Em todo o tempo do mundo
não há tempo para esquecer-te,
em todo o espaço em branco
há sempre lugar para ti.
És o meu tempo e o meu espaço
na imensidão deste universo que me cerca...
Não há lugar
nem tempo algum
onde possa esquecer-te.
De Maria La-Salete Sá (06/12/1987)
quinta-feira, 8 de maio de 2014
sexta-feira, 2 de maio de 2014
INEXPLICÁVEL
Minha alma ama-te numa torrente
de sentimentos sem fim,
meu corpo espera-te e deseja-te
num frémito assim...
... tão inexplicável
que me convulsiona
e não me deixa ver nem sentir
mais nada...
... a não ser a tua presença-ausente...
De Maria La-Salete Sá
quinta-feira, 1 de maio de 2014
PORQUÊ LETE?...
Bolas! Porque é que sou assim?
Porque me questiono e aprofundo
nesta forma de estar na vida,
se apenas encontro pela frente
um caminho de desolação?
Porquê? Porque anulei os meus anseios
num casamento que criei de ilusões
e humilhei todo o meu ser
num sem fim de frustrações?
Mas porquê, vida? Porque enublaste esta alma
que era sorridente e sadia
mesmo no ruir de todos os castelos
que construiu a minha juventude?
Porquê, vida? Porquê, Lete?
Ah! Se eu pudesse retroceder...
... que novos sonhos lindos eu reinventaria!...
De Maria La-Salete Sá (29/04/1987)
Porque me questiono e aprofundo
nesta forma de estar na vida,
se apenas encontro pela frente
um caminho de desolação?
Porquê? Porque anulei os meus anseios
num casamento que criei de ilusões
e humilhei todo o meu ser
num sem fim de frustrações?
Mas porquê, vida? Porque enublaste esta alma
que era sorridente e sadia
mesmo no ruir de todos os castelos
que construiu a minha juventude?
Porquê, vida? Porquê, Lete?
Ah! Se eu pudesse retroceder...
... que novos sonhos lindos eu reinventaria!...
De Maria La-Salete Sá (29/04/1987)
NA MADRUGADA DO SILÊNCIO...
Nesta madrugada a cheirar a Primavera,
mês de maio, das rosas e do perfume,
eu estou só... na nostalgia da interiorização...
Penso-me, interrogo-me, grito que estou...
E o meu silêncio ecoa de tal modo forte
que não sei se é a nostalgia da música que me abala
ou se é o silêncio que me abana
e me diz que acorde, que desperte,
que a vida precisa de ter sentido, mesmo insentida,
que eu Sou, mesmo não sendo...
... Ou será a música que me abala/embala
numa saudade inexistente?
De Maria La-Salete Sá (1 de maio de 1987, 03:30h)
(reparei agora que este poema faz hoje 27 anos, eheheh!)
sexta-feira, 25 de abril de 2014
ABAIXO ABRIL
Ai que saudades de Abril,
do Abril dos cravos
perfumados,
de cravos
com brilho de liberdade
a gritar a Paz,
a cantar fraternidade...
Ai que saudades!
Ai que saudades!
Está moribundo este Abril,
mal se sente respirar,
o povo, esse,
já não sabe...
...o que esperar
deste governo
a desgovernar...
Ai que saudades!
Ai que saudades!
saudades que agora gritam:
abaixo Abril
Abril de cravos murchos,
Abril de cravos sem cor...
Abaixo Abril
do meu país perdido,
do meu país esquecido
de que... um dia...
foi...
... país... de Abril...
... de ABRIL-LIBERDADE.
De Maria La-Salete Sá (25/abril/2014)
quinta-feira, 24 de abril de 2014
SABES MEU AMOR...
Sabes, meu amor
que te
espero na saudade,
toda feita
ansiedade
nesta
hora-solidão?
Sabes, meu
amor,
que bate
forte o coração
ao pensar
na emoção
do amanhã
que vai chegar?
E então,
meu amor,
serei
paixão, serei ternura,
serei
fogo, serei candura,
serás meu,
eu serei tua,
nesta doce
loucura
de te
querer, de te amar...
porque...
dar-me a
ti por inteiro
é o
primeiro desejo
que grita
a minha saudade...
De Maria
La-Salete Sá
Imagem de
Gabriela Sá
terça-feira, 22 de abril de 2014
FOGO FÁTUO...
Renasceu na tua voz a esperança
que logo morreu ante o silêncio...
Foi de tal modo efémera
que nem sei se renasceu
ou se apenas sonhei ou vivi
um prefácio da sua natalidade
um prelúdio de pré natal esperançoso...
De Maria La-Salete Sá (23/06/1986)
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