domingo, 13 de setembro de 2015

GENTES DO NORTE!



Aqui ao meu lado,
enquanto ouvia o cântico do mar,
o sussurro da areia,
e sentia o aroma da maresia
feita magia,
com perfume de sereia…

Enquanto o sol acariciava os corpos
sedentos de calor…
alguém ao lado,
bem ao meu lado,
em amena conversa dizia
algo que me enternecia…

palavras que, enternecida,
como elogio guardei,
e que, com emoção, repartirei



 “O norte é fantástico! O tempo… e o calor não é muito intenso… aqui a praia matinal é do melhor, mas melhor do que tudo, porque melhor das melhores são as gentes do norte! Gentes acolhedoras! (…) (…)

(…) (…) E a conversa perdeu-se porque os intervenientes seguiram esplanada fora  e eu fiquei no meu lugar

Mas , mesmo que essa conversa não tenha sido comigo, fez-me sentir orgulhosa, orgulho esse que quero transmitir a todas as GENTES DO NORTE (para que o sintam também)! E VIVA O NORTE!

Maria La-Salete Sá (04/08/2015….(10 h 20 m)

QUANDO APERTA O CALOR…



Quando o calor se instala e a sede aparece…
Quando depois de uma caminhada a boca seca…
Quando não se sabe como refrescar e mitigar a sede…
… nada melhor do que ficar sentada
na sombra de uma esplanada,
beber um café sem açúcar,
bem refrigerado com duas pedrinhas de gelo!
Ah! Acaba-se então o pesadelo
da sede em boca ressequida,
esquece-se o cansaço,
ganha-se alento…
e fica-se, indiferente ao calor e ao tempo,
em descanso merecido,
saboreando em pleno
o prazer do momento…
assim apreciado, 
assim vivido…



Maria La-Salete Sá (10/07/2015)

TEMPO ADIADO



Há quem fique no tempo adiado,
adiando o tempo de se encontrar,
adiando o tempo de Ser… Feliz.
Há quem faça do tempo
prolongamento
e se perca em pensamentos
que, de prolongados,
conduzem
 tomadas de consciência adiadas…
Adiadas ou perdidas,
tantas vezes sem recurso
para serem encontradas…
E outras,
talvez mais felizardas,
ainda possam ser recuperadas
a tempo… de serem realizadas

De Maria La-Salete Sá
Praia das Sereias, 30/07/2015    11:57h


VAMOS LÁ SACUDIR A INÉRCIA!



Sei que preciso de sair deste marasmo em que me encontro, deste querer fazer algo sem nada fazer, deste querer escrever e acreditar que não o faço porque não tenho temas, motes ou palavras que me “empurrem” e motivem.
Sei que tenho o material necessário para criar, mas as ideias perdem-se em labirintos de ideias desencontradas, desconectadas, ou simplesmente preguiçosas e paradas… … e fico-me assim apática, egoisticamente apática, porque apenas penso que EU não tenho palavras, sem sequer me dispor a procurá-las, a ordená-las, a mimá-las… sabendo (também EU!) que palavras mimadas produzem ideias, ideias que acariciadas podem sugerir um tema, tema que, por ordenação de palavras conduz ao texto, texto que pode ser prosa ou poema…
Ora, ora, ora menina! É hora de sacudir a inércia e dar vida ÀS PALAVRAS!

Maria La-Salete Sá (31/07/2015….15:50h)

domingo, 30 de agosto de 2015

QUANDO A VIDA CORRE DE FEIÇÃO

Quando a vida corre de feição
Há sorrisos contagiantes
Há vida, alegria e esperança,
Há mais brilho em cada olhar
Em tudo há mais paixão!

Quando a vida corre de feição
Somos emanantes de alegria,
Somos a própria energia
Da harmonia que vivemos,
Somos a própria criação.

Quando a vida corre de feição
O sol tem mais brilho,
A lua tem mais luar,
Nas estrelas há mais luz
E mais amor no coração!

De Maria La-Salete Sá (10/07/2015)

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

ETERNO RETORNO

Na singeleza de uma flor
Existe amor,
Na brisa que me afaga
Existe calor,
No mar que se agita
Existe magia
Na montanha que se agiganta
Existe beleza
E na vida que me cerca
Existe viver e morrer,
Morrer e renascer…

… porque a vida é um constante acontecer
Onde nada se perde,
Onde nada acaba,
Onde tudo se transforma,
Onde a vida feita VIDA
Eternamente…
… se renova!


De Maria La-Salete Sá (20/08/15…. 00h 29m)


terça-feira, 18 de agosto de 2015

NOSTÁLGICA RECORDAÇÃO


Por caminhos e carreiros,
Por entre montes e ribeiros
Se faziam os percursos
De Guirela às cercanias…
De chancas ou de socos,
De chinelos ou de sapatos,
Ou até de pés descalços
Não havia perna manca
Em dias de romarias!

Em grupos de deslocavam,
Alegres e prazenteiros
E alegremente cantavam
Não pensando sequer
Na lonjura da jornada…
Já que em dias de festa,
Havia alegria e mais nada!

E fora das romarias
Esses carreiros de terra,
Tinham gente a caminhar
E nem o pó e nem as pedras,
Nem as cobras no verão
Eram impedimento no andar.

Esses caminhos por pinhais,
Por vales e por ribeiros,
Que pena que hoje tenho
De os saber quase perdidos…
Já não me levam a Lázaro,
Nem a Almançor ou a Balaído,
Porque quase todos…escondidos
Ou camuflados por matagais…

Ai que saudades da altura
Em que os percorria,
Eram pérolas de infância,
Vivem na minha lembrança,
Evocando a nostalgia
De hoje serem lonjura…

De Maria La-Salete Sá