Tu, meu amigo, que sofres
a perda de um ente querido
não vejas só a brutalidade da vida,
não vejas só a ironia que ela é,
vê, sente e acredita que tens que viver.
Eu estou aqui, contigo...
e há tantos "eus" a partilhar a tua dor,
a querer ajudar-te a prosseguir,
mas sem saberem como agir...
Reparte connosco a tristeza,
deixa que te demos a mão,
porque força é união.
Tenta.
talvez na partilha,
na comunhão e interajuda
encontres na tua vida
uma mão amiga,
uma palavra de esperança,
um acto de solidariedade
que te mostrem que a realidade
é menos dura na fraternidade...
E eu sou tua amiga!
De Maria la-Salete Sá (03/10/1986)
(imagem da net)
sexta-feira, 5 de maio de 2017
EM VÃO...
A chuva impertinente que cai lá fora
turva-me a vista e os sentidos,
a ausência de carinho que tenho cá dentro
enche a minha saudade de ti...
E tão cinzento como o céu que me cerca,
triste e sombrio
está o meu coração angustiado...
... de tanto amar...
...em vão...
De Maria La-Salete Sá (10/12/1987 15:35h)
(imagem da net)
REPERCUSSÃO
Em consciência
pergunto ao meu ego
o que sou, o que penso, o que quero
e apenas os ecos do inconsciente
repercutem em mim
que o meu querer
e o meu pensar
são de todo opostos à minha razão consciente...
De Maria La-Salete Sá (25/07/1987)
Não quero sufocar-te,
Não quero sufocar-te,
só quero o teu amor,
a tua presença...
Sem ti fico perdida,
incapaz de penetrar
na corrente do meu pensamento...
Porque... pensamento inconstante,
tal viajante louco,
sem rumo,
inquieto e inquietante
no deambular...
Não quero sufocar-te,
apenas quero amar-te
assim como sou,
assim como sei amar...
De Maria La-Salete Sá (20/02/1988 21:50h)
AMO-TE E QUERO-TE
Amo-te e quero-te
neste desespero imenso de nunca te ter,
nesta angústia constante de ter que calar,
neste tormento infinito de ter que olhar o mundo
e saber...
... que tenho de aceitar o desprezo e o desamor
de quem quero ajudar...
Amo-te e quero-te
sem poder falar,
sem poder pensar no teu olhar,
sem poder ser livre e acordar
para o mundo que me cerca...
Amo-te e quero-te
com este sexo quente que te deseja,
com este coração ardente que te busca,
com este sentimento impertinente
que me arrasa e amachuca...
Amo-te e quero-te
fechada nas paredes do meu silêncio,
sonho teu corpo no meu a cada momento,
acaricio teu peito, abraço-te e beijo-te
em pensamento...
... e desfaleço de desejo e amor
encurralada no tempo,
sem tempo nem jeito
de te querer, de te ver,
de me dar, de te ter...
Amo-te e quero-te
no sofrimento atroz
de saber que esta vida se fechou
para mim..., para nós,
de não ter vida para viver,
de esperar
- enferma de alma -
a hora de morrer...
Mas... afinal já morri...
para o mudo,
para ti...
De Maria La-Salete Sá (19/01/1988 22:55h)
neste desespero imenso de nunca te ter,
nesta angústia constante de ter que calar,
neste tormento infinito de ter que olhar o mundo
e saber...
... que tenho de aceitar o desprezo e o desamor
de quem quero ajudar...
Amo-te e quero-te
sem poder falar,
sem poder pensar no teu olhar,
sem poder ser livre e acordar
para o mundo que me cerca...
Amo-te e quero-te
com este sexo quente que te deseja,
com este coração ardente que te busca,
com este sentimento impertinente
que me arrasa e amachuca...
Amo-te e quero-te
fechada nas paredes do meu silêncio,
sonho teu corpo no meu a cada momento,
acaricio teu peito, abraço-te e beijo-te
em pensamento...
... e desfaleço de desejo e amor
encurralada no tempo,
sem tempo nem jeito
de te querer, de te ver,
de me dar, de te ter...
Amo-te e quero-te
no sofrimento atroz
de saber que esta vida se fechou
para mim..., para nós,
de não ter vida para viver,
de esperar
- enferma de alma -
a hora de morrer...
Mas... afinal já morri...
para o mudo,
para ti...
