quarta-feira, 17 de maio de 2017

HOJE, NA ESCOLA ESPINHO 3



 Hoje o meu dia foi intenso, tão intenso que só agora parei um bocadinho! Mas foi de uma intensidade MUITO GRATIFICANTE, pois passei a manhã na Escola Espinho 3 com alunos de 3º e 4º anos na apresentação de Corrupio de Palavras. E o contacto com as crianças, a forma como elas interagem, tudo isso é de uma riqueza incrível!
Como disse foi uma manhã cheia! Saí de lá com a alma repleta das mais diversas emoções, todas elas positivas, cheias de vida! Era tanta a energia que me preenchia que senti necessidade de me soltar, necessidade de ar livre, de natureza! E não pensei duas vezes, mal acabei de almoçar meti pés a caminho e fui visitar o meu grande amigo, o mar! Sentada no paredão com ele partilhei esta energia, sentada no paredão dele recebi outra energia!
Agora aqui estou também a partilhar convosco, porque mais do que amigos, sois uma dádiva da vida.
Abraço-vos nesta e com esta energia, amigos do <3!

terça-feira, 16 de maio de 2017

DEVAGAR… O SONO VEM CHEGANDO

Devagar, devagarzinho,
sorrateira a noite caiu…
de mansinho…
Devagar, devagarzinho,
o sono lentamente
vem chegando…

Já espreita o duende do sono,
já brilha a estrada do sonho…
E eu aqui… a querer dormir…
Mas não posso sair
sem antes deixar meu abraço,
um abraço feiticeiro,
cantiga de embalar…

E neste abraço de luar
que me convida para o sonho…
deixo-me levar…
talvez visite as estrelas,
talvez me torne uma delas…
talvez…
talvez…
já esteja mesmo a sonhar!

Maria La-Salete Sá

imagem da net



FLOR-AROMA-POEMA

Depois da semente lançada o Universo acordou,
a vida bocejou e…
Espreguiçando-se em sorrisos…
lânguidos de amor e gratidão…
doce, docemente
foi surgindo uma flor, a flor da vida.
É uma flor de seis pétalas
irradiante de rara beleza
matizada nas cores do amor…
São pétalas de uma flor,
de uma  flor-aroma-poema
que a simplicidade da vida regou
e no jardim da harmonia
brotou…

Então o Universo, assim como a vida
sorriram também
e com alegria em risos rasgados,
às flores se juntaram e mais semearam
para verem a Terra como um jardim
de flores-aroma-poema
tão grande,
tão belo
um poema sem fim…

De Maria La-Salete Sá (16/05/2017)



sábado, 13 de maio de 2017

REFLEXÃO…


 É tempo fulcral de avançar no caminho, é tempo de Wesak, de portal de Lua Cheia  de Touro… é conjugação astrológica que incita a olhar os nossos medos, os nossos apegos, o que trazemos na bagagem , colados à aura e à alma e que hoje já não nos servem mais… É tempo de refletir, de deixar fluir, compreender e deixar partir, é tempo de…, é tempo…, mas…, mesmo sentindo a chegada, a presença ou até o peso da bagagem, por mais que tente não sou ainda capaz de ter alguma clareza sobre o que me vai sendo dado a ver ou a vivenciar…
Em meus sonhos percorro caminhos nos quais sempre me perco… Embora os locais e a forma como me movimento no terreno variem de sonho para sonho, o final é sempre o mesmo… Têm sido noites e noites com o mesmo padrão de sonho, em que a essência é, de certa forma, recorrente… sei sempre qual o destino da minha viagem, da minha caminhada, tanto quando sigo por caminhos e carreiros de terra, como quando atravesso montes, ou quando viajo de carro, ou de metro, ou comboio…, quando faço o percurso sozinha, quando vou com a amigos, ou com o meu filho, ou com o meu neto… No início do sonho sei isso tudo, até sei a rota de cor, mas… acabo perdida no pinhal, perdida numa encruzilhada sem saber para que lado seguir, perdida numa cidade diferente da que era suposto chegar… ou já fora do comboio ou do metro, na estação errada sem saber o que fazer…
É sempre assim, ou estou perdida sem ter chegado a sítio nenhum, ou quando viajo em qualquer meio de transporte, penso ter chegado ao destino, só que… quando me apeio, descubro que estou num local desconhecido, longe do destino da viagem, sem me saber situar para poder regressar ao local de partida, ou aonde me propusera chegar…
Um dos destinos das minhas viagens oníricas é um mosteiro Templário (ou Cátaro), umas vezes situado perto de uma escola, ao cimo e ao lado esquerdo (que sobe) de uma rua sem saída, e que, ao chegar à escola não há mosteiro nem rua sem saída, outras vezes penso estar perto, conheço bem os caminhos por onde ando, mas de repente, ou por obras no terreno, ou por qualquer outro motivo, as vias foram alteradas e, por mais que tente, mesmo recolhendo indicações, acordo com a insatisfação de 
E acordo precisamente nesta altura, nos momentos em que me sinto perdida e baralhada...

Maria La-Salete Sá (11/05/2017)

imagem da net


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sexta-feira, 5 de maio de 2017

AO ENCONTRO DE MIM



Sendo que este espaço se intitula "Ao encontro de mim", é precisamente este encontro que hoje quero promover, ou talvez reatar...
Por razões que a minha própria razão desconhece (parafraseando Blaise Pascal), venho a sentir, de há algum tempo a esta parte, que ando desencontrada de mim, com as rotas baralhadas, sem ideias ou objetivos bem definidos, enfim... encontro-me fora de contexto..., um pouco sem chão, como  estando  a movimentar-me em terrenos inóspitos e desconhecidos...
E ao tomar consciência disto uma sensação de insegurança, de aparente desconhecimento do que sou, de quem sou e porque estou me vai conduzindo a um estado de quase inércia, sem vontade de caminhar, de criar, de reconhecer-me como o SER que SOU nesta vida que eu mesma programei e decidi viver.
Sei que é urgente e necessário desbloquear-me e abrir as portas para a Vida, sair de mim para me encontrar em mim, fazer as pazes com as minhas incertezas, abraçar os meus conflitos internos e... e... e... sorrir ao meu reencontro que já sinto aproximar-se,
Sim, nesta tomada de consciência dos meus receios, do reconhecimento de que é normal encontrar estes desafios pela frente, não só normal, como salutar, pois são eles que nos conduzem à descoberta do rumo a seguir, já começo a sentir-me eu... Já defino rumos, tarefas, já começo a despertar deste torpor...


Maria La-Salete Sá 

ESTOU CONTIGO...

Tu, meu amigo, que sofres
a perda de um ente querido
não vejas só a brutalidade da vida,
não vejas só a ironia que ela é,
vê, sente e acredita que tens que viver.
Eu estou aqui, contigo...
e há tantos "eus" a partilhar a tua dor,
a querer ajudar-te a prosseguir,
mas sem saberem como agir...
Reparte connosco a tristeza, 
deixa que te demos a mão,
porque força é união.
Tenta.
talvez na partilha,
na comunhão e interajuda
encontres na tua vida
uma mão amiga,
uma palavra de esperança,
um acto de solidariedade
que te mostrem que a realidade
é menos dura na fraternidade...

E eu sou tua amiga!


De Maria la-Salete Sá  (03/10/1986)


(imagem da net)

EM VÃO...




A chuva impertinente que cai lá fora
turva-me a vista e os sentidos,
a ausência de carinho que tenho cá dentro
enche a minha saudade de ti...

E tão cinