Julguei poder afastar-te definitivamente do meu coração,
pensei tê-lo conseguido,
mas eis que hoje estás
mais do que nunca na minha saudade,
na nostalgia de me sentir reduzida a nada,
na cobardia dos meus sentimentos
que julgava coroados de coragem...
Partiste,
tal andorinha ao final da Primavera
deixando um ninho vazio,
tão vazio que de vazio se enche...,
no agreste deste Inverno que obscurece a vida
sem que nada, a não ser a saudade,
fale de ti...
Volta Primavera, volta de novo com teus chilreios
e traz aos meus braços
essa andorinha que se foi e tão só me deixou...
abandonada aos meus desenganos,
perdida em anseios irrealizáveis...
Vem, Primavera
faz-me sorrir novamente ao amor...
... ao amor que não quero esquecer...
De Maria La-Salete Sá (12/02/1988 23:26 h)
segunda-feira, 21 de abril de 2014
segunda-feira, 14 de abril de 2014
CANSAÇO ENERGÉTICO
Cansada, cansada,
cansada...,
energias misturadas,
densas ou densificadas...
meus olhos querem
fechar,
meu corpo pede repouso,
e eu quero ficar...
ficar quieta,
mas alerta...
quero descobrir de onde
chegou o cansaço,
que porta é que se abriu
que coisa em mim se
alojou
que tão cansada me
deixou...
E digo-me que até sei,
sei muito bem que porta
se abriu,
sei muito bem o que
entrou...
e porque entrou...
entrou porque abracei em
partilha
as dores e as tormentas
de uma vida
a quem a vida maltratou...,
entrou porque fui ajuda
de quem de mim
precisou...
De Maria La-Salete Sá
(14/04/14)
domingo, 13 de abril de 2014
HORA DE VIVER
É hora
de olhar para trás,
rever o tempo perdido,
o tempo não vivido...
É hora de recuperar,
não vá a hora chegar,
a hora de cobrar
o tempo que passei pela vida,
o tempo que a deixei passar...
...sem viver...
É hora de parar,
é hora de recrutar forças,
é hora de partir para a vida,
é hora de recomeçar.
De Maria La-Salete Sá (24/10/1989)
imagem "A persistência da
memória", Salvador Deli
sexta-feira, 11 de abril de 2014
LIBERTEI MINHA CRIANÇA
No
fundo da minha saudade
Vivia
uma criança escondida,
Quase
adormecida
Esperando
um raio de sol
Que
a pudesse acordar.
Não
vindo sol nem calor,
Em
embalo de ternura
Despertei-a
de mansinho...
E
com um sorriso de luz,
Num abraço
de alegria
Ela
retribuiu o miminho...
Comigo
quis brincar,
E eu
com ela brinquei,
De
mil fantasias se vestiu
De
mil fantasias me vesti,
Ela comigo
correu,
Eu com
ela ri e corri
E em
criança me tornei...
E do
fundo da minha saudade
Minha
criança libertei!
De Maria La-Salete Sá
sexta-feira, 28 de março de 2014
AMAR...
A maior irracionalidade deste mundo
é amar.
A maior irracionalidade
que provoca o coração
na anulação total das capacidades
do ser pensante... comum/normal...
... a maior irracionalidade
é amar...
A maior irracionalidade
que trai a inteligência,
no desenvolvimento vertiginoso
da imaginação...
é amar...
A maior irracionalidade
que condiciona a alma humana
ao calor na dor,
à alegria no sofrimento,
ao prazer de saber sofrer...
... por amor...
é amar...
A maior irracionalidade... é...
... amar...
E feliz daquele que encontra no seu caminho
uma alma gémea tão irracional quanto a sua!
De Maria La-Salete Sá (28/01/1988 23:57h)
é amar.
A maior irracionalidade
que provoca o coração
na anulação total das capacidades
do ser pensante... comum/normal...
... a maior irracionalidade
é amar...
A maior irracionalidade
que trai a inteligência,
no desenvolvimento vertiginoso
da imaginação...
é amar...
A maior irracionalidade
que condiciona a alma humana
ao calor na dor,
à alegria no sofrimento,
ao prazer de saber sofrer...
... por amor...
é amar...
A maior irracionalidade... é...
... amar...
E feliz daquele que encontra no seu caminho
uma alma gémea tão irracional quanto a sua!
De Maria La-Salete Sá (28/01/1988 23:57h)
SE...
Se te perguntares por mim,
basta estenderes os braços
e verás no imaginário do sonho
o meu sorriso,
a tua resposta de paz.
De Maria La-Salete Sá (24/08/1995 01:25h)
VEM...
Dorme comigo esta noite,
deixa-me sentir teu corpo, teu calor...
Vem no silêncio e na calma,
no cintilar das estrelas,
vem...
... vem deitar-te a meu lado, amor.
De Maria La-Salete Sá (22/08/1995 23:58h)
deixa-me sentir teu corpo, teu calor...
Vem no silêncio e na calma,
no cintilar das estrelas,
vem...
... vem deitar-te a meu lado, amor.
De Maria La-Salete Sá (22/08/1995 23:58h)
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