De Maria La-Salete Sá (19/01/1988 22:55h)
MEMÓRIAS DE UM SONHO (30/11/14)
Esta noite
tive um sonho que me deixou a pensar… e
deixou-me a pensar por dois motivos:
- Primeiro,
porque me lembrei nitidamente de parte dele bastante depois de acordar, quando,
se não escrevo mal acorde, pelo menos alguns tópicos, logo ele fica esquecido. E
o que aconteceu foi precisamente o contrário, quando acordei nem me lembrei do
sonho, nem sequer pensei se teria ou não sonhado. A sua memória veio já eu
estava acordada há, pelo menos, uns dez minutos!
- Segundo, a
memória chegou com tamanha precisão, toda ela, menos a pessoa de quem estava à
procura no sonho…
- Por
último (afinal ainda há um terceiro
motivo), se por um lado me deixa apreensiva e preocupada, razão porque tenho
necessidade de o escrever, por outo lado, a par com esta preocupação e
apreensão, há uma sensação de paz e de tranquilidade que me envolve e que não
consigo “enquadrar” no contexto do sonho… ou talvez até consiga! Esta
tranquilidade e paz esteve presente no sonho.
E agora aqui
fica o sonho:
Estava em S.
Pedro (Paraíso, Castelo de Paiva), na estrada junto à igreja. Eu ia para a igreja, talvez à missa, mas
muitas pessoas subiam a rampa em direção ao cemitério todas com ramos de
flores, tendo-me chamado a atenção um ramo de coroas de rei cor de fogo que uma
senhora levava (agora ao escrever parece que identifico esta senhora com a
Otília), ou seja, em vez de descerem os degraus que dão para o adro da igreja,
subiam, em direção contrária, para o cemitério. E era já a hora do ofício
religioso (talvez a missa). Embora intrigada pelo facto de tanta gente ir ao
cemitério em vez de ir à igreja, segui o meu caminho com o intuito de verificar
se (e onde, dentro da igreja) estava alguém (um familiar, que agora não consigo nem consegui) saber
quem… Verifiquei, entrando na porta lateral esquerda ( em relação ao
frontespício da igreja), mas não estava. Fui então á entrada, também não
estava, na outra entrada lateral, também não…
Não me lembro
de mais nada, sei apenas que fiquei apreensiva, mas não preocupada pelo facto
de não ver a pessoa que procurava. E agora, como que um flash de memória, veio
à minha mente o meu pai. Seria ele de quem eu andava à procura?
Qual a relação de não o encontrar com o cemitério?
Talvez a sensação de tranquilidade se deva ao facto de saber que, mesmo camufladamente, a certeza de que o meu pai (ou a pessoa que procurava) se encontrva bem e livre de qualquer perigo...
Texto publicado muito depois do acontecimento onírico, embora escrito na altura.
Maria La-Salete Sá
Qual a relação de não o encontrar com o cemitério?
Talvez a sensação de tranquilidade se deva ao facto de saber que, mesmo camufladamente, a certeza de que o meu pai (ou a pessoa que procurava) se encontrva bem e livre de qualquer perigo...
Texto publicado muito depois do acontecimento onírico, embora escrito na altura.
Maria La-Salete Sá
SOU TÃO FELIZ
Sou tão
feliz!
As dificuldades
da vida
ajudam-me a
viver!
E como vivo!
Vivo!
E já não tenho
medo
de andar…
Sou tão
feliz!
Que mais
posso desejar
além da
realização do meu sonho?
Serei professora!
Mestra de
crianças pequenas e inocentes,
amiga das sombras
do que fui,
apaixonada pelas
flores que farei desabrochar!
Sou tão
feliz!
Feliz no rumo
que estou a seguir,
feliz na vida
que estou a viver,
feliz no
futuro que me espera…
Sou tão
feliz!
Mas como sou
FELIZ!
De Maria
La-Salete Sá (01/10/1972)
sexta-feira, 21 de abril de 2017
SUSSURRO QUENTE DA NOITE
No
sussurro quente da noite, languidamente o sono boceja…
Sono
cansado de tantos caminhos em sonhos perdido…,
Em
sonhos achado…
Perdido
na bruma do devaneio
Entre
nevoeiros de solidão… a lembrar abril,
Achado
no sonho onde a quimera se faz real…
No
sussurro quente da noite…
Deixemos
que cada sonho se sonhe,
Que
os nevoeiros da solidão se dissipem
E
que os sonhos se tornem quietudes
Que
sejam abraços,
Que
sejam sorrisos, afetos, afagos…
Deixemos
que o sussurro quente da noite
Adormeça
a solidão
E
que o sonho se torne abril
No
despertar da manhã clara.
