terça-feira, 22 de abril de 2014
OBRIGADA
Bastou um sorriso tímido,
uma palavra a brincar
para que de novo revivesse...
Obrigada, muito obrigada meu amigo
por teres aceite a minha dádiva
confusa, real, inconstante...
Obrigada amigo,
assim já posso sorrir,
assim já sei sorrir,
já acredito na amizade,
nesta amizade a reconstruir.
De Maria La-Salete Sá (21/06/1986)
NÃO ME VOU DEIXAR AMARFANHAR...
Não me vou deixar amarfanhar
pela puta desta vida
que não dá nada de positivo nem de concreto.
Não me vou deixar amarfanhar.
Vou viver
mesmo contra a vontade do querer,
contra a racionalidade da razão,
contra o sentir do coração,
contra tudo e contra todos.
Não me vou deixar amarfanhar,
vou viver
e amar!
De Maria La-Salete Sá (29/01/1987)
COMO O FUMO DO CIGARRO...
O fumo que se esvai do meu cigarro
é ténue...
e sobe... sobe..., assim como eu desejara subir
livre, ao sabor do vento...
O fumo que se esvai do meu cigarro
leva o sabor da minha amargura,
da minha inquietação...,
leva parte dos meus nervos
e ajuda-me nesta espera...
O fumo que se esvai do meu cigarro
é o único companheiro que tenho...
... e me foge...
O fumo do meu cigarro sobe...
sobe e... logo desaparece...
O fumo do meu cigarro é livre...
Assim quisera eu ser... livre...
livre...
e voar ao sabor do vento...
E, se o vento estivesse de feição
levar-me-ia ao teu encontro, amor...
Mas... eu sei que virás,
sei que não tardarás...
Estou acorrentada ao tempo e ao espaço
deste compasso de espera, mas...
afinal sou livre,
tão livre como o fumo do meu cigarro...
tão livre que meu coração já voou,
já está contigo, feliz!
E a espera já não é dor,
já me vou, subindo e voando...
como o fumo do meu cigarro...
ao teu encontro...
Breve me terás contigo,
breve...
De Maria La-Salete Sá (01/03/1976)
é ténue...
e sobe... sobe..., assim como eu desejara subir
livre, ao sabor do vento...
O fumo que se esvai do meu cigarro
leva o sabor da minha amargura,
da minha inquietação...,
leva parte dos meus nervos
e ajuda-me nesta espera...
O fumo que se esvai do meu cigarro
é o único companheiro que tenho...
... e me foge...
O fumo do meu cigarro sobe...
sobe e... logo desaparece...
O fumo do meu cigarro é livre...
Assim quisera eu ser... livre...
livre...
e voar ao sabor do vento...
E, se o vento estivesse de feição
levar-me-ia ao teu encontro, amor...
Mas... eu sei que virás,
sei que não tardarás...
Estou acorrentada ao tempo e ao espaço
deste compasso de espera, mas...
afinal sou livre,
tão livre como o fumo do meu cigarro...
tão livre que meu coração já voou,
já está contigo, feliz!
E a espera já não é dor,
já me vou, subindo e voando...
como o fumo do meu cigarro...
ao teu encontro...
Breve me terás contigo,
breve...
De Maria La-Salete Sá (01/03/1976)
DAR VIDA AO SONHO
Começa a vida com sonhos,
ais de infância que atormentam,
mas o sorriso da criança
chega além do além...
Porém ao passar da infância
os sonhos continuam altos
e a adolescência atribulada
traz revoltas e castelos de sonhos...
Chega depois a idade adulta,
com os sonhos deixados para trás...
... e eis que começa a luta...
Coragem, força e desânimo,
ilusões e desenganos
vivem lado a lado,
atropelam-se e nem sempre
se sabe onde está a razão...
Nasce então o choque de opiniões e...
... quantas vezes a coragem foge,
parecendo não mais voltar...
É aí que surge a força,
força que incentiva a vontade
para que não seja o desânimo a vencer...
