sábado, 13 de maio de 2017

REFLEXÃO…


 É tempo fulcral de avançar no caminho, é tempo de Wesak, de portal de Lua Cheia  de Touro… é conjugação astrológica que incita a olhar os nossos medos, os nossos apegos, o que trazemos na bagagem , colados à aura e à alma e que hoje já não nos servem mais… É tempo de refletir, de deixar fluir, compreender e deixar partir, é tempo de…, é tempo…, mas…, mesmo sentindo a chegada, a presença ou até o peso da bagagem, por mais que tente não sou ainda capaz de ter alguma clareza sobre o que me vai sendo dado a ver ou a vivenciar…
Em meus sonhos percorro caminhos nos quais sempre me perco… Embora os locais e a forma como me movimento no terreno variem de sonho para sonho, o final é sempre o mesmo… Têm sido noites e noites com o mesmo padrão de sonho, em que a essência é, de certa forma, recorrente… sei sempre qual o destino da minha viagem, da minha caminhada, tanto quando sigo por caminhos e carreiros de terra, como quando atravesso montes, ou quando viajo de carro, ou de metro, ou comboio…, quando faço o percurso sozinha, quando vou com a amigos, ou com o meu filho, ou com o meu neto… No início do sonho sei isso tudo, até sei a rota de cor, mas… acabo perdida no pinhal, perdida numa encruzilhada sem saber para que lado seguir, perdida numa cidade diferente da que era suposto chegar… ou já fora do comboio ou do metro, na estação errada sem saber o que fazer…
É sempre assim, ou estou perdida sem ter chegado a sítio nenhum, ou quando viajo em qualquer meio de transporte, penso ter chegado ao destino, só que… quando me apeio, descubro que estou num local desconhecido, longe do destino da viagem, sem me saber situar para poder regressar ao local de partida, ou aonde me propusera chegar…
Um dos destinos das minhas viagens oníricas é um mosteiro Templário (ou Cátaro), umas vezes situado perto de uma escola, ao cimo e ao lado esquerdo (que sobe) de uma rua sem saída, e que, ao chegar à escola não há mosteiro nem rua sem saída, outras vezes penso estar perto, conheço bem os caminhos por onde ando, mas de repente, ou por obras no terreno, ou por qualquer outro motivo, as vias foram alteradas e, por mais que tente, mesmo recolhendo indicações, acordo com a insatisfação de 
E acordo precisamente nesta altura, nos momentos em que me sinto perdida e baralhada...

Maria La-Salete Sá (11/05/2017)

imagem da net


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sexta-feira, 5 de maio de 2017

AO ENCONTRO DE MIM



Sendo que este espaço se intitula "Ao encontro de mim", é precisamente este encontro que hoje quero promover, ou talvez reatar...
Por razões que a minha própria razão desconhece (parafraseando Blaise Pascal), venho a sentir, de há algum tempo a esta parte, que ando desencontrada de mim, com as rotas baralhadas, sem ideias ou objetivos bem definidos, enfim... encontro-me fora de contexto..., um pouco sem chão, como  estando  a movimentar-me em terrenos inóspitos e desconhecidos...
E ao tomar consciência disto uma sensação de insegurança, de aparente desconhecimento do que sou, de quem sou e porque estou me vai conduzindo a um estado de quase inércia, sem vontade de caminhar, de criar, de reconhecer-me como o SER que SOU nesta vida que eu mesma programei e decidi viver.
Sei que é urgente e necessário desbloquear-me e abrir as portas para a Vida, sair de mim para me encontrar em mim, fazer as pazes com as minhas incertezas, abraçar os meus conflitos internos e... e... e... sorrir ao meu reencontro que já sinto aproximar-se,
Sim, nesta tomada de consciência dos meus receios, do reconhecimento de que é normal encontrar estes desafios pela frente, não só normal, como salutar, pois são eles que nos conduzem à descoberta do rumo a seguir, já começo a sentir-me eu... Já defino rumos, tarefas, já começo a despertar deste torpor...


Maria La-Salete Sá 

ESTOU CONTIGO...

Tu, meu amigo, que sofres
a perda de um ente querido
não vejas só a brutalidade da vida,
não vejas só a ironia que ela é,
vê, sente e acredita que tens que viver.
Eu estou aqui, contigo...
e há tantos "eus" a partilhar a tua dor,
a querer ajudar-te a prosseguir,
mas sem saberem como agir...
Reparte connosco a tristeza, 
deixa que te demos a mão,
porque força é união.
Tenta.
talvez na partilha,
na comunhão e interajuda
encontres na tua vida
uma mão amiga,
uma palavra de esperança,
um acto de solidariedade
que te mostrem que a realidade
é menos dura na fraternidade...

E eu sou tua amiga!


De Maria la-Salete Sá  (03/10/1986)


(imagem da net)

EM VÃO...




A chuva impertinente que cai lá fora
turva-me a vista e os sentidos,
a ausência de carinho que tenho cá dentro
enche a minha saudade de ti...

E tão cinzento como o céu que me cerca,
triste e sombrio
está o meu coração angustiado...
... de tanto amar...
...em vão...

De Maria La-Salete Sá (10/12/1987  15:35h)

(imagem da net)

REPERCUSSÃO


Em consciência
pergunto ao meu ego
o que sou, o que penso, o que quero
e apenas os ecos do inconsciente
repercutem em mim
que o meu querer 
e o meu pensar
são de todo opostos à minha razão consciente...

De Maria La-Salete Sá (25/07/1987)

Não quero sufocar-te,


Não quero sufocar-te,
só quero o teu amor,
a tua presença...
Sem ti fico perdida,
incapaz de penetrar
na corrente do meu pensamento...
Porque... pensamento inconstante,
tal viajante louco,
sem rumo,
inquieto e inquietante
no deambular...

Não quero sufocar-te,
apenas quero amar-te
assim como sou,
assim como sei amar...

De Maria La-Salete Sá (20/02/1988 21:50h)

AMO-TE E QUERO-TE

Amo-te e quero-te
neste desespero imenso de nunca te ter,
nesta angústia constante de ter que calar,
neste tormento infinito de ter que olhar o mundo
e saber...
... que tenho de aceitar o desprezo e o desamor
de quem quero ajudar...

Amo-te e quero-te
sem poder falar,
sem poder pensar no teu olhar,
sem poder ser livre e acordar
para o mundo que me cerca...

Amo-te e quero-te
com este sexo quente que te deseja,
com este coração ardente que te busca,
com este sentimento impertinente
que me arrasa e amachuca...

Amo-te e quero-te
fechada nas paredes do meu silêncio,
sonho teu corpo no meu a cada momento,
acaricio teu peito, abraço-te e beijo-te
em pensamento...
... e desfaleço de desejo e amor
encurralada no tempo,
sem tempo nem jeito
de te querer, de te ver,
de me dar, de te ter...

Amo-te e quero-te
no sofrimento atroz
de saber que esta vida se fechou
para mim..., para nós,
de não ter vida para viver,
de esperar
- enferma de alma -
a hora de morrer...

Mas... afinal já morri...
para o mudo,
para ti...

De Maria La-Salete Sá (19/01/1988  22:55h)