domingo, 8 de novembro de 2015

PROVA DE AMIZADE

Vive a tua vida
na certeza ou na ilusão, como queiras,
sem interferência na vida dos outros.
Não dês aso a especulações
nem a acusações injustas.
Sê tu mesmo, na verdade 
e na consciência dos teus atos…

E vê nesta simples opinião
a prova maior da minha amizade.
---Não a estragues, por favor!... ---

De Maria La-Salete Sá (07/01/1985)


SEM BARREIRAS

Não há quilómetros a separar-nos
à velocidade do pensamento.
Estamos juntos…
Não há barreiras a ultrapassar
na magia do meu sonho…
Beijo-te porque te quero
e te amo.
Tu queres-me também…

É bom não acordar!

De Maria La-Salete Sá (06/01/1984)

SEGUIR AMANDO

Amo a vida
no crescer de uma criança,
amo o mundo
num sorriso de esperança,
amo os amigos
na cumplicidade e na confiança…

E prossigo a caminhada
entre risos e lágrimas,
entre beijos e silêncios …
…mas sempre na vontade
imperiosa da verdade
de ser eu
na certeza
e na adversidade


De Maria La-Salete Sá (05/10/1986)

DO SONHO À REALIDADE


Fui alguém que abarcou toda a ternura
e embalou a grandeza da vida…
Fui eu, menina-mulher,
pensamento a verdejar,
ilusão a nascer,
felicidade a desabrochar…

Mas foi fictício este mundo…
acordei do sonho,
madrugada já alta,
quase manhã a despontar…

Perdeu-se o encanto que foi meu,
neste sonho que vivi…

… Ganhei identidade,
saí do anonimato…
Agora sou a mulher,
sou a Lete…
às duas da manhã…
 sozinha… neste meu quarto…


De Maria La-Salete Sá (15/06/1986)

A TERRA É UMA ESTRELA


Dizem os sábios que a Terra é um astro que…
… por ser também um planeta, não tem luz própria…
dizem que para ter luz, a Terra gira
incessantemente
à volta de uma estrela… dizem que gira em volta do Sol
e dizem ainda que a luz, que aparentemente tem
--- segundo os registos recolhidos e estudados ---
só ao Sol se deve …
… como se o Sol fosse o único gerador, a única central produtora de energia!
Mas…
Que sabem eles afinal?
Sim, que sabem eles?...

 A Terra é uma ESTRELA!
Podem chamar-me mentirosa, eu não me importo!
Eu sei que a Terra tem luz própria!
Ora se tudo o que existe na Terra é a própria Terra,
a Terra tem luz própria,
a Terra tem que ter LUZ PRÓPRIA!

Podem continuar a chamar-me mentirosa, eu continuo a não me importar…
… se a minha luz é própria,
se a luz de uma criança é própria,
se a luz do idoso cheio de esperança é própria…
se a luz da humanidade é própria…
… como pode a Terra não ser uma estrela?
Ela tem luz e também ilumina o Sol,
um  Sol que gira de nascente para poente para poder fugir à noite…

(os sábios dizem que ele está fixo e eu também acredito, mas mesmo assim ele sai, ele vai dormir…)

E quando ele gira para fugir à noite…
a luz da nossa estrela Terra mantém-se,
as nossas almas são luminosas a toda a hora,
em cada instante…
criando ideias - muitas delas luminosas…
E não são também as nossas ideias luminosas que iluminam a Terra
e tudo o que nela existe?
Não serão também as nossas ideias
parte da luz própria deste astro planeta-estrela- Terra
que nele se expande, para dentro e para fora da Terra?
Será que nossa luminosidade não iluminará outros planetas,
outros astros de outros sóis?

Será?

De Maria La-Salete Sá

Imagem do google


terça-feira, 3 de novembro de 2015

O MENINO E O CARRO AMARELO

Chaves na mão,
na mão da imaginação!
E, de chaves na mão,
o menino entra no carro ,
num belo carro amarelo!

É só meter a moeda e, já está!
Lá vai ele rumo à cidade dos sonhos,
à aldeia da fantasia,
ao despertar da magia!

O menino já não é o menino…
Dentro do carro é o Noddy!

E o Noddy viaja!
E como viaja!

Viaja à velocidade do pensamento,
não perde sequer um momento em fila de espera.
A estrada é toda sua!
Não há trânsito a retê-lo no caminho!
Lá vai ele no seu carrinho, mas…
o tempo expirou, o carro já parou…
… e o Noddy despediu-se
e o menino apeou-se…  

… retendo na memória uma viagem
com destino à distância de uma moeda.

De Maria La-Salete (Agosto de 2015)


quinta-feira, 24 de setembro de 2015

NO PORTO COM A RAFAELA, A 11 DE SETEMBRO

(Texto escrito no dia 19 de setembro de 2015)


Hoje foi um dia em que resolvi partir para aventuras com a minha neta Rafaela. Já andávamos a pensar nesta "fuga à rotina" há cerca de um ano e ontem decidimos fazer do dia de hoje um dia diferente. 
Apanhei o comboio das 11:04h em Espinho e minutos depois entrou a Rafaela no apeadeiro da Aguda. Em General Torres saímos e entramos no metro rumo ao Jardim do Morro. Aí começou a nossa aventura: Teleférico até ao cais de Gaia com direito a entrada nas caves Quevedo. 




Mal saímos do teleférico fomos abordadas por dois rapazes que vendiam bilhetes para o mini cruzeiro no Douro, o cruzeiro das seis pontes, mas esse ficou em "stand by" (talvez para outro dia em que possamos dar de novo asas ao improviso).


Entramos nas caves,um espaço muito bonito e acolhedor e fizemos a nossa "prova". Eu decidi-me pelo tinto frutado, a Rafa pelo rosé. Gostamos e saímos bem sóbrias (nada de maus pensamentos de quem esteja a ler!). 


Depois disto havia que decidir se faríamos a viagem de regresso no teleférico (viagem que poderíamos usar até ao final do dia, e que estava já paga) ou se nos aventuraríamos a atravessar a ponte e entrar no Funicular dos Guindáis! 


Pensando bem, e porque já a barriga pedia o almoço, regressamos ao Jardim do Morro, novamente entramos no metro e fomos almoçar ao El Corte Inglês. E como estávamos ao lado do Wall Street Institut, a Rafa foi fazer uma aula e eu fiquei-me pelo El Corte Inglês a ler "Yolanda", da minha amiga Ester de Sousa e Sá, treinando também o meu inglês, já que este livro teve a primeira edição em Inglaterra e nesse idioma está escrito.


Cerca das 16h voltamos ao metro, direção a S. Bento, desta vez para fazermos o trajeto de Funicular. 






Poderíamos ter entrado perto da Praça da Batalha e saído no cais da Ribeira, mas preferimos o sentido contrário. Descemos a rua Mouzinho da Silveira até ao cais, fomos admirando a beleza da cidade que está tão mudada (para melhor!)desde a última vez que por ali andei e lá subimos no Funicular. 

Foi bonito, mas gostei muito mais, sem dúvida alguma, do percurso no teleférico.











Como não podia deixar de ser tiramos fotografias, algumas das quais vou deixar aqui.