E, se a vida adulta traz luta,
pelos sonhos há que lutar.
De Maria La-Salete Sá (26/07/1980 00:45h)
ais de infância que atormentam,
mas o sorriso da criança
chega além do além...
Porém ao passar da infância
os sonhos continuam altos
e a adolescência atribulada
traz revoltas e castelos de sonhos...
Chega depois a idade adulta,
com os sonhos deixados para trás...
... e eis que começa a luta...
Coragem, força e desânimo,
ilusões e desenganos
vivem lado a lado,
atropelam-se e nem sempre
se sabe onde está a razão...
Nasce então o choque de opiniões e...
... quantas vezes a coragem foge,
parecendo não mais voltar...
É aí que surge a força,
força que incentiva a vontade
para que não seja o desânimo a vencer...
E, se a vida adulta traz luta,
pelos sonhos há que lutar.
De Maria La-Salete Sá (26/07/1980 00:45h)
segunda-feira, 21 de abril de 2014
MEU AMOR, MEU VAZIO...
Julguei poder afastar-te definitivamente do meu coração,
pensei tê-lo conseguido,
mas eis que hoje estás
mais do que nunca na minha saudade,
na nostalgia de me sentir reduzida a nada,
na cobardia dos meus sentimentos
que julgava coroados de coragem...
Partiste,
tal andorinha ao final da Primavera
deixando um ninho vazio,
tão vazio que de vazio se enche...,
no agreste deste Inverno que obscurece a vida
sem que nada, a não ser a saudade,
fale de ti...
Volta Primavera, volta de novo com teus chilreios
e traz aos meus braços
essa andorinha que se foi e tão só me deixou...
abandonada aos meus desenganos,
perdida em anseios irrealizáveis...
Vem, Primavera
faz-me sorrir novamente ao amor...
... ao amor que não quero esquecer...
De Maria La-Salete Sá (12/02/1988 23:26 h)
pensei tê-lo conseguido,
mas eis que hoje estás
mais do que nunca na minha saudade,
na nostalgia de me sentir reduzida a nada,
na cobardia dos meus sentimentos
que julgava coroados de coragem...
Partiste,
tal andorinha ao final da Primavera
deixando um ninho vazio,
tão vazio que de vazio se enche...,
no agreste deste Inverno que obscurece a vida
sem que nada, a não ser a saudade,
fale de ti...
Volta Primavera, volta de novo com teus chilreios
e traz aos meus braços
essa andorinha que se foi e tão só me deixou...
abandonada aos meus desenganos,
perdida em anseios irrealizáveis...
Vem, Primavera
faz-me sorrir novamente ao amor...
... ao amor que não quero esquecer...
De Maria La-Salete Sá (12/02/1988 23:26 h)
segunda-feira, 14 de abril de 2014
CANSAÇO ENERGÉTICO
Cansada, cansada,
cansada...,
energias misturadas,
densas ou densificadas...
meus olhos querem
fechar,
meu corpo pede repouso,
e eu quero ficar...
ficar quieta,
mas alerta...
quero descobrir de onde
chegou o cansaço,
que porta é que se abriu
que coisa em mim se
alojou
que tão cansada me
deixou...
E digo-me que até sei,
sei muito bem que porta
se abriu,
sei muito bem o que
entrou...
e porque entrou...
entrou porque abracei em
partilha
as dores e as tormentas
de uma vida
a quem a vida maltratou...,
entrou porque fui ajuda
de quem de mim
precisou...
De Maria La-Salete Sá
(14/04/14)
domingo, 13 de abril de 2014
HORA DE VIVER
É hora
de olhar para trás,
rever o tempo perdido,
o tempo não vivido...
É hora de recuperar,
não vá a hora chegar,
a hora de cobrar
o tempo que passei pela vida,
o tempo que a deixei passar...
...sem viver...
É hora de parar,
é hora de recrutar forças,
é hora de partir para a vida,
é hora de recomeçar.
De Maria La-Salete Sá (24/10/1989)
imagem "A persistência da
memória", Salvador Deli
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