sexta-feira, 28 de março de 2014

MOMENTO...

Saíste, por momentos, do teu casulo,
deste-me o sorriso que ansiava,
as carícias que desejava...
Entraste no meu mundo solitário,
deste-me a mão, carinho e ilusão,
foste o momento de paz na minha vida,
o hino de alegria,
a certeza que me orienta
a vontade-esperança renascida.

De Maria La-Salete Sá  (20/08/1995    11:40h)

UTOPIA

Sai da tua concha, deixa o teu canto,
dá uns passos em frente e mostra-me um sorriso...
Não fiques passivo no teu orgulho ou no teu egoísmo
e deixa que a tua imagem se desenhe no vento,
tal brisa suave no meu pensamento...
Sai da tua concha
voa até mim, ilusão e invento,
deixa-me correr, ficar nos teus braços,
fazer da vida um momento de paz,
transformar esta loucura em certeza fugaz...
Volta depois à tua concha, ao teu canto
e eu serei um hino de alegria
neste mundo de utopia
onde a vida de frágil se tornará forte,
onde a tempestade será a bonança,
onde eu serei... certeza-ilusão,
vontade-esperança.

De Maria La-Salete Sá (20/08/1995    00:05h)

domingo, 16 de março de 2014

HOJE... NA SAUDADE...

Hoje sinto a saudade de ti, que nunca tive,
a falta do carinho que nunca me deste,
a ausência desse olhar que invento...
Hoje queria ter-te,
sentir-me real,
e procuro-te neste universo fictício
onde não existes (ou não te vejo).
Sei que estarás algures em busca de mim,
talvez perto, talvez distante,
mas também só, na saudade.
Não sei quem és, talvez não saibas quem sou,
mas a certeza da tua realidade
povoa a minha saudade.
Quando aparecerás? Quando aparecerei?
tu e eu estamos incompletos,
somos apenas as metades distantes
à espera do vento, da corrente,
da maré... que nos levará...
Eu sou a tua semente que germinará,
tu a seiva que me alimentará
em campos de lírios de paz e de amor...

Onde estás então,amor?
Onde estás...
... hoje... que te necessito na saudade?...

De Maria La-Salete Sá (18/08/1995)

quinta-feira, 13 de março de 2014

MEU PASSARINHO VERDE

Há muito, muito tempo , ouvi passarinho verde
e fui feliz...
Hoje... vi passarinho verde, amei,
tremi de emoção e sorri...
... e jamais afastarei dos meus olhos
a imagem do passarinho verde...
... porque...
...com ele voarei até aos confins do mundo,
ao centro da Terra,
à galáxia mais longínqua...,
no sorriso,
no trinar,
na esperança
do meu passarinho verde!

De Maria La-Salete Sá (1996)

MORAS NA MINHA SAUDADE



Moras na minha saudade, invento por nascer,
cavalo alado do prado verde que não gerou lírios,
mas produziu sementes de corsas e gazelas...
sementes que o vento espalhou
pelas campinas onde nascem germânicos...
Moras na minha saudade, perfume inebriante,
que um dia entonteceu meus sentidos e sentimentos
e me deixou adormecida na nostalgia...
Foste o invento que projetei,
a força que alimentei,
o amor que gerei...
Foste o homem-miragem do meu coração deserto
que, tal como surgiu, desapareceu,
deixando
no oásis desta paixão
a saudade da ternura...,
a saudade do coração onde tu moras...
Foste o cavalo fogoso na liberdade do prado
e eu a gazela em busca dos lírios da paz...
e do nosso encontro-desencontro
fizemos campinas de gerânios...

Eras liberdade, meu cavalo alado,
tão liberdade que a liberdade levou,
mas...
... moras para sempre na minha saudade.


De Maria La-Salete Sá (07/03/1988  23:51h)

DESABAFO

Quem me dera poder entrar agora dentro de ti,
ouvir e sentir o teu pensamento
e decidir
se ficar feliz no acolhimento do teu amor,
se refugiar-me em  mim...
conforme a sincronicidade ou o desfasamento
do nosso pensamento/sentimento...

...Amo-te...

De Maria La-Salete Sá (1996)

quarta-feira, 12 de março de 2014

JOVIALIDADE CONTAGIANTE



Assaltou-me a jovialidade contagiante da vida
e uma confiança sadia se apossou de mim.
Nesta conformidade
acabaram-se as barreiras da solidão,
aboliram-se as fronteiras
e pulsa forte meu coração
ao pensar-te, ao rever-te (na minha ilusão).
Já não estou presa ao desalento da tua ausência
mesmo sabendo que não estás,
já não maldigo a hora em que silenciaste,
já não me sinto perdida do mundo.
Eu sou! Eu vivo! Eu amo!
Amo-te tanto ou mais que outrora,
contudo acredito na vida, em mim.
Sei que és sonho impossível,
mas eu sou real
e como tal
tenho uma vida, a minha vida, para viver...
... contigo na memória,
contigo no coração,
contigo...

... e mesmo na certeza de nunca seres meu
não serás jamais a minha maldição...

Hoje fui assaltada pela jovialidade contagiante da vida!

De Maria La-Salete Sá (05/03/1988    18:49h)