terça-feira, 7 de abril de 2015

REAL… OU… ILUSÓRIO?

Quem me dera saber o que quero e o que sinto,
o que tu… e tu… e tu… representas neste mundo,
o que de ti espero
e o que em ti procuro
ou o que em ti quero agarrar ou esquecer…

Não sei se te quero e necessito,
se para ti transponho o que não me pertence,
se tu és tu ou…tu,
se és o hoje, o ser novo, aquele que amo,
ou o ontem, a dor, a projeção, o sofrimento…
Se és a paixão real
ou a transferência do sonho…
ou então a anulação de tudo na entrega
deste corpo e desta alma
que pertencem a uma quimera…

Quem és tu, afinal?

O amor-anulação?,
a paixão projetada?,
o esquecimento abortado?…
… ou a pseudo-unidade
desta mulher de psíquico desintegrado,
de tal modo subdividida por labirintos
que se vê em todos e a um só tempo
sem saber qual é a luz
que tenuamente ainda brilha… por entre as trevas…?!


De Maria La-Salete Sá (1988…89…?)

ESTRELA GUIA

Quando na vida uma estrela te brilha
Segura-a com ambas as mãos…
E não temas o seu fulgor
Porque a incandescência que dela emana
É o guia do teu caminho…

Ter uma estrela na mão
E dois brilhantes no olhar
É ter força e esperança,
Ânimo e confiança
E um mundo de sonhos para realizar

Porque…

Quando na tua vida uma estrela brilha
Teu coração se renova
E tua alma rejubila…
Pela luminescência que te chega…


De Maria La-Salete Sá (1987)

ÓDIOS…

Odeio toda esta engrenagem
em que gira a sociedade, 
odeio toda esta falta de senso
em que se apoiam as mentiras
para ficarem com sabor a verdade.

Odeio todo este mundo de aparências
que, para se salvaguardarem
fazem cair no descrédito  os demais.

Odeio esta camuflagem santificada
que troca deus pelo diabo 
(e que poucos disso se dão conta)
fazendo sucumbir os conceitos de moral
e amarfanhar a dignidade das pessoas
que ainda são pessoas.

Odeio essa compreensão fictícia
que veste essas almas maldosas
quando querem mostrar-se os maiores
e não passam de mentirosos, de aldrabões…

Odeio os charlatães da moralidade
que mesmo a fingir
mostram os dentes
em sorrisos convincentes…

… para ficarem bem “no retrato”.

Odeio! Odeio! Odeio!


De Maria La-Salete Sá (aí por 1984... 85…)

ESTRELA-ILUSÃO


Tu não estás. Partiste tal andorinha em fim de Primavera.
Deixaste no ar a saudade do azul que cruzaste
e no meu coração a nostalgia da tua ausência…
Não estás. Nunca estiveste. Nunca foste.
Mas és e estás brilhante em meu pensamento
hoje e sempre, ilusão que criei… alimentei…
… e fiz procriar. És o meu sonho, a minha quimera,
a estrela fulgurante que me orientará nesta vida de trevas.
Não podes partir. Não podes morrer.
Partiste e voltaste. Morreste e renasceste…
porque sem ti, ilusão, sonho lindo e quimera,
a brutalidade real desta vida (para muitos irreal)
consumir-me-ia por inteiro…
…mas contigo, por ti... e sempre a inventar-te
……………………………..…eu Vivo! Eu cresço!
..................................................EU RENASÇO, EU SOU!
De Maria La-Salete Sá (31.07.1987)


sexta-feira, 13 de março de 2015

ETERNO PRESENTE

Hoje…

E o hoje pode ser o hoje de hoje
mas também o hoje de todos os dias…

Então…

Hoje…

Quero reunir a vida
e alojá-la
em plenitude de cor
e de amor
no coração.

Hoje,
no hoje que desejo infinito,
eterno
e sempre presente…

Quero fazer dele alegria,
sorriso constante,
de paz
esperança
e harmonia.

Hoje…

Neste hoje de todo o sempre
quero ser
e fazer-me presente
neste coração…

… onde palpita a vida

no amor,
na paz,
na esperança
e na harmonia.

Hoje,
Neste eterno presente
EU SOU… O QUE EU SOU.

De Maria La-Salete Sá (13/03/2015---12h 07m)

(imagem da net)
  





domingo, 8 de fevereiro de 2015

CAMUFLAGEM…

Hoje eu estou triste,
um tanto ou quanto triste.
E tristeza não é infelicidade, não!

Eu sou feliz!

Feliz por ser quem sou,
feliz por ser como sou,
mesmo que… por vezes…
seja um pouco desajeitada,
algo inconsciente,
um tanto ou quanto despistada,
chegando a parecer ausente…

Mesmo sendo assim sou feliz!

- Então porquê esta aparente tristeza???
Porquê? – pergunto-me.
E ao perguntar respondo-me:

- Triste…,
um tanto ou quanto triste
porque…
o texto,
o poema,
as palavras
que quero escrever,
as ideias
que quero transmitir
não as encontro…

Elas andam perdidas,
fugidias…
tão perdidas e tão esquivas
que não as oiço
nem as sinto…

E sem ideias,
sem palavras para dizer…
não  há poema
para escrever…

E embora …
um tanto ou quanto triste…

Eu sou e estou

FELIZ!

De Maria La-Salete Sá (04/02/2015)



IDEIA MORIBUNDA…

Espero…
Enquanto espero escrevo.
Mas escrevo o quê?

Quero escrever o que me sai do pensamento,
o que me grita esta ideia que…
parada…
quase acorrentada…
quer e teima em sair…

Mas que ideia?!

Que ideia é essa
que nem ela mesma se conhece?
Que ideia???  Que…
mesmo ao querer pensá-la
e criá-la
ela se perde ou se recusa
germinar…
Ela se recusa a nascer,
talvez por medo de poder crescer
e tornar-se real…

E assim se perde a ideia
de ter uma ideia para escrever,
um tema a desenvolver,
porque… a ideia…
de tão parada e acorrentada
recusando-se a nascer…
…simplesmente…
… morreu…

De Maria La-Salete Sá (04/02/2015)

imagem retirada do google