sábado, 9 de janeiro de 2016
quinta-feira, 17 de dezembro de 2015
A VIDA É FEITA DE NADAS
O pensamento
vagueou pela vida em busca de respostas
e descobriu
que a vida
antes de ser vida
era um
conjunto vazio…
tão vazio que
nem um sopro lá tinha…
Ficou desolado
o pensamento…,
mas sendo pensamento,
nunca seria
vazio…
então…
ele, o
pensamento,
colocou
dentro do conjunto vazio um nadinha de energia,
mesmo sendo
apenas uma energia-pensamento.
Vagueou novamente
pela vida,
vendo-a desta
vez com outros olhos,
uns olhos mais
atentos, mais perspicazes…
e viu que
energia-pensamento só por si
também era…
…nada.
Era preciso acrescentar
mais um nadinha de qualquer coisa
nesse
conjunto já não tão vazio,
mas ainda um
conjunto de quase nada…
Então o
pensamento colocou nessa energia
um nadinha de
amor,
mais um nada
de ternura,
mais um nada
de paz …
E o conjunto,
que antes era vazio,
agora
brilhava e irradiava
energia-sentimentos,
ficando quase
vida!
Mas só quase,
faltava ainda
mais qualquer coisa,
ainda que só
mais um nadinha de…
nem ele sabia
bem de quê…
E, agora um
pensamento pensante… pensou,
pensou,
pensou
e descobriu
que faltava
quem pudesse usufruir dessa energia irradiante…
Mal teve
tempo de começar a pensar que…
logo, logo, a
vida se foi tornando VIDA
à medida que
nela iam aparecendo,
crescendo,
nascendo
todas as coisas que,
de nadinha em
nadinha, davam VIDA a esta VIDA,
fazendo dela uma
Vida de Amor.
E o pensamento
ficou feliz por saber que com pequenos nadas se podem fazer coisas
maravilhosas!
Pensando nesta
alegria, saltitou de vida em vida e…
descobriu
também que…
que alguns
pequenos e insignificantes nadas
podem virar
do avesso
qualquer vida
de paz e de amor,
transformando-a
ou criando-a de solidão,
de desespero,
de dor, de revolta…
O pensamento
pensou e tristemente assumiu que até ele,
um simples
pensamento de nada
tanto pode
gerar uma vida de AMOR
como de
GUERRA,
bastando para
isso
que um
nadinha de anti-amor entre na sua rota de pensar.
E são estes
pequenos nadas que podem alterar por completo o rumo de qualquer vida!
De Maria
La-Salete Sá (17/12/2015)
segunda-feira, 7 de dezembro de 2015
DÁDIVA DE AMOR
Pediu, olhou e…sentiu-se ignorado.
“Este não passa (assim pensou ele,
tentando entrar no pensamento de quem o ignorou) de mais um indigente, de mais
um desses sem abrigo que deambulam pela cidade. Talvez no pensamento desta
transeunte (pensou ainda) seres que mendigam podem nem sequer ser considerados
gente”.
Passou outra pessoa.
Timidamente abeirou-se e fez o mesmo
pedido, continuando a pensar que voltaria a ser ignorado.
Mas não, desta vez não. A senhora
respondeu:
«Espere, se eu tiver eu dou.
Deixe-me só ver.»
Ele parou na expectativa, ela
vasculhou a carteira e…verificou que tinha deixado o porta moedas em casa. Ao
aperceber-se da situação, fixou-a por momentos e disse:
«Não tem, não pode dar, pois não?» E
sem dar tempo a que ela respondesse virou costas e seguiu rua fora.
E a mulher que queria ajudar e não
ajudou… ficou com esse mendigo no coração, mas com um sentimento de frustração,
de vazio, por não ter ajudado como queria... Mas também pensou que… não tendo
ajudado monetariamente, talvez tivesse dado a ajuda necessária naquele momento,
porque uma palavra, um sorriso, um afeto… um pouco de atenção… tudo isso é
doação de amor e amor é sempre ajuda, é sempre uma ternura para quem deambula
solitário pelas ruas da cidade.
E… finalmente sorriu
De Maria
La-Salete Sá
Imagem da net
(30/11/2015)
VOO DE LIBERDADE
Voa passarinho, voa,
Voa e espalha liberdade
Por todo o azul celeste.
Voa passarinho, voa,
E mostra que a vida sem voos
sem asas…
…de liberdade…
deixa de ter sentido…
deixa de ser VIDA!
Por isso…
Voa passarinho, voa,
que eu também já vou contigo
em voo de liberdade!
De Maria La-Salete Sá (27/11/2015)
Imagem da net
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