sexta-feira, 5 de maio de 2017
AO ENCONTRO DE MIM
Sendo que este espaço se intitula "Ao encontro de mim", é precisamente este encontro que hoje quero promover, ou talvez reatar...
Por razões que a minha própria razão desconhece (parafraseando Blaise Pascal), venho a sentir, de há algum tempo a esta parte, que ando desencontrada de mim, com as rotas baralhadas, sem ideias ou objetivos bem definidos, enfim... encontro-me fora de contexto..., um pouco sem chão, como estando a movimentar-me em terrenos inóspitos e desconhecidos...
E ao tomar consciência disto uma sensação de insegurança, de aparente desconhecimento do que sou, de quem sou e porque estou me vai conduzindo a um estado de quase inércia, sem vontade de caminhar, de criar, de reconhecer-me como o SER que SOU nesta vida que eu mesma programei e decidi viver.
Sei que é urgente e necessário desbloquear-me e abrir as portas para a Vida, sair de mim para me encontrar em mim, fazer as pazes com as minhas incertezas, abraçar os meus conflitos internos e... e... e... sorrir ao meu reencontro que já sinto aproximar-se,
Sim, nesta tomada de consciência dos meus receios, do reconhecimento de que é normal encontrar estes desafios pela frente, não só normal, como salutar, pois são eles que nos conduzem à descoberta do rumo a seguir, já começo a sentir-me eu... Já defino rumos, tarefas, já começo a despertar deste torpor...
Maria La-Salete Sá
ESTOU CONTIGO...
Tu, meu amigo, que sofres
a perda de um ente querido
não vejas só a brutalidade da vida,
não vejas só a ironia que ela é,
vê, sente e acredita que tens que viver.
Eu estou aqui, contigo...
e há tantos "eus" a partilhar a tua dor,
a querer ajudar-te a prosseguir,
mas sem saberem como agir...
Reparte connosco a tristeza,
deixa que te demos a mão,
porque força é união.
Tenta.
talvez na partilha,
na comunhão e interajuda
encontres na tua vida
uma mão amiga,
uma palavra de esperança,
um acto de solidariedade
que te mostrem que a realidade
é menos dura na fraternidade...
E eu sou tua amiga!
De Maria la-Salete Sá (03/10/1986)
(imagem da net)
a perda de um ente querido
não vejas só a brutalidade da vida,
não vejas só a ironia que ela é,
vê, sente e acredita que tens que viver.
Eu estou aqui, contigo...
e há tantos "eus" a partilhar a tua dor,
a querer ajudar-te a prosseguir,
mas sem saberem como agir...
Reparte connosco a tristeza,
deixa que te demos a mão,
porque força é união.
Tenta.
talvez na partilha,
na comunhão e interajuda
encontres na tua vida
uma mão amiga,
uma palavra de esperança,
um acto de solidariedade
que te mostrem que a realidade
é menos dura na fraternidade...
E eu sou tua amiga!
De Maria la-Salete Sá (03/10/1986)
(imagem da net)
EM VÃO...
A chuva impertinente que cai lá fora
turva-me a vista e os sentidos,
a ausência de carinho que tenho cá dentro
enche a minha saudade de ti...
E tão cinzento como o céu que me cerca,
triste e sombrio
está o meu coração angustiado...
... de tanto amar...
...em vão...
De Maria La-Salete Sá (10/12/1987 15:35h)
(imagem da net)
REPERCUSSÃO
Em consciência
pergunto ao meu ego
o que sou, o que penso, o que quero
e apenas os ecos do inconsciente
repercutem em mim
que o meu querer
e o meu pensar
são de todo opostos à minha razão consciente...
De Maria La-Salete Sá (25/07/1987)
Não quero sufocar-te,
Não quero sufocar-te,
só quero o teu amor,
a tua presença...
Sem ti fico perdida,
incapaz de penetrar
na corrente do meu pensamento...
Porque... pensamento inconstante,
tal viajante louco,
sem rumo,
inquieto e inquietante
no deambular...
Não quero sufocar-te,
apenas quero amar-te
assim como sou,
assim como sei amar...
De Maria La-Salete Sá (20/02/1988 21:50h)
AMO-TE E QUERO-TE
Amo-te e quero-te
neste desespero imenso de nunca te ter,
nesta angústia constante de ter que calar,
neste tormento infinito de ter que olhar o mundo
e saber...
... que tenho de aceitar o desprezo e o desamor
de quem quero ajudar...
Amo-te e quero-te
sem poder falar,
sem poder pensar no teu olhar,
sem poder ser livre e acordar
para o mundo que me cerca...
Amo-te e quero-te
com este sexo quente que te deseja,
com este coração ardente que te busca,
com este sentimento impertinente
que me arrasa e amachuca...
Amo-te e quero-te
fechada nas paredes do meu silêncio,
sonho teu corpo no meu a cada momento,
acaricio teu peito, abraço-te e beijo-te
em pensamento...
