domingo, 8 de novembro de 2015

SEM BARREIRAS

Não há quilómetros a separar-nos
à velocidade do pensamento.
Estamos juntos…
Não há barreiras a ultrapassar
na magia do meu sonho…
Beijo-te porque te quero
e te amo.
Tu queres-me também…

É bom não acordar!

De Maria La-Salete Sá (06/01/1984)

SEGUIR AMANDO

Amo a vida
no crescer de uma criança,
amo o mundo
num sorriso de esperança,
amo os amigos
na cumplicidade e na confiança…

E prossigo a caminhada
entre risos e lágrimas,
entre beijos e silêncios …
…mas sempre na vontade
imperiosa da verdade
de ser eu
na certeza
e na adversidade


De Maria La-Salete Sá (05/10/1986)

DO SONHO À REALIDADE


Fui alguém que abarcou toda a ternura
e embalou a grandeza da vida…
Fui eu, menina-mulher,
pensamento a verdejar,
ilusão a nascer,
felicidade a desabrochar…

Mas foi fictício este mundo…
acordei do sonho,
madrugada já alta,
quase manhã a despontar…

Perdeu-se o encanto que foi meu,
neste sonho que vivi…

… Ganhei identidade,
saí do anonimato…
Agora sou a mulher,
sou a Lete…
às duas da manhã…
 sozinha… neste meu quarto…


De Maria La-Salete Sá (15/06/1986)

A TERRA É UMA ESTRELA


Dizem os sábios que a Terra é um astro que…
… por ser também um planeta, não tem luz própria…
dizem que para ter luz, a Terra gira
incessantemente
à volta de uma estrela… dizem que gira em volta do Sol
e dizem ainda que a luz, que aparentemente tem
--- segundo os registos recolhidos e estudados ---
só ao Sol se deve …
… como se o Sol fosse o único gerador, a única central produtora de energia!
Mas…
Que sabem eles afinal?
Sim, que sabem eles?...

 A Terra é uma ESTRELA!
Podem chamar-me mentirosa, eu não me importo!
Eu sei que a Terra tem luz própria!
Ora se tudo o que existe na Terra é a própria Terra,
a Terra tem luz própria,
a Terra tem que ter LUZ PRÓPRIA!

Podem continuar a chamar-me mentirosa, eu continuo a não me importar…
… se a minha luz é própria,
se a luz de uma criança é própria,
se a luz do idoso cheio de esperança é própria…
se a luz da humanidade é própria…
… como pode a Terra não ser uma estrela?
Ela tem luz e também ilumina o Sol,
um  Sol que gira de nascente para poente para poder fugir à noite…

(os sábios dizem que ele está fixo e eu também acredito, mas mesmo assim ele sai, ele vai dormir…)

E quando ele gira para fugir à noite…
a luz da nossa estrela Terra mantém-se,
as nossas almas são luminosas a toda a hora,
em cada instante…
criando ideias - muitas delas luminosas…
E não são também as nossas ideias luminosas que iluminam a Terra
e tudo o que nela existe?
Não serão também as nossas ideias
parte da luz própria deste astro planeta-estrela- Terra
que nele se expande, para dentro e para fora da Terra?
Será que nossa luminosidade não iluminará outros planetas,
outros astros de outros sóis?

Será?

De Maria La-Salete Sá

Imagem do google


terça-feira, 3 de novembro de 2015

O MENINO E O CARRO AMARELO

Chaves na mão,
na mão da imaginação!
E, de chaves na mão,
o menino entra no carro ,
num belo carro amarelo!

É só meter a moeda e, já está!
Lá vai ele rumo à cidade dos sonhos,
à aldeia da fantasia,
ao despertar da magia!

O menino já não é o menino…
Dentro do carro é o Noddy!

E o Noddy viaja!
E como viaja!

Viaja à velocidade do pensamento,
não perde sequer um momento em fila de espera.
A estrada é toda sua!
Não há trânsito a retê-lo no caminho!
Lá vai ele no seu carrinho, mas…
o tempo expirou, o carro já parou…
… e o Noddy despediu-se
e o menino apeou-se…  

… retendo na memória uma viagem
com destino à distância de uma moeda.

De Maria La-Salete (Agosto de 2015)


quinta-feira, 24 de setembro de 2015

NO PORTO COM A RAFAELA, A 11 DE SETEMBRO

(Texto escrito no dia 19 de setembro de 2015)


Hoje foi um dia em que resolvi partir para aventuras com a minha neta Rafaela. Já andávamos a pensar nesta "fuga à rotina" há cerca de um ano e ontem decidimos fazer do dia de hoje um dia diferente. 
Apanhei o comboio das 11:04h em Espinho e minutos depois entrou a Rafaela no apeadeiro da Aguda. Em General Torres saímos e entramos no metro rumo ao Jardim do Morro. Aí começou a nossa aventura: Teleférico até ao cais de Gaia com direito a entrada nas caves Quevedo. 