De
Maria La-Salete Sá
(imagem da net)
quarta-feira, 25 de janeiro de 2017
TEMPO INTEMPORAL
O
que há de mais intemporal que o tempo?
Do
que o tempo que se perde a cada momento
E
a cada momento se encontra?
O
que há de mais intemporal que o tempo
Se
ele traz dia após dia o mesmo sol,
Noite
após noite as mesmas estrelas?
O
que há de mais intemporal do que o tempo
Se
no próprio tempo ele se perde
E
se retoma instante a instante…?
O que
há de mais intemporal?
O
que há?!...
Apenas
o sopro que…
No remoto tempo
O tempo criou…
De Maria La-Salete Sá (25/01/2017)
imagem da net
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terça-feira, 17 de janeiro de 2017
FORA DO NORMAL...
A vida é um acontecer de acontecimentos ininterruptos, ora
calmos e serenos, ora agitados e plenos de surpresas.
Ultimamente tem sido assim a minha vida...
Eu, que pensava conduzi-la e controlá-la, reconheço que tem sido ela a conduzir e a orientar o meu agir, o meu saber ser, dar, aceitar e estar...
Têm sido dias em que, longe de me centrar na habitual rotina do dia a dia, vejo que as ações, os pensamentos e até as minhas prioridades têm sido ditadas por situações pontuais, situações estas que me conduzem para fora de mim, na participação ativa e consciente, numa entrega aos acontecimentos que vêm surgindo. São estes acontecimentos, muitos deles inesperados, que se têm transformado nos faróis orientadores das minhas ações, dos meus pensamentos, dos meus sentimentos e emoções, empurrando-me para fora da minha zona de conforto, levando-me ao encontro de quem de mim precisa...
Tem sido o meu duplo, o meu duplo espiritual a viver em mim e por mim. Quase posso dizer que tenho sido mais do que eu nos momentos em que me transformo tão somente em ouvinte, sem questionamentos, sem juízos de valores pré concebidos... Tenho sido ouvinte atenta, recetáculo de confidências e motor de ajuda permanente. Têm sido tantos os momentos, as situações que vêm ao meu encontro, uns pedindo para simplesmente serem ouvidos, outros para transmissão de reiki, outros para receberem uma palavra de conforto, de carinho...Têm sido situações que me vão pondo à prova, que me alertam para o facto da vida ser feita de vários conceitos e de diversas verdades.
São verdades que me são confidenciadas e, mesmo não fazendo parte do meu estado de ser, consciencializam-me de que são etapas no percurso de quem me interpela e pede ajuda, que não sendo as minhas verdades, são as verdades desse patamar existencial.
Não dou conselhos, transmito o que a minha alma sente e crê, a luz que orienta o meu caminho, sem imposições, deixando que a pessoa (ou as pessoas) a quem me dirijo aceitem ou não as minhas ideias, a minha conduta, a minha ética.
É isso, procuro manter a ética nas conversas que se desenrolam quando me querem como ouvinte, como terapeuta, como ombro amigo.
Estando, ou tendo estado assim envolvida, o meu tempo para ler, escrever e estar mais em mim vai-se perdendo. Mas jamais se perde porque, mesmo fora de mim, mesmo com e para os outros, é o amor que carrego no coração, o amor pelo que EU SOU que orienta e tem orientado estes dias, estes momentos.
Sei que só amando o SER QUE SOU poderei amar quem sou, quem e o que me rodeia, porque se me deixar ser apenas este pequeno eu egóico, nada sou…, mas sendo EU como presença de AMOR e LUZ, ou seja, EU o SER INTERNO que me habita e a quem AMO, não tenho limites nem impedimentos para a comunhão plena com TUDO e com TODOS, pois que TUDO e TODOS somos AMOR DIVINO e INCONDICIONAL.
Ultimamente tem sido assim a minha vida...
Eu, que pensava conduzi-la e controlá-la, reconheço que tem sido ela a conduzir e a orientar o meu agir, o meu saber ser, dar, aceitar e estar...
