sexta-feira, 5 de maio de 2017
Não quero sufocar-te,
Não quero sufocar-te,
só quero o teu amor,
a tua presença...
Sem ti fico perdida,
incapaz de penetrar
na corrente do meu pensamento...
Porque... pensamento inconstante,
tal viajante louco,
sem rumo,
inquieto e inquietante
no deambular...
Não quero sufocar-te,
apenas quero amar-te
assim como sou,
assim como sei amar...
De Maria La-Salete Sá (20/02/1988 21:50h)
AMO-TE E QUERO-TE
Amo-te e quero-te
neste desespero imenso de nunca te ter,
nesta angústia constante de ter que calar,
neste tormento infinito de ter que olhar o mundo
e saber...
... que tenho de aceitar o desprezo e o desamor
de quem quero ajudar...
Amo-te e quero-te
sem poder falar,
sem poder pensar no teu olhar,
sem poder ser livre e acordar
para o mundo que me cerca...
Amo-te e quero-te
com este sexo quente que te deseja,
com este coração ardente que te busca,
com este sentimento impertinente
que me arrasa e amachuca...
Amo-te e quero-te
fechada nas paredes do meu silêncio,
sonho teu corpo no meu a cada momento,
acaricio teu peito, abraço-te e beijo-te
em pensamento...
... e desfaleço de desejo e amor
encurralada no tempo,
sem tempo nem jeito
de te querer, de te ver,
de me dar, de te ter...
Amo-te e quero-te
no sofrimento atroz
de saber que esta vida se fechou
para mim..., para nós,
de não ter vida para viver,
de esperar
- enferma de alma -
a hora de morrer...
Mas... afinal já morri...
para o mudo,
para ti...
De Maria La-Salete Sá (19/01/1988 22:55h)
neste desespero imenso de nunca te ter,
nesta angústia constante de ter que calar,
neste tormento infinito de ter que olhar o mundo
e saber...
... que tenho de aceitar o desprezo e o desamor
de quem quero ajudar...
Amo-te e quero-te
sem poder falar,
sem poder pensar no teu olhar,
sem poder ser livre e acordar
para o mundo que me cerca...
Amo-te e quero-te
com este sexo quente que te deseja,
com este coração ardente que te busca,
com este sentimento impertinente
que me arrasa e amachuca...
Amo-te e quero-te
fechada nas paredes do meu silêncio,
sonho teu corpo no meu a cada momento,
acaricio teu peito, abraço-te e beijo-te
em pensamento...
... e desfaleço de desejo e amor
encurralada no tempo,
sem tempo nem jeito
de te querer, de te ver,
de me dar, de te ter...
Amo-te e quero-te
no sofrimento atroz
de saber que esta vida se fechou
para mim..., para nós,
de não ter vida para viver,
de esperar
- enferma de alma -
a hora de morrer...
Mas... afinal já morri...
para o mudo,
para ti...
De Maria La-Salete Sá (19/01/1988 22:55h)
MEMÓRIAS DE UM SONHO (30/11/14)
Esta noite
tive um sonho que me deixou a pensar… e
deixou-me a pensar por dois motivos:
- Primeiro,
porque me lembrei nitidamente de parte dele bastante depois de acordar, quando,
se não escrevo mal acorde, pelo menos alguns tópicos, logo ele fica esquecido. E
o que aconteceu foi precisamente o contrário, quando acordei nem me lembrei do
sonho, nem sequer pensei se teria ou não sonhado. A sua memória veio já eu
estava acordada há, pelo menos, uns dez minutos!
- Segundo, a
memória chegou com tamanha precisão, toda ela, menos a pessoa de quem estava à
procura no sonho…
- Por
último (afinal ainda há um terceiro
motivo), se por um lado me deixa apreensiva e preocupada, razão porque tenho
necessidade de o escrever, por outo lado, a par com esta preocupação e
apreensão, há uma sensação de paz e de tranquilidade que me envolve e que não
consigo “enquadrar” no contexto do sonho… ou talvez até consiga! Esta
tranquilidade e paz esteve presente no sonho.
E agora aqui
fica o sonho:
Estava em S.
Pedro (Paraíso, Castelo de Paiva), na estrada junto à igreja. Eu ia para a igreja, talvez à missa, mas
muitas pessoas subiam a rampa em direção ao cemitério todas com ramos de
flores, tendo-me chamado a atenção um ramo de coroas de rei cor de fogo que uma
senhora levava (agora ao escrever parece que identifico esta senhora com a
Otília), ou seja, em vez de descerem os degraus que dão para o adro da igreja,
subiam, em direção contrária, para o cemitério. E era já a hora do ofício
religioso (talvez a missa). Embora intrigada pelo facto de tanta gente ir ao
cemitério em vez de ir à igreja, segui o meu caminho com o intuito de verificar
se (e onde, dentro da igreja) estava alguém (um familiar, que agora não consigo nem consegui) saber
quem… Verifiquei, entrando na porta lateral esquerda ( em relação ao
frontespício da igreja), mas não estava. Fui então á entrada, também não
estava, na outra entrada lateral, também não…
Não me lembro
de mais nada, sei apenas que fiquei apreensiva, mas não preocupada pelo facto
de não ver a pessoa que procurava. E agora, como que um flash de memória, veio
à minha mente o meu pai. Seria ele de quem eu andava à procura?
