Tu, meu amigo, que sofres
a perda de um ente querido
não vejas só a brutalidade da vida,
não vejas só a ironia que ela é,
vê, sente e acredita que tens que viver.
Eu estou aqui, contigo...
e há tantos "eus" a partilhar a tua dor,
a querer ajudar-te a prosseguir,
mas sem saberem como agir...
Reparte connosco a tristeza,
deixa que te demos a mão,
porque força é união.
Tenta.
talvez na partilha,
na comunhão e interajuda
encontres na tua vida
uma mão amiga,
uma palavra de esperança,
um acto de solidariedade
que te mostrem que a realidade
é menos dura na fraternidade...
E eu sou tua amiga!
De Maria la-Salete Sá (03/10/1986)
(imagem da net)
sexta-feira, 5 de maio de 2017
EM VÃO...
A chuva impertinente que cai lá fora
turva-me a vista e os sentidos,
a ausência de carinho que tenho cá dentro
enche a minha saudade de ti...
E tão cinzento como o céu que me cerca,
triste e sombrio
está o meu coração angustiado...
... de tanto amar...
...em vão...
De Maria La-Salete Sá (10/12/1987 15:35h)
(imagem da net)
REPERCUSSÃO
Em consciência
pergunto ao meu ego
o que sou, o que penso, o que quero
e apenas os ecos do inconsciente
repercutem em mim
que o meu querer
e o meu pensar
são de todo opostos à minha razão consciente...
De Maria La-Salete Sá (25/07/1987)
Não quero sufocar-te,
Não quero sufocar-te,
só quero o teu amor,
a tua presença...
Sem ti fico perdida,
incapaz de penetrar
na corrente do meu pensamento...
Porque... pensamento inconstante,
tal viajante louco,
sem rumo,
inquieto e inquietante
no deambular...
Não quero sufocar-te,
apenas quero amar-te
assim como sou,
assim como sei amar...
De Maria La-Salete Sá (20/02/1988 21:50h)
AMO-TE E QUERO-TE
Amo-te e quero-te
neste desespero imenso de nunca te ter,
nesta angústia constante de ter que calar,
neste tormento infinito de ter que olhar o mundo
e saber...
... que tenho de aceitar o desprezo e o desamor
de quem quero ajudar...
Amo-te e quero-te
sem poder falar,
sem poder pensar no teu olhar,
sem poder ser livre e acordar
para o mundo que me cerca...
Amo-te e quero-te
com este sexo quente que te deseja,
com este coração ardente que te busca,
com este sentimento impertinente
que me arrasa e amachuca...
Amo-te e quero-te
fechada nas paredes do meu silêncio,
sonho teu corpo no meu a cada momento,
acaricio teu peito, abraço-te e beijo-te
em pensamento...
... e desfaleço de desejo e amor
encurralada no tempo,
sem tempo nem jeito
de te querer, de te ver,
de me dar, de te ter...
Amo-te e quero-te
no sofrimento atroz
de saber que esta vida se fechou
para mim..., para nós,
de não ter vida para viver,
de esperar
- enferma de alma -
a hora de morrer...
Mas... afinal já morri...
para o mudo,
para ti...
De Maria La-Salete Sá (19/01/1988 22:55h)
neste desespero imenso de nunca te ter,
nesta angústia constante de ter que calar,
neste tormento infinito de ter que olhar o mundo
e saber...
... que tenho de aceitar o desprezo e o desamor
de quem quero ajudar...
Amo-te e quero-te
sem poder falar,
sem poder pensar no teu olhar,
sem poder ser livre e acordar
para o mundo que me cerca...
Amo-te e quero-te
com este sexo quente que te deseja,
com este coração ardente que te busca,
com este sentimento impertinente
que me arrasa e amachuca...
Amo-te e quero-te
fechada nas paredes do meu silêncio,
sonho teu corpo no meu a cada momento,
acaricio teu peito, abraço-te e beijo-te
em pensamento...
... e desfaleço de desejo e amor
encurralada no tempo,
sem tempo nem jeito
de te querer, de te ver,
de me dar, de te ter...