Têm sido dias em que, longe de me centrar na habitual rotina do dia a dia, vejo que as ações, os pensamentos e até as minhas prioridades têm sido ditadas por situações pontuais, situações estas que me conduzem para fora de mim, na participação ativa e consciente, numa entrega aos acontecimentos que vêm surgindo. São estes acontecimentos, muitos deles inesperados, que se têm transformado nos faróis orientadores das minhas ações, dos meus pensamentos, dos meus sentimentos e emoções, empurrando-me para fora da minha zona de conforto, levando-me ao encontro de quem de mim precisa...
Tem sido o meu duplo, o meu duplo espiritual a viver em mim e por mim. Quase posso dizer que tenho sido mais do que eu nos momentos em que me transformo tão somente em ouvinte, sem questionamentos, sem juízos de valores pré concebidos... Tenho sido ouvinte atenta, recetáculo de confidências e motor de ajuda permanente. Têm sido tantos os momentos, as situações que vêm ao meu encontro, uns pedindo para simplesmente serem ouvidos, outros para transmissão de reiki, outros para receberem uma palavra de conforto, de carinho...Têm sido situações que me vão pondo à prova, que me alertam para o facto da vida ser feita de vários conceitos e de diversas verdades.
São verdades que me são confidenciadas e, mesmo não fazendo parte do meu estado de ser, consciencializam-me de que são etapas no percurso de quem me interpela e pede ajuda, que não sendo as minhas verdades, são as verdades desse patamar existencial.
Não dou conselhos, transmito o que a minha alma sente e crê, a luz que orienta o meu caminho, sem imposições, deixando que a pessoa (ou as pessoas) a quem me dirijo aceitem ou não as minhas ideias, a minha conduta, a minha ética.
É isso, procuro manter a ética nas conversas que se desenrolam quando me querem como ouvinte, como terapeuta, como ombro amigo.
Estando, ou tendo estado assim envolvida, o meu tempo para ler, escrever e estar mais em mim vai-se perdendo. Mas jamais se perde porque, mesmo fora de mim, mesmo com e para os outros, é o amor que carrego no coração, o amor pelo que EU SOU que orienta e tem orientado estes dias, estes momentos.
Sei que só amando o SER QUE SOU poderei amar quem sou, quem e o que me rodeia, porque se me deixar ser apenas este pequeno eu egóico, nada sou…, mas sendo EU como presença de AMOR e LUZ, ou seja, EU o SER INTERNO que me habita e a quem AMO, não tenho limites nem impedimentos para a comunhão plena com TUDO e com TODOS, pois que TUDO e TODOS somos AMOR DIVINO e INCONDICIONAL.
Pois então que seja este AMOR a mola impulsionadora de todos os momentos da
nossa vida.
Maria La-Salete Sá (16/01/2017)
(imagens da net)
(imagens da net)
segunda-feira, 26 de dezembro de 2016
A PORTA DE TRÁS
Trás-trás-trás
Ouviu-se o
rapaz
Na porta de
trás…
…e…Zás!
Logo saíram
três,
três de uma
só vez:
o espanhol e
o francês
e depois o
inglês…
…que…por um
triz…
não partiu o
nariz
ao escorregar
num pau de
giz…
E o rapaz
na porta de
trás
ao ver que
eram três
três de uma
só vez
para um só
pau de giz
foi contar à Beatriz!
Esta chegou
veloz,
e de tanto
correr
quase ficou sem voz…
e só disse:
Troz…troz…
ai… perdi a
minha noz!...
Brilha ao
fundo uma luz,
ouve-se na
porta do lado
um:Truz…truz…truz…truz…
é um duende
de capuz…
Entra
sorrateiro o maroto,
faz piruetas,
corre e salta,
grita, canta,
faz traquinices,
mostra a sua
meninice e…
zás!
vem o rapaz!
logo depois
mais três,
três de uma
só vez,
rola no chão
um pau de giz,
corre para
ele a Beatriz,
e deixa cair uma
noz,
que rola,
rola veloz…
E o duende de
capuz…
caiu e fez…
CATRAPUZ!
