Gostei deveras e imensamente de ler e reler o livro que você me ofertou.
Dentre outras coisas, o que mais me encanta é que você confere às palavras novas oportunidades de se desfazerem das amarras da trivialidade, do quotidiano, sem contudo, impedi-las de aproximarem-se do íntimo do seu ser,que realiza a magia de convertê-los -- trivialidade e quotidiano -- em humana inspiração poética, quer instintivamente, quer intuitivamente, quer de maneira conscienciosa.
Enfim, sua poesia não precisa de um repertório maior de palavras caras, nem de um estilo rebuscado, para traduzir e exprimir o real, o seu contrário, a quimera, a fantasia, o onírico, o espiritual e o terreno, com seu devido valor. E digo mais, às vezes, em determinados instantes, ela beira a prosa poética para, em outros momentos,cristalizar-se em pura inspiração.
Por outro lado, é curioso também que, muito daquilo que você revela em suas poesias e nos seus versos -- de um modo geral -- é apresentado e elaborado de forma direta, conseguindo tornar-se, como que por magia e coincidentemente, o porta-voz do meu silêncio, às vezes obscuro/obscurecido, da minha voz interior, salva pela minha introspeção.
Quero finalizar este meu pequeno comentário do seu livro parabenizando-a pelo seu talento, vindo de uma aldeia tão querida a nós ambas; para uma , aonde nasceu e viveu parte da sua vida, foi criada e educada. E para a outra [eu], um lugar onde vivi momentos de grande felicidade e de alegria, junto da minha família e amigos -- Guirela do Paraíso, Castelo de Paiva.
E, mais uma vez, agradeço pela oferta de um dos seus preciosos livros.
-------------Texto de Isabel Miranda----------------------------
Nota: Esta amiga escreve lindamente e tem em mãos um manuscrito literário, intitulado "Na beira do caminho" que merece ser editado, e que vai ser editado! Quando isso acontecer, acredito que será um sucesso.
terça-feira, 22 de setembro de 2015
domingo, 20 de setembro de 2015
MEMÓRIAS DE UM DIA INESQUECÍVEL
Meus amigos!
Hoje estou mais do que feliz,estou felicíssima! Tive um dia em pleno, um dia em que vivi um "regresso ao passado", num convívio salutar com os jovens da minha geração, colegas de instrução primária (e por aí perto, mais ano menos ano...)! Foi um dia de rever amigos que a vida afastou por algumas décadas, foi o reavivar momentos de infância, de adolescência, da juventude... Foi uma partilha repleta de emoções entre risos e também algumas lágrimas, não lágrimas de dor, mas lágrimas de amor e de ternura!
Foi tempo para recolher mais algum reportório das cantigas dos nossos cortejos, mas desculpem-me, essas só as colocarei amanhã..., pois, porque de tanta alegria, de tanta emoção... estou cansada, um cansaço salutar, diga-se!
Sabia que ia ser um encontro muito agradável, mas não pensei que fosse tão intenso, tão participativo! Éramos no mínimo 70 pessoas que, entre comes e bebes, entre danças e cantares, relembramos com alegria, com saudade saudável (não saudosismo)!
Faltam-me palavras para dizer o que preenche o meu coração, mas ainda tenho palavras para dizer:
OBRIGADA GENTE DE GUIRELA!
OBRIGADA GENTES DO MEU CLÃ!
AMO-VOS COM O CARINHO QUE NÃO DEIXEI NA INFÂNCIA,
COM A MINHA TERNURA DE CRIANÇA,
QUE VIVE NESTE CORAÇÃO DE MULHER
E NELE VIVERÁ ENQUANTO EU VIVER!
Maria La-Salete Sá
E que lindos estão o meu pai e a Senhora Maria! E vejam lá! Estão aqui dois Manéis, ambos Vieiras!!!!
Parecem muitos, não? Mas ainda não estão todos! Ora vejam:
Hoje estou mais do que feliz,estou felicíssima! Tive um dia em pleno, um dia em que vivi um "regresso ao passado", num convívio salutar com os jovens da minha geração, colegas de instrução primária (e por aí perto, mais ano menos ano...)! Foi um dia de rever amigos que a vida afastou por algumas décadas, foi o reavivar momentos de infância, de adolescência, da juventude... Foi uma partilha repleta de emoções entre risos e também algumas lágrimas, não lágrimas de dor, mas lágrimas de amor e de ternura!
Foi tempo para recolher mais algum reportório das cantigas dos nossos cortejos, mas desculpem-me, essas só as colocarei amanhã..., pois, porque de tanta alegria, de tanta emoção... estou cansada, um cansaço salutar, diga-se!
Sabia que ia ser um encontro muito agradável, mas não pensei que fosse tão intenso, tão participativo! Éramos no mínimo 70 pessoas que, entre comes e bebes, entre danças e cantares, relembramos com alegria, com saudade saudável (não saudosismo)!
OBRIGADA GENTE DE GUIRELA!
OBRIGADA GENTES DO MEU CLÃ!
AMO-VOS COM O CARINHO QUE NÃO DEIXEI NA INFÂNCIA,
COM A MINHA TERNURA DE CRIANÇA,
QUE VIVE NESTE CORAÇÃO DE MULHER
E NELE VIVERÁ ENQUANTO EU VIVER!
Maria La-Salete Sá
E que lindos estão o meu pai e a Senhora Maria! E vejam lá! Estão aqui dois Manéis, ambos Vieiras!!!!
