragem do meu coração deserto
que, tal como surgiu, desapareceu,
deixando
no oásis desta paixão
a saudade da ternura...,
a saudade do coração onde tu moras...
Foste o cavalo fogoso na liberdade do prado
e eu a gazela em busca dos lírios da paz...
e do nosso encontro-desencontro
fizemos campinas de gerânios...

Eras liberdade, meu cavalo alado,
tão liberdade que a liberdade levou,
mas...
... moras para sempre na minha saudade.


De Maria La-Salete Sá (07/03/1988  23:51h)

DESABAFO

Quem me dera poder entrar agora dentro de ti,
ouvir e sentir o teu pensamento
e decidir
se ficar feliz no acolhimento do teu amor,
se refugiar-me em  mim...
conforme a sincronicidade ou o desfasamento
do nosso pensamento/sentimento...

...Amo-te...

De Maria La-Salete Sá (1996)

quarta-feira, 12 de março de 2014

JOVIALIDADE CONTAGIANTE



Assaltou-me a jovialidade contagiante da vida
e uma confiança sadia se apossou de mim.
Nesta conformidade
acabaram-se as barreiras da solidão,
aboliram-se as fronteiras
e pulsa forte meu coração
ao pensar-te, ao rever-te (na minha ilusão).
Já não estou presa ao desalento da tua ausência
mesmo sabendo que não estás,
já não maldigo a hora em que silenciaste,
já não me sinto perdida do mundo.
Eu sou! Eu vivo! Eu amo!
Amo-te tanto ou mais que outrora,
contudo acredito na vida, em mim.
Sei que és sonho impossível,
mas eu sou real
e como tal
tenho uma vida, a minha vida, para viver...
... contigo na memória,
contigo no coração,
contigo...

... e mesmo na certeza de nunca seres meu
não serás jamais a minha maldição...

Hoje fui assaltada pela jovialidade contagiante da vida!

De Maria La-Salete Sá (05/03/1988    18:49h)


terça-feira, 4 de março de 2014

DOCE SENSAÇÃO...


 Cheirinho bom! Nem doce nem acre, intenso e suave em simultâneo. No carro, na viagem de regresso de Guirela para Espinho. Chegou suave, quase impercetível até se fixar bem ao meu lado esquerdo entre mim e o Indaleto. Que tranquilidade ele me trouxe, que sensação de bem-estar e de plenitude! De repente fez-se o clic! Cheirava mesmo, mas mesmo, mesmo, MESMO a Lázaro, cheirava à casa da avó de Lázaro! Foi o recordar, o recuar à minha infância e absorver o aroma da cozinha, foi o reviver do amor e do acolhimento que aí sempre se viveu, foi um retorno ao passado numa saudade saudável, sem apegos, sem tristeza, apenas uma maior vivência desse amor que, mais uma vez ficou provado, jamais se perde quando real. Não sei se foi a avozinha que “me visitou”. A princípio pensei que talvez fosse, mas logo quem me acorreu ao pensamento foi a mãezinha. Foi, foi uma visita de amor da minha mãe, sem tristeza, apenas AMOR. Foi, talvez, uma manifestação da dissolução de densidades, uma maneira de me fazer ver que estamos mais perto do que nos apercebemos da mudança de paradigma, que estamos realmente a vibrar em dimensões acima das 3D.


De Maria La-Salete Sá (01-02-14)

DOCE INCONSCIÊNCIA


Dói o coração numa dor tão intensa
Quando o amor que se tem está ausente...
Choram de felicidade as almas apaixonadas
Quando toda a ternura sonhada e desejada
Está conjugada e bem presente...

E este querer que fere, maltrata, endoidece
Faz do sábio um ignorante,
Do analfabeto um sapiente,
Traz à gente consciente
A doce inconsciência de dar...
...................................e receber...
.....................................AMOR!


De Maria La-Salete Sá (19/12/1987    01:25 h)

segunda-feira, 3 de março de 2014

HINO À VIDA


Que grito será este,
que ecoa fundo em meu ser,
que dói, magoa
e tanto faz sofrer?!

Será grito de raiva,
contida e acovardada,  
ou da liberdade,
à força conquistada.   

Será grito de criança,
que a guerra viu nascer,
ou daquela, ali ao lado,
que à fome vai  morrer.

Será grito de mulher,
que fez um aborto,     
ou  daquela outra,  
que pariu um nado-morto.

Será o grito da natureza,
que se agita renovada,
ou das entranhas da Terra,
por mil garras esventrada.


Será grito de amor,
que chega em ondas de prazer,
ou de dor, pela paixão,
cuja chama está a morrer.

Será grito de agonia,
anunciando a morte,
ou ,talvez da própria vida,
entregue à sua Sorte. 


 De meu marido, Indaleto Silva (07/02/2014)

BOM DIA

Por entre as nuvens chorosas
Um raio de sol espreitou...
E sorridente penetrou
Na friesta
Da minha janela...
Acariciou meu sono,
Beijou meu rosto
Estendeu-se num abraço de carinho,
Penetrou meu coração,
Alojou-se,
Refletiu,
Expandiu-se...
Fez-se mil raios de ternura...

Já não é um raio de sol
Que brilha no meu coração,
É um mensageiro de alegria,
Um sol intenso de amor,
Fazendo desse abraço de carinho
O meu abraço de Bom Dia
A percorrer mil caminhos
Para chegar aos corações
Dos meus amigos.


SEJAM E VIVAM FELIZES, SEMPRE COM UM SORRISO DE PAZ E HARMONIA!

De Maria La-Salete Sá