De Maria La-Salete
Sá
(imagem da net)
domingo, 18 de dezembro de 2016
Rusga MF
https://youtu.be/8tLRZtTVNy0
Regresso às origens! Já o pai deste senhor cantava ao desafio na loja do meu pai, nos meus tempos de criança e de juventude!
quinta-feira, 8 de dezembro de 2016
MERGULHANDO NA MINHA ESSÊNCIA
Sempre que mergulho nas águas límpidas da minha essência, sei
que não sou apenas eu que nelas me encontro… Sempre que aí mergulho sou a
humanidade inteira, sou o TODO, sou o UM…
E ao saber-me assim, ao sentir-me assim, uma onda de amor me
agita, se expande, se propaga, na intenção de tocar cada coração, cada ser,
cada partícula por onde passar. É um amor que pretende abarcar o mundo num
abraço de pensamentos felizes, de pensamentos positivos, de esperança e de fé…,
um abraço capaz de tocar e penetrar nas barreiras onde se aloja a dor e o
sofrimento…, um abraço de compaixão, não um abraço de piedadezinha, mas um
abraço de paz onde a negatividade possa ser atenuada ou dissolvida.
E este abraço, tal onda em crescendo, percorrendo e
preenchendo de luz e de amor tudo e todos por onde passar, é o presente que
tenho para a vida, para o mundo, para mim, para a humanidade.
Fiquem então neste abraço.
Maria La-Salete Sá
Maria La-Salete Sá
quinta-feira, 17 de novembro de 2016
VISITA AO AGRUPAMENTO DE ESCOLAS DO COUTO MINEIRO DO PEJÃO
Pois bem, hoje vou falar de ontem, de ontem e de hoje. mas vou começar pelo princípio, ou seja, por ontem.
E ontem foi um dia MEMORÁVEL!, foi o dia em que me estreei levando às escolas o livro "Corrupio de Palavras". O contacto com os alunos foi de uma riqueza tal que não há cofre, nem banca, nem império financeiro onde se possa guardar tesouro tão grande, assim como grande em simpatia, cordialidade, organização... foi o que recebemos do corpo docente e auxiliar que nos recebeu. E digo "nos recebeu", porque me fiz acompanhar da minha amiga e ilustradora do livro, a Fernanda Cabral que, tal como eu, regressou a Espinho mais rica, preenchida com um sentimento de satisfação e felicidade contagiantes.
Trata-se de um Agrupamento que engloba alunos de lugares diversos (13 na totalidade) escolas, de lugares onde as escolas fecharam por falta de crianças e que agora se repartem por 6 escolas e 3 Jardins de Infância, um agrupamento onde muitas crianças ficam afastadas das famílias por distâncias consideráveis, algumas entre 8 a 10 km, mas nem a distância, nem o isolamento apagaram o entusiasmo e a alegria de receber, conversar, questionar a escritora e a ilustradora, assim como ler e ouvir ler poemas do livro em questão.
Como disse o entusiasmo dos meninos e das meninas não me deixou indiferente, emocionou-me ao máximo! Ver com que ansiedade esperavam que chegasse a sua vez para o autógrafo, ver que além do autógrafo no livro, alguns quiseram ainda um autógrafo no caderno para mostrarem em casa, e que, na última visita, as crianças também quiseram um autógrafo na mão, numa mão o meu autógrafo, na outra um desenho da ilustradora! Acontecimentos como estes são inolvidáveis! E para culminar o sucesso deste dia resta acrescentar que os 70 livros que foram para o agrupamento não foram suficientes...
E foi assim pleno o dia de ontem! Tão pleno, tão gratificante que tenho muita vontade de repetir, de passar por outras escolas, partilhar com outras crianças, voltar a sentir-me menina, voltar a sentir o carinho de momentos como estes. Mas antes de mais há que repor no Agrupamento os livros em falta. Para isso contactei ainda ontem a editora e hoje já tenho mais exemplares, na segunda feira já serão repostos na sede do Agrupamento os livros em falta.As mãos das crianças ilustradas e autografadas
16 de novembro, um dia mágico!
(Texto publicado ontem na minha página de facebook)
Boa noite amigos/as!
Estou só de passagem, cansada, cansada, cansada, mas muito FELIZ! Estou de ALMA CHEIA, MUITO CHEIA, cheia de alegria, de emoção, de felicidade, daí o meu cansaço, um cansaço saudável, sem dúvida!
"E a que se deve tal felicidade?" - perguntar-se-ão.
Pois bem, o que provocou este eclodir de sentimentos, cada qual o mais bonito e/ou intenso foi a visita que fiz às escolas do Agrupamento do Couto Mineiro do Pejão, Castelo de Paiva, na divulgação do meu livro "Coprrupio de Palavras". E não fui sozinha, comigo levei a minha grande amiga (e ilustradora do livro), a Fernanda Cabral.