... e desfaleço de desejo e amor
encurralada no tempo,
sem tempo nem jeito
de te querer, de te ver,
de me dar, de te ter...
Amo-te e quero-te
no sofrimento atroz
de saber que esta vida se fechou
para mim..., para nós,
de não ter vida para viver,
de esperar
- enferma de alma -
a hora de morrer...
Mas... afinal já morri...
para o mudo,
para ti...
De Maria La-Salete Sá (19/01/1988 22:55h)
neste desespero imenso de nunca te ter,
nesta angústia constante de ter que calar,
neste tormento infinito de ter que olhar o mundo
e saber...
... que tenho de aceitar o desprezo e o desamor
de quem quero ajudar...
Amo-te e quero-te
sem poder falar,
sem poder pensar no teu olhar,
sem poder ser livre e acordar
para o mundo que me cerca...
Amo-te e quero-te
com este sexo quente que te deseja,
com este coração ardente que te busca,
com este sentimento impertinente
que me arrasa e amachuca...
Amo-te e quero-te
fechada nas paredes do meu silêncio,
sonho teu corpo no meu a cada momento,
acaricio teu peito, abraço-te e beijo-te
em pensamento...
... e desfaleço de desejo e amor
encurralada no tempo,
sem tempo nem jeito
de te querer, de te ver,
de me dar, de te ter...
Amo-te e quero-te
no sofrimento atroz
de saber que esta vida se fechou
para mim..., para nós,
de não ter vida para viver,
de esperar
- enferma de alma -
a hora de morrer...
Mas... afinal já morri...
para o mudo,
para ti...
De Maria La-Salete Sá (19/01/1988 22:55h)
MEMÓRIAS DE UM SONHO (30/11/14)
Esta noite
tive um sonho que me deixou a pensar… e
deixou-me a pensar por dois motivos:
- Primeiro,
porque me lembrei nitidamente de parte dele bastante depois de acordar, quando,
se não escrevo mal acorde, pelo menos alguns tópicos, logo ele fica esquecido. E
o que aconteceu foi precisamente o contrário, quando acordei nem me lembrei do
sonho, nem sequer pensei se teria ou não sonhado. A sua memória veio já eu
estava acordada há, pelo menos, uns dez minutos!
- Segundo, a
memória chegou com tamanha precisão, toda ela, menos a pessoa de quem estava à
procura no sonho…
- Por
último (afinal ainda há um terceiro
motivo), se por um lado me deixa apreensiva e preocupada, razão porque tenho
necessidade de o escrever, por outo lado, a par com esta preocupação e
apreensão, há uma sensação de paz e de tranquilidade que me envolve e que não
consigo “enquadrar” no contexto do sonho… ou talvez até consiga! Esta
tranquilidade e paz esteve presente no sonho.
E agora aqui
fica o sonho:
Estava em S.
Pedro (Paraíso, Castelo de Paiva), na estrada junto à igreja. Eu ia para a igreja, talvez à missa, mas
muitas pessoas subiam a rampa em direção ao cemitério todas com ramos de
flores, tendo-me chamado a atenção um ramo de coroas de rei cor de fogo que uma
senhora levava (agora ao escrever parece que identifico esta senhora com a
Otília), ou seja, em vez de descerem os degraus que dão para o adro da igreja,
subiam, em direção contrária, para o cemitério. E era já a hora do ofício
religioso (talvez a missa). Embora intrigada pelo facto de tanta gente ir ao
cemitério em vez de ir à igreja, segui o meu caminho com o intuito de verificar
se (e onde, dentro da igreja) estava alguém (um familiar, que agora não consigo nem consegui) saber
quem… Verifiquei, entrando na porta lateral esquerda ( em relação ao
frontespício da igreja), mas não estava. Fui então á entrada, também não
estava, na outra entrada lateral, também não…
Não me lembro
de mais nada, sei apenas que fiquei apreensiva, mas não preocupada pelo facto
de não ver a pessoa que procurava. E agora, como que um flash de memória, veio
à minha mente o meu pai. Seria ele de quem eu andava à procura?
Qual a relação de não o encontrar com o cemitério?
Talvez a sensação de tranquilidade se deva ao facto de saber que, mesmo camufladamente, a certeza de que o meu pai (ou a pessoa que procurava) se encontrva bem e livre de qualquer perigo...
Texto publicado muito depois do acontecimento onírico, embora escrito na altura.
Maria La-Salete Sá
Qual a relação de não o encontrar com o cemitério?
Talvez a sensação de tranquilidade se deva ao facto de saber que, mesmo camufladamente, a certeza de que o meu pai (ou a pessoa que procurava) se encontrva bem e livre de qualquer perigo...
Texto publicado muito depois do acontecimento onírico, embora escrito na altura.
Maria La-Salete Sá
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