Parecem muitos, não? Mas ainda não estão todos! Ora vejam:
domingo, 13 de setembro de 2015
ESTADOS DE VIDA…
Vozes ecoam,
em conversa
saudável e repartida,
outras em
surdina ao telemóvel,
outras apenas
no silêncio de cada alma…
Mas este
espaço onde o silêncio impera,
silêncio de
quando em vez…
interrompido…
pela funcionária
que chama um paciente…
E este
silêncio ouve-se
e preenche
este espaço,
um espaço
cheio de vida…
… de vida e –
talvez – também…
de morte ou quase morte…
Mas qual a diferença entre a vida e a morte?
Não são ambas
a mesma moeda,
as duas faces
da moeda,
o sentido da
dualidade em que vivemos?
Não são elas
apenas estados vivos
em diferentes
dimensões?
Não serão???
Maria
La-Salete Sá (31/08/2015…10:20h)
PULGA ATRÁS DA ORELHA
Hoje, enquanto
aguardo a minha vez de ser chamada para a ecografia tiroideia, observo pessoas ao
meu redor. Gentes que esperam, metidas em seus mundos, caladas, mas talvez em
monólogos internos, imparáveis. Que dirão? Que pensarão? Estarão presentes ou
estarão ausentes? Presentes no físico e ausentes no espaço desta sala?
E eu? Onde me
encaixo neste contexto, entre pessoas e nestas cogitações? Estou… não estou…
quero estar em mim, mas estou fora…, estou em todo o lado, em todas as pessoas
ao meu redor, neste espaço e neste tempo…também no tempo da espera.
Talvez até
nossos pensamentos se encontrem e vagueiem entre nós, de mãos dadas, talvez…
sejam apenas pensamentos de espera…
E por falar
em pensamentos…
Há dias dei
comigo a cantarolar uma cantiga com a qual a memória me acordou. E de seguida,
logo meu pensamento divagou, divagou e questionou…
Questionamentos
inusitados, questionamentos loucos de alguém que se considera genuinamente
louca…
Dei comigo a
tentar descobrir como é que o meu cérebro seria capaz de processar a sequência e
as frequências de som da minha cantiga, um cérebro de alguém que nunca tivera
aulas de música…
Qual seria o
“chip” onde se armazenam esses conhecimentos e como foram lá parar? E para
corroborar estas questões quase “insultei” o meu cérebro ao pensar noutras
cantigas, apenas nos nomes das cantigas e logo ele, o Super Sabichão ia
entoando as notas que as compunham.
Mas, mesmo
depois de tanto questionamento fiquei sem respostas…
Será que
alguém as terá?
Quem?
Poder-me-ão
saciar a curiosidade?
É que esta
“pulga” continua a saltitar atrás da minha orelha… questionando…
Maria
La-Salete Sá (31/08/2015…10:16h)
GENTES DO NORTE!
Aqui ao meu
lado,
enquanto
ouvia o cântico do mar,
o sussurro da
areia,
e sentia o
aroma da maresia
feita magia,
com perfume
de sereia…
Enquanto o
sol acariciava os corpos
sedentos de
calor…
alguém ao
lado,
bem ao meu
lado,
em amena
conversa dizia
algo que me
enternecia…
palavras que,
enternecida,
como elogio
guardei,
e que, com
emoção, repartirei
“O norte é fantástico! O tempo… e o calor não é
muito intenso… aqui a praia matinal é do melhor, mas melhor do que tudo, porque
melhor das melhores são as gentes do norte! Gentes acolhedoras! (…) (…)
(…) (…) E a
conversa perdeu-se porque os intervenientes seguiram esplanada fora e eu fiquei no meu lugar
Mas , mesmo
que essa conversa não tenha sido comigo, fez-me sentir orgulhosa, orgulho esse
que quero transmitir a todas as GENTES DO NORTE (para que o sintam também)! E
VIVA O NORTE!
Maria
La-Salete Sá (04/08/2015….(10 h 20 m)
QUANDO APERTA O CALOR…
Quando o
calor se instala e a sede aparece…
Quando depois
de uma caminhada a boca seca…
Quando não se
sabe como refrescar e mitigar a sede…
… nada melhor
do que ficar sentada
na sombra de
uma esplanada,
beber um café
sem açúcar,
bem
refrigerado com duas pedrinhas de gelo!
Ah! Acaba-se
então o pesadelo
da sede em
boca ressequida,
esquece-se o
cansaço,
ganha-se
alento…
e fica-se,
indiferente ao calor e ao tempo,
em descanso
merecido,
saboreando em
pleno
o prazer do
momento…
assim apreciado,
assim vivido…
assim vivido…
Maria
La-Salete Sá (10/07/2015)
TEMPO ADIADO
Há quem fique
no tempo adiado,
adiando o
tempo de se encontrar,
adiando o
tempo de Ser… Feliz.
Há quem faça
do tempo
prolongamento
e se perca em
pensamentos
que, de
prolongados,
conduzem
tomadas de consciência adiadas…
Adiadas ou
perdidas,
tantas vezes
sem recurso
para serem
encontradas…
E outras,
talvez mais
felizardas,
ainda possam
ser recuperadas
a tempo… de
serem realizadas
De Maria
La-Salete Sá
Praia das
Sereias, 30/07/2015 11:57h
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