Foi um acontecimento que superou em muito, em muitíssimo as minhas/nossas expectativas pela forma como fomos recebidas e mimadas, pelo contacto com as crianças, pelo envolvimento, pela alegria!... Da minha parte também pelo "voltar à minha infância" e à minha condição de professora em simultâneo. Senti-me a menina e a educadora, ensinei, partilhei, aprendi!
Obrigada Professoras, colegas e amigas, obrigada meninos e meninas que ficarão guardados no meu coração, obrigada auxiliares..., enfim, OBRIGADA a todos/as que partilharam e proporcionaram esta MAGIA DE SER, DE VIVER, DE APRENDER...!
BEM HAJAM!
Um obrigada especial à professora Fátima Marques pela organização deste evento!
Para todos/as o meu abraço!
Um obrigada especial à professora Fátima Marques pela organização deste evento!
Para todos/as o meu abraço!
"UM DIA DIFERENTE", do site "As linhas do coração", de Fernanda Cabral
Dezasseis de Novembro. 8 horas e quinze minutos de uma manhã iluminada pelo sol e eis-me à porta da minha amiga Sallete para partirmos para Oliveira do Arda concelho de Castelo de Paiva, para divulgarmos o livro de poesia infantil do qual é autora e que eu ilustrei. Este dia irá ficar marcado nas nossas memórias pela alegria, e boa disposição que nos trouxe; mas para perceberem melhor o que se passou vou entrar nalguns pormenores.
Depois de uma curta viagem chegamos ao Agrupamento do Couto Mineiro do Pejão onde fomos recebidas com uma amabilidade e cordialidade fora do comum; a professora Fátima bibliotecária do Agrupamento fez um trabalho fantástico convidando as escolas para se juntarem a nós, tratando dos transportes, da encomenda dos livros, etc.
No Auditório da escola repleto de crianças das escolas de Oliveira do Arda, Serradelo e Folgoso e respetivos Jardins de Infância passamos momentos maravilhosos interagindo com as crianças que nos fizeram perguntas sobre o livro e não só; alguns houve com interrogações pertinentes e engraçadìssimas. Depois da sessão de autógrafos tivemos direito a um cafèzinho gentilmente oferecido pelo Agrupamento e de seguida fomos conduzidas pela professora Fátima à escola da Póvoa e Picão onde novamente fomos brindadas com uma chuva de perguntas e a leitura de alguns poemas pelas crianças.
Entretanto estava a chegar a hora do almoço, despedimo-nos e viemos almoçar a casa do Sr. Agostinho em Oliveira do Arda e com um conceito que eu nunca tinha visto. É uma casa particular mas que tem a porta aberta a quem quiser almoçar;. Entramos e dirigimo-nos para a sala com uma mesa comprida posta a preceito que esperava pelos comensais, um belo presunto, azeitonas e uma broa divinal foi-nos servido como entrada, em seguida um belo frango caseiro assado, lombo de porco e umas batatinhas deliciosas, tudo da lavra do Sr. Agostinho, ainda tivemos direito a queijo e umas maçãs deliciosas do pomar e tudo isto regado com um vinho verde da região. Um manjar digno de reis ou dizendo melhor, de rainhas e que bem nos soube. Ainda fui comprar broa igual à que comi à padaria "Amora Doce", o café foi tomado no "Café Café" que pertence ao irmão da Salete; depois de uns minutos de descanso seguimos caminho para visitar a última escola , desta feita a "Escola de Casal da Renda", uma escola antiga com umas paisagens lindíssimas e onde mais uma vez as crianças se mostraram muito interessadas. Nada disto seria possível sem o empenho dos professores nesta divulgação e no trabalho feito com os alunos através dos poemas e desenhos; louvo este interesse e a
maneira como elucidaram os alunos da nossa chegada. Mais leituras, mais autógrafos, abraços, beijinhos e com convite para voltarmos outra vez eis-nos de regresso a casa
Um dia maravilhoso que nos encheu o coração de amor e carinho.
Todos os dias deviam ser iguais a este, mas tudo isto não teria sido possível sem o convite que a minha amiga Salete me fez portanto só posso dizer: "Obrigada Lete, estás no meu coração"!
Ah! e obrigado ao Indaleto que teve a amabilidade de nos servir de motorista e esperou por nós com toda a paciência do Mundo. ( tinha de dizer isto senão ainda ficava zangado comigo ah ah ah!)