Mal saímos do teleférico fomos abordadas por dois rapazes que vendiam bilhetes para o mini cruzeiro no Douro, o cruzeiro das seis pontes, mas esse ficou em "stand by" (talvez para outro dia em que possamos dar de novo asas ao improviso).


Entramos nas caves,um espaço muito bonito e acolhedor e fizemos a nossa "prova". Eu decidi-me pelo tinto frutado, a Rafa pelo rosé. Gostamos e saímos bem sóbrias (nada de maus pensamentos de quem esteja a ler!). 


Depois disto havia que decidir se faríamos a viagem de regresso no teleférico (viagem que poderíamos usar até ao final do dia, e que estava já paga) ou se nos aventuraríamos a atravessar a ponte e entrar no Funicular dos Guindáis! 


Pensando bem, e porque já a barriga pedia o almoço, regressamos ao Jardim do Morro, novamente entramos no metro e fomos almoçar ao El Corte Inglês. E como estávamos ao lado do Wall Street Institut, a Rafa foi fazer uma aula e eu fiquei-me pelo El Corte Inglês a ler "Yolanda", da minha amiga Ester de Sousa e Sá, treinando também o meu inglês, já que este livro teve a primeira edição em Inglaterra e nesse idioma está escrito.


Cerca das 16h voltamos ao metro, direção a S. Bento, desta vez para fazermos o trajeto de Funicular. 






Poderíamos ter entrado perto da Praça da Batalha e saído no cais da Ribeira, mas preferimos o sentido contrário. Descemos a rua Mouzinho da Silveira até ao cais, fomos admirando a beleza da cidade que está tão mudada (para melhor!)desde a última vez que por ali andei e lá subimos no Funicular. 

Foi bonito, mas gostei muito mais, sem dúvida alguma, do percurso no teleférico.











Como não podia deixar de ser tiramos fotografias, algumas das quais vou deixar aqui.

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

NO PORTO, MOSTRANDO E RECORDANDO...

Apesar de ultimamente os meus dias terem sido muito intensos com revisões, preparações, além dos normais afazeres do dia a dia, tenho dispensado uns bons e agradáveis momentos a mimar-me!
Assim, como já referi, no domingo participei no fabuloso encontro de gentes que cresceram comigo, que me viram crescer, que... me foram e são muito queridas;
Mas não fiquei por aqui, na segunda feira "pirei-me" todo o dia para o Porto, com a minha sobrinha Tânia Vieira, aproveitando o facto de ela ter ido tratar de uns assuntos. Foi a manhã na zona de Santa Catarina e logo depois de almoço decidi mostrar-lhe um Porto que ela não conhecia ao mesmo tempo que revisitava zonas que me deixaram memórias.



Santa Catarina-> Passos Manuel -> Sá da Bandeira-> Praça Almeida Garret... e daqui fui mostrar o Porto desconhecido à Tânia:


Rua das Flores, linda bem diferente do tempo em que a percorria anteriormente; daqui subimos a Rua do Ferraz, à procura do nº13 (que já não existe e onde passei muitos verões em casa da tia Casimira),


entramos na rua da Vitória (que se mantém como sempre a conheci) e chegamos ao miradouro em frente da Igreja de Santa Maria da Vitória.

 Daqui descemos a escadaria até perto do Largo de S. Domingos,  mas não sei o nome da rua. Aqui existe uma  farmácia com um frontispício , que é uma autêntica obra de arte e que não resisti a fotografar! Daqui seguimos , depois de um breve repouso aproveitado para fotografar e admirar a beleza circundante,                                                                                            

entramos no túnel da Ribeira, demos uma voltinha pela marginal e subimos no funicolar dos Guindáis. Uma vez cá em cima fomos em direção à estação de S. Bento, entrando na rua do Cativo, rua da Chã para descermos la rua do Loureiro. Aqui, onde a Rua Chã encontra a rua do Loureiro, vimos um "miradouro" muito original: três escadas em caracol que levam a um pequeno pátio, mesmo no meio de uma pequena pracinha. Claro, mas oh! que duas! Tivemos que subir e, não contentes ainda, cantamos (por diversas vezes, em jeito de serenata) "Menina estás à janela"!
Só de doidas! Mas bendita loucura!