Qual a relação de não o encontrar com o cemitério?
Talvez a sensação de tranquilidade se deva ao facto de saber que, mesmo camufladamente, a certeza de que o meu pai (ou a pessoa que procurava) se encontrva bem e livre de qualquer perigo...
Texto publicado muito depois do acontecimento onírico, embora escrito na altura.
Maria La-Salete Sá
Qual a relação de não o encontrar com o cemitério?
Talvez a sensação de tranquilidade se deva ao facto de saber que, mesmo camufladamente, a certeza de que o meu pai (ou a pessoa que procurava) se encontrva bem e livre de qualquer perigo...
Texto publicado muito depois do acontecimento onírico, embora escrito na altura.
Maria La-Salete Sá
SOU TÃO FELIZ
Sou tão
feliz!
As dificuldades
da vida
ajudam-me a
viver!
E como vivo!
Vivo!
E já não tenho
medo
de andar…
Sou tão
feliz!
Que mais
posso desejar
além da
realização do meu sonho?
Serei professora!
Mestra de
crianças pequenas e inocentes,
amiga das sombras
do que fui,
apaixonada pelas
flores que farei desabrochar!
Sou tão
feliz!
Feliz no rumo
que estou a seguir,
feliz na vida
que estou a viver,
feliz no
futuro que me espera…
Sou tão
feliz!
Mas como sou
FELIZ!
De Maria
La-Salete Sá (01/10/1972)
sexta-feira, 21 de abril de 2017
SUSSURRO QUENTE DA NOITE
No
sussurro quente da noite, languidamente o sono boceja…
Sono
cansado de tantos caminhos em sonhos perdido…,
Em
sonhos achado…
Perdido
na bruma do devaneio
Entre
nevoeiros de solidão… a lembrar abril,
Achado
no sonho onde a quimera se faz real…
No
sussurro quente da noite…
Deixemos
que cada sonho se sonhe,
Que
os nevoeiros da solidão se dissipem
E
que os sonhos se tornem quietudes
Que
sejam abraços,
Que
sejam sorrisos, afetos, afagos…
Deixemos
que o sussurro quente da noite
Adormeça
a solidão
E
que o sonho se torne abril
No
despertar da manhã clara.
De
Maria La-Salete Sá
(imagem da net)
quarta-feira, 25 de janeiro de 2017
TEMPO INTEMPORAL
O
que há de mais intemporal que o tempo?
Do
que o tempo que se perde a cada momento
E
a cada momento se encontra?
O
que há de mais intemporal que o tempo
Se
ele traz dia após dia o mesmo sol,
Noite
após noite as mesmas estrelas?
O
que há de mais intemporal do que o tempo
Se
no próprio tempo ele se perde
E
se retoma instante a instante…?
O que
há de mais intemporal?
O
que há?!...
Apenas
o sopro que…
No remoto tempo
O tempo criou…
De Maria La-Salete Sá (25/01/2017)
imagem da net
imagem da net
terça-feira, 17 de janeiro de 2017
FORA DO NORMAL...
A vida é um acontecer de acontecimentos ininterruptos, ora
calmos e serenos, ora agitados e plenos de surpresas.
Ultimamente tem sido assim a minha vida...
Eu, que pensava conduzi-la e controlá-la, reconheço que tem sido ela a conduzir e a orientar o meu agir, o meu saber ser, dar, aceitar e estar...
Têm sido dias em que, longe de me centrar na habitual rotina do dia a dia, vejo que as ações, os pensamentos e até as minhas prioridades têm sido ditadas por situações pontuais, situações estas que me conduzem para fora de mim, na participação ativa e consciente, numa entrega aos acontecimentos que vêm surgindo. São estes acontecimentos, muitos deles inesperados, que se têm transformado nos faróis orientadores das minhas ações, dos meus pensamentos, dos meus sentimentos e emoções, empurrando-me para fora da minha zona de conforto, levando-me ao encontro de quem de mim precisa...
