sexta-feira, 18 de março de 2016

DEVANEIO DO TEMPO

Correndo em sentido contrário
o tempo parou…
estático… e pensou:

- Que perda de tempo!
Eu que sou tempo e me perdi no tempo!
Há que inverter a marcha e acelerar o ritmo…
Talvez  assim eu,
o tempo,
tenha ainda tempo
de chegar ao ponto de partida
com tempo de chegar ao destino à hora marcada
para chegada.

E eu, que sou o tempo, pergunto-me
agora,
neste preciso momento:
« Será este o meu momento?
O momento do meu tempo de ser tempo?»

Que loucura, que devaneio!
Ora eu a cogitar… quando sei que o tempo,
o tempo que sou,
é apenas uma ilusão,
uma criação
desta vida de terceira dimensão!


De Maria La-Salete Sá (14/03/2016------14h 54

DIVAGAÇÕES SOBRE A LOUCURA

Não há dúvida!
A imensidão da loucura é uma realidade.
Mas há que distinguir entre espécies de loucura:
- a loucura do elogio
- a loucura do poeta
- a loucura da sanidade…
… e também a sanidade da loucura,
além de outros aspetos não menos loucos….

Mas … onde me encaixo eu nestes conceitos de loucura?
Eu que, quando nasci não o pensei…
e nem mesmo enquanto cresci,
mas hoje…eu penso.
E penso que me encaixo em todos eles…
Sou poeta, logo sou louca,
tão louca que faço da loucura o elogio da poesia,
e nesta poesia me encontro em sã loucura,
que por seu turno se manifesta
na sanidade da loucura…

E o que seria da vida sem estes devaneios de loucura?


De Maria La-Salete Sá (14/03/2016)

(imagem da net)

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

TERRA VIVA, TERRA VIVA!

Terra Viva, Terra Viva,
meu espaço de conviver
onde a boa comida,
saudável e apetecida
se degusta com prazer


Terra Viva, Terra Viva,
meu local de poetar,
entre o real e a fantasia
trabalha-se a alquimia
em partilha salutar!

Terra Viva, Terra Viva,
de pessoas geniais,
desde o Francisco José,
até à Sofia e ao Zé,
todos tão especiais…

…que…

Fazem deste cantinho
o tal espaço de conviver
onde a boa comida,
saudável e apetecida
se degusta com prazer


De Maria La-Salete Sá

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

LUÍSA

Havia uma menina
airosa,
traquina,
de nome Luísa…

Era uma menina que via,
de olhos fechados,
coisas que não havia,
mas que ela vestia
de sonhos doirados.

Havia uma menina
airosa,
traquina,
de nome Luísa…

Luísa brincava,
Luísa corria,
Luísa cantava,
Luísa sonhava,
Luísa vivia…

Havia uma menina
airosa,
traquina,
de nome Luísa…

E esta menina,
assim traquina,
desenhava casas,
desenhava flores
e inventava cores…

Pintava a casa
na cor do nada,
pintava a vidraça
sem cor nem graça
pintava a boneca
na cor da treta
e de azul cor de pato
pintava o macaco.

Havia uma menina
airosa,
traquina,
de nome Luísa…

que se perdia
em recantos
de encantos

de fantasia.     


De Maria La-Salete Sá (03-02-2016)

domingo, 10 de janeiro de 2016

MEU VELHO CARVALHO

A gota de orvalho
brilhava
na folha verde do velho carvalho…
era uma gota redondinha,
suspensa
naquela folha
ainda menina!

Uma gota…
uma gota de orvalho tão cheia de vida,
tão cheia de luz,
tão cheia de cor!
Uma gota de orvalho,
casa e abrigo
da fada-flor!

Uma gota de orvalho
que guardava os desejos
que o vento trazia…
e a fada-flor,
ao cobri-los de amor,
criava a magia
que lhes dava vida.

Veio depois o vento,
um vento suave que
delicadamente
à porta bateu.
Um sorriso espelhou,
a porta se abriu
e logo por ela a fada saiu.

E o velho carvalho,
-Mago encantado-
com a ajuda da fada
dá vida aos sonhos
que o vento vai deixando…
… na gota de orvalho.
 
De Maria La-Salete Sá (09/01/2016……00:27h)


 (imagem do google)