Depois de uma curta viagem chegamos ao Agrupamento do Couto Mineiro do Pejão onde fomos recebidas com uma amabilidade e cordialidade fora do comum; a professora Fátima bibliotecária do Agrupamento fez um trabalho fantástico convidando as escolas para se juntarem a nós, tratando dos transportes, da encomenda dos livros, etc.
No Auditório da escola repleto de crianças das escolas de Oliveira do Arda, Serradelo e Folgoso e respetivos Jardins de Infância passamos momentos maravilhosos interagindo com as crianças que nos fizeram perguntas sobre o livro e não só; alguns houve com interrogações pertinentes e engraçadìssimas. Depois da sessão de autógrafos tivemos direito a um cafèzinho gentilmente oferecido pelo Agrupamento e de seguida fomos conduzidas pela professora Fátima à escola da Póvoa e Picão onde novamente fomos brindadas com uma chuva de perguntas e a leitura de alguns poemas pelas crianças.
Entretanto estava a chegar a hora do almoço, despedimo-nos e viemos almoçar a casa do Sr. Agostinho em Oliveira do Arda e com um conceito que eu nunca tinha visto. É uma casa particular mas que tem a porta aberta a quem quiser almoçar;. Entramos e dirigimo-nos para a sala com uma mesa comprida posta a preceito que esperava pelos comensais, um belo presunto, azeitonas e uma broa divinal foi-nos servido como entrada, em seguida um belo frango caseiro assado, lombo de porco e umas batatinhas deliciosas, tudo da lavra do Sr. Agostinho, ainda tivemos direito a queijo e umas maçãs deliciosas do pomar e tudo isto regado com um vinho verde da região. Um manjar digno de reis ou dizendo melhor, de rainhas e que bem nos soube. Ainda fui comprar broa igual à que comi à padaria "Amora Doce", o café foi tomado no "Café Café" que pertence ao irmão da Salete; depois de uns minutos de descanso seguimos caminho para visitar a última escola , desta feita a "Escola de Casal da Renda", uma escola antiga com umas paisagens lindíssimas e onde mais uma vez as crianças se mostraram muito interessadas. Nada disto seria possível sem o empenho dos professores nesta divulgação e no trabalho feito com os alunos através dos poemas e desenhos; louvo este interesse e a
maneira como elucidaram os alunos da nossa chegada. Mais leituras, mais autógrafos, abraços, beijinhos e com convite para voltarmos outra vez eis-nos de regresso a casa
Um dia maravilhoso que nos encheu o coração de amor e carinho.
Todos os dias deviam ser iguais a este, mas tudo isto não teria sido possível sem o convite que a minha amiga Salete me fez portanto só posso dizer: "Obrigada Lete, estás no meu coração"!
Ah! e obrigado ao Indaleto que teve a amabilidade de nos servir de motorista e esperou por nós com toda a paciência do Mundo. ( tinha de dizer isto senão ainda ficava zangado comigo ah ah ah!)
Fernanda Cabral
domingo, 9 de outubro de 2016
CORRUPIO DE PALAVRAS, o livro da Editora Mosaico de Palavras mais vendido na Feira do livro do Porto
Sim, é verdade! O meu último livro, Corrupio de Palavras, um livro
de poesia infantil, como já mencionado, foi o mais vendido pela
Editora Mosaico de Palavras na Feira do Livro do Porto!
Dizer que estou
feliz é pouco, mas esta felicidade não se deve apenas ao meu trabalho, mas sim
a um trabalho conjunto (e dividido) por mim, autora, pela minha amiga Fernanda
Cabral, ilustradora e pela fantástica divulgação da editora, através do
incansável empenho Elvira Santos, amiga e "editora", que cativou
crianças e pais para que ouvissem (ou lessem) alguns dos poemas constantes no
livro.
Obrigada! sem a
vossa ajuda e colaboração este livro não teria o impacto que agora tem!
Da minha página de facebook, em 16 de setembro de 2016
(Da minha página de facebook, em 16 de setembro de 20\6)
Obrigada Editora Mosaico de Palavras, obrigada companheiros das letras com quem tive o prazer de conviver (e pessoalmente conhecer --- Maria Gabriela Sá), enfim, um grande e extenso obrigada a todos os que de qualquer modo hoje fizeram parte do meu dia! Bem hajam
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