Amo-te e quero-te
no sofrimento atroz
de saber que esta vida se fechou
para mim..., para nós,
de não ter vida para viver,
de esperar
- enferma de alma -
a hora de morrer...
Mas... afinal já morri...
para o mudo,
para ti...
De Maria La-Salete Sá (19/01/1988 22:55h)
MEMÓRIAS DE UM SONHO (30/11/14)
Esta noite
tive um sonho que me deixou a pensar… e
deixou-me a pensar por dois motivos:
- Primeiro,
porque me lembrei nitidamente de parte dele bastante depois de acordar, quando,
se não escrevo mal acorde, pelo menos alguns tópicos, logo ele fica esquecido. E
o que aconteceu foi precisamente o contrário, quando acordei nem me lembrei do
sonho, nem sequer pensei se teria ou não sonhado. A sua memória veio já eu
estava acordada há, pelo menos, uns dez minutos!
- Segundo, a
memória chegou com tamanha precisão, toda ela, menos a pessoa de quem estava à
procura no sonho…
- Por
último (afinal ainda há um terceiro
motivo), se por um lado me deixa apreensiva e preocupada, razão porque tenho
necessidade de o escrever, por outo lado, a par com esta preocupação e
apreensão, há uma sensação de paz e de tranquilidade que me envolve e que não
consigo “enquadrar” no contexto do sonho… ou talvez até consiga! Esta
tranquilidade e paz esteve presente no sonho.
E agora aqui
fica o sonho:
Estava em S.
Pedro (Paraíso, Castelo de Paiva), na estrada junto à igreja. Eu ia para a igreja, talvez à missa, mas
muitas pessoas subiam a rampa em direção ao cemitério todas com ramos de
flores, tendo-me chamado a atenção um ramo de coroas de rei cor de fogo que uma
senhora levava (agora ao escrever parece que identifico esta senhora com a
Otília), ou seja, em vez de descerem os degraus que dão para o adro da igreja,
subiam, em direção contrária, para o cemitério. E era já a hora do ofício
religioso (talvez a missa). Embora intrigada pelo facto de tanta gente ir ao
cemitério em vez de ir à igreja, segui o meu caminho com o intuito de verificar
se (e onde, dentro da igreja) estava alguém (um familiar, que agora não consigo nem consegui) saber
quem… Verifiquei, entrando na porta lateral esquerda ( em relação ao
frontespício da igreja), mas não estava. Fui então á entrada, também não
estava, na outra entrada lateral, também não…
Não me lembro
de mais nada, sei apenas que fiquei apreensiva, mas não preocupada pelo facto
de não ver a pessoa que procurava. E agora, como que um flash de memória, veio
à minha mente o meu pai. Seria ele de quem eu andava à procura?
Qual a relação de não o encontrar com o cemitério?
Talvez a sensação de tranquilidade se deva ao facto de saber que, mesmo camufladamente, a certeza de que o meu pai (ou a pessoa que procurava) se encontrva bem e livre de qualquer perigo...
Texto publicado muito depois do acontecimento onírico, embora escrito na altura.
Maria La-Salete Sá
Qual a relação de não o encontrar com o cemitério?
Talvez a sensação de tranquilidade se deva ao facto de saber que, mesmo camufladamente, a certeza de que o meu pai (ou a pessoa que procurava) se encontrva bem e livre de qualquer perigo...
Texto publicado muito depois do acontecimento onírico, embora escrito na altura.
Maria La-Salete Sá
SOU TÃO FELIZ
Sou tão
feliz!
As dificuldades
da vida
ajudam-me a
viver!
E como vivo!
Vivo!
E já não tenho
medo
de andar…
Sou tão
feliz!
Que mais
posso desejar
além da
realização do meu sonho?
Serei professora!
Mestra de
crianças pequenas e inocentes,
amiga das sombras
do que fui,
apaixonada pelas
flores que farei desabrochar!
Sou tão
feliz!
Feliz no rumo
que estou a seguir,
feliz na vida
que estou a viver,
feliz no
futuro que me espera…
Sou tão
feliz!
Mas como sou
FELIZ!
De Maria
La-Salete Sá (01/10/1972)
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