sábado, 16 de agosto de 2014

QUESTÃO PRIMORDIAL

 (do meu caderno em que dissertei sobre a vida em todas as suas facetas)

Quantas vidas já vivi!
Por quantas mortes terei que passar ainda
até que encontre a Luz,
até que me encontre
fundida na Vida?

De Maria La-Salete Sá (04/11/1992)

SEI QUE SEI

 (do meu caderno em que dissertei sobre a vida em todas as suas facetas)

Penso na vida e na esperança
com um sorriso na alma.
Sei que amanhã será outro dia,
tempo de crescer, de amadurecer,
de olhar para trás e aprender.

Penso na vida com esperança
sinto crescer a confiança
e neste crescimento vejo a certeza
da alteração positiva em cada momento,
e sei que serei sempre feliz!

De Maria La-Salete Sá (04/06/1992)

FELIZ GRATIDÃO

 (do meu caderno em que dissertei sobre a vida em todas as suas facetas)

Como sou feliz por ter sido feliz!
Que coisas maravilhosas a vida me fez
e eu fiz na vida!
Quantos momentos de Ser ela me ofereceu!

É hora de retribuir à vida, a Deus,
um pouco do muito que me tem sido dado,
é hora de renascer!

De Maria La-Salete Sá (11/12/1992)

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

A GRANDE VIAGEM

 (do meu caderno em que dissertei sobre a vida em todas as suas facetas)


Eu hei de um dia partir rumo às estrelas,
deixar este planeta, astro sem luz,
e absorver todo o brilho e toda a claridade.

Eu hei de partir um dia
ao reencontro da Vida, fonte de energia,
donde derivou meu Ser... Estrela cadente...

Eu hei de voltar um dia
a este planeta Terra,
regressar ao ponto de partida
com nova luz, mais claridade,
mais próxima de Ser,
mais consciente para Amar,
para Viver,
para ajudar,
para crescer...

Eu hei de um dia partir rumo às estrelas.
Eu hei de um dia voltar ao ponto de partida.

De Maria La-Salete Sá (11/09/1992)

sábado, 2 de agosto de 2014

ENCERRADO MAS NÃO CALADO

Do fundo do meu silêncio
eleva-se a alegria de estar
presente...

Ele é mais verdadeiro
do que todas as palavras
catalogadas...

E é nesta voz calada
que ele me diz que sou
REAL.

De Maria La-Salete Sá (13/03/1987)

quinta-feira, 31 de julho de 2014

SUPER NADA

 (do meu caderno em que dissertei sobre a vida em todas as suas facetas)

Quiseram moldar-me a vida,
como se a torrente se moldasse,
quiseram encurralá-la
e amordaçá-la
para que fosse sujeição.

Quiseram moldar a minha vida
como se fosse um produto fabricado
obedecendo a cálculos sociais...
E avida escapuliu-se
na liberdade.

Eu sou vida,
eu sou liberdade!

Nada me prende,
nada me molda!

De Maria La-Salete Sá, em 04/11/1992 (revisto)

segunda-feira, 28 de julho de 2014

ESPAÇO EM COMPRESSÃO



Foi de interiorização o pouco espaço das horas
- muitos anos vividos -
deambulantes,
coexistentes de dor e frustrações,
ódio, repulsa... AMOR,
carinho e carência...

Agora, madrugada a despertar,
fica-me na cabeça o vácuo,
no sono relutante em chegar
a infinita tristeza duma vida
acabada
antes de começar...

Hoje
ninguém enche o meu espaço
no vazio desta existência,
futuro abortado
no passado...

... sem futuro nem presente...

De Maria La-Salete Sá (23/03/1986 01:26h)

imagem do google