quarta-feira, 27 de julho de 2016

NO SALÃO DA COMPANHIA BRAVO DOS BOMBEIROS VOLUNTÁRIOS DA CIDADE DE ESPINHO

COM FERNANDA CABRAL (ILUSTRADORA) E MARIDO, JULIÃO CABRAL (FOTÓGRAFO)

E... TANTOS MAIS AMIGOS E AMIGAS QUE NÃO MENCIONEI, MAS QUE ESTÃO NÃO SÓ NAS FOTOS, MAS TAMBÉM (E SOBRETUDO!) NO MEU CORAÇÃO...

PARA TODOS, INCLUINDO OS QUE NÃO PUDERAM ESTAR PESSOALMENTE, VAI O MEU ABRAÇO, AQUELE ABRAÇO CAPAZ DE ESPALHAR TERNURAS, CARINHO, AMOR...

NO SALÃO DA COMPANHIA BRAVO DOS BOMBEIROS VOLUNTÁRIOS DA CIDADE DE ESPINHO

OLHA O JAPONÊS!!! NO  ABRAÇO AMIGO  DA CÂNDIDA!


... E O CARINHO DO MANINHO!!!


... E O EMBALO DO MIMINHO DO MARIDO
...


... E A EMOÇÃO A AFLORAR...









NO SALÃO DA COMPANHIA BRAVO DOS BOMBEIROS VOLUNTÁRIOS DA CIDADE DE ESPINHO

EIS CHEGADA A HORA DOS AUTÓGRAFOS...





















NO SALÃO DA COMPANHIA BRAVO DOS BOMBEIROS VOLUNTÁRIOS DA CIDADE DE ESPINHO

DOMINGAS CHORAMINGAS, dramatizado por Vítor Rocha

Por tudo e por nada
Domingas chorava.
Se perdia no jogo,
Choramingava,
Da comida nunca gostava
E porque não gostava,
Choramingava…
Não tinha chocolate,
Barafustava.
O pai ralhava,
Ela amuava…
E, como chorava
Por tudo e por nada,
Parecia que andava
Sempre constipada.
Sempre a fungar.
Amigos, não tinha
Porque ninguém queria
Com ela brincar.
E todos diziam
Para a arreliar:
«A Domingas
É uma choramingas,
Só sabe chorar!
A Domingas
É uma choramingas,
Só sabe amuar.
A Domingas
É uma choramingas
Nem sabe brincar…»
E tantas vezes ouviu,
Que um dia achou graça
E até sorriu!
E sorriu,
E sorriu…
E descobriu
Que ser alegre
E saber brincar
É muito melhor
Do que choramingar!

Agora a Domingas,
De nome Choramingas,
Entra nas brincadeiras,
Ri à gargalhada
Também por tudo e por nada,
Mas não tem pingo no nariz,

Agora é uma menina feliz!

NO SALÃO DA COMPANHIA BRAVO DOS BOMBEIROS VOLUNTÁRIOS DA CIDADE DE ESPINHO

CHEGOU A MINHA VEZ DE "TRAZER A CENA" O TAL... JAPONÊS...


LENGALENGA

A Portugal
Chegou um japonês
Que não sabia
 Falar português.
E o português
Que não sabia japonês
Logo achou
Que falar japonês
Era igual a falar chinês.
Pensou uma vez,
Pensou outra vez…
Como poderia
Falar ao japonês?
Talvez ele soubesse
Falar inglês.
Mas nem inglês,
Nem português…
E o português
Não sabia chinês,
Quanto mais japonês…
Ora então o que fazer
Se nem inglês,
E muito menos português
Sabia falar
O japonês.
E ficou a pensar:
«Será que o japonês
Sabe francês?»
E quando em francês falou
Somente o japonês
Um  tiquiti pronunciou.

E para o português,
Que não sabia japonês,
E para o japonês
Que não sabia português,
Nem inglês,
Nem sequer francês,
A história acabou.                     


NO SALÃO DA COMPANHIA BRAVO DOS BOMBEIROS VOLUNTÁRIOS DA CIDADE DE ESPINHO







A MINHA AMIGA E ILUSTRADORA FERNANDA CABRAL, A DAR VOZ A «LUZIA MARIA»





LUZIA MARIA


Luzia Maria
Tinha a mania
Que tudo sabia.
Que sabia ler,
Que sabia escrever
Que até sabia
Inventar
Histórias de encantar.

E, se o dizia,
Assim fazia
(ou pensava que fazia…)

Até que um dia…
Um dia de grande invernia,
A Luzia Maria
Descobriu
Que nem tudo sabia…
Era tanta a chuva,
Era tanto o vento,
Que o seu guarda-chuva
Virou vira-vento…
E Luzia Maria
Era marionete
Ao sabor do tempo…
Gira para aqui,
Rodopia para ali,
Nem guarda-chuva,
Nem chapéu, nem lenço
Ela soube segurar,
Tudo o vento levou,
Tudo foi pelo ar…

… E Luzia Maria
Aquela que pensava
Que tudo sabia,
Nesse dia
De grande invernia
Descobriu
Que ter a mania
Até parecia
Uma tirania,
Uma vaidade
Sem serventia.



NO SALÃO DA COMPANHIA BRAVO DOS BOMBEIROS VOLUNTÁRIOS DA CIDADE DE ESPINHO



A NUVEM, O SOL E O GIRASSOL

A nuvem espreitou
Por detrás do sol
E viu, lá em baixo
Um girassol.
Tão grande,
 Tão lindo
Sempre sorrindo,
Sempre girando
Sempre seguindo
O sol…

E o sol diz:
“Sou tão brilhante,
Dou luz e calor
Dou brilho e cor!
Como sou importante!”

E a nuvem pensou:
“Sou pequenina,
Sem luz, sem calor…
Feita de água,
Não tenho valor…”

Pensando assim
Saiu chorosa
Das costas do sol…
E lágrimas rolaram
E regaram
O girassol.

E esta flor,
De agradecida
Abraçou a nuvem
Com tanto amor,
Tão cheia de vida!
Provando então
Que tudo na vida
Tem seu valor.

Envergonhado,
O sol pensou:
“Sim, sou importante,
Mas fui arrogante…
Sou estrela,
Sou luz e calor,
Mas esta nuvem
Tem mais esplendor…

E, assim como eu,
Também é precisa
Para que o girassol
Não morra, mas viva.”

E de novo sorriu
Porque decidiu
Ser humilde e amigo.

Soltou um raio,
Feito sorriso,
Beijou a nuvem.
E juntos brincaram
No céu, no ar.

E, na terra, o girassol,
De tão contente,
Pôs-se a cantar:
“É bom ter amigos
E poder brincar,
Mas melhor ainda,
É saber amar!”