Tem sido o meu duplo, o meu duplo espiritual a viver em mim e por mim. Quase posso dizer que tenho sido mais do que eu nos momentos em que me transformo tão somente em ouvinte, sem questionamentos, sem juízos de valores pré concebidos... Tenho sido ouvinte atenta, recetáculo de confidências e motor de ajuda permanente. Têm sido tantos os momentos, as situações que vêm ao meu encontro, uns pedindo para simplesmente serem ouvidos, outros para transmissão de reiki, outros para receberem uma palavra de conforto, de carinho...Têm sido situações que me vão pondo à prova, que me alertam para o facto da vida ser feita de vários conceitos e de diversas verdades.
São verdades que me são confidenciadas e, mesmo não fazendo parte do meu estado de ser, consciencializam-me de que são etapas no percurso de quem me interpela e pede ajuda, que não sendo as minhas verdades, são as verdades desse patamar existencial.
Não dou conselhos, transmito o que a minha alma sente e crê, a luz que orienta o meu caminho, sem imposições, deixando que a pessoa (ou as pessoas) a quem me dirijo aceitem ou não as minhas ideias, a minha conduta, a minha ética.
É isso, procuro manter a ética nas conversas que se desenrolam quando me querem como ouvinte, como terapeuta, como ombro amigo.
Estando, ou tendo estado assim envolvida, o meu tempo para ler, escrever e estar mais em mim vai-se perdendo. Mas jamais se perde porque, mesmo fora de mim, mesmo com e para os outros, é o amor que carrego no coração, o amor pelo que EU SOU que orienta e tem orientado estes dias, estes momentos.
Sei que só amando o SER QUE SOU poderei amar quem sou, quem e o que me rodeia, porque se me deixar ser apenas este pequeno eu egóico, nada sou…, mas sendo EU como presença de AMOR e LUZ, ou seja, EU o SER INTERNO que me habita e a quem AMO, não tenho limites nem impedimentos para a comunhão plena com TUDO e com TODOS, pois que TUDO e TODOS somos AMOR DIVINO e INCONDICIONAL.
Ultimamente tem sido assim a minha vida...
Eu, que pensava conduzi-la e controlá-la, reconheço que tem sido ela a conduzir e a orientar o meu agir, o meu saber ser, dar, aceitar e estar...
Têm sido dias em que, longe de me centrar na habitual rotina do dia a dia, vejo que as ações, os pensamentos e até as minhas prioridades têm sido ditadas por situações pontuais, situações estas que me conduzem para fora de mim, na participação ativa e consciente, numa entrega aos acontecimentos que vêm surgindo. São estes acontecimentos, muitos deles inesperados, que se têm transformado nos faróis orientadores das minhas ações, dos meus pensamentos, dos meus sentimentos e emoções, empurrando-me para fora da minha zona de conforto, levando-me ao encontro de quem de mim precisa...
Tem sido o meu duplo, o meu duplo espiritual a viver em mim e por mim. Quase posso dizer que tenho sido mais do que eu nos momentos em que me transformo tão somente em ouvinte, sem questionamentos, sem juízos de valores pré concebidos... Tenho sido ouvinte atenta, recetáculo de confidências e motor de ajuda permanente. Têm sido tantos os momentos, as situações que vêm ao meu encontro, uns pedindo para simplesmente serem ouvidos, outros para transmissão de reiki, outros para receberem uma palavra de conforto, de carinho...Têm sido situações que me vão pondo à prova, que me alertam para o facto da vida ser feita de vários conceitos e de diversas verdades.
São verdades que me são confidenciadas e, mesmo não fazendo parte do meu estado de ser, consciencializam-me de que são etapas no percurso de quem me interpela e pede ajuda, que não sendo as minhas verdades, são as verdades desse patamar existencial.
Não dou conselhos, transmito o que a minha alma sente e crê, a luz que orienta o meu caminho, sem imposições, deixando que a pessoa (ou as pessoas) a quem me dirijo aceitem ou não as minhas ideias, a minha conduta, a minha ética.
É isso, procuro manter a ética nas conversas que se desenrolam quando me querem como ouvinte, como terapeuta, como ombro amigo.
Estando, ou tendo estado assim envolvida, o meu tempo para ler, escrever e estar mais em mim vai-se perdendo. Mas jamais se perde porque, mesmo fora de mim, mesmo com e para os outros, é o amor que carrego no coração, o amor pelo que EU SOU que orienta e tem orientado estes dias, estes momentos.
Sei que só amando o SER QUE SOU poderei amar quem sou, quem e o que me rodeia, porque se me deixar ser apenas este pequeno eu egóico, nada sou…, mas sendo EU como presença de AMOR e LUZ, ou seja, EU o SER INTERNO que me habita e a quem AMO, não tenho limites nem impedimentos para a comunhão plena com TUDO e com TODOS, pois que TUDO e TODOS somos AMOR DIVINO e INCONDICIONAL.
Pois então que seja este AMOR a mola impulsionadora de todos os momentos da
nossa vida.
Maria La-Salete Sá (16/01/2017)
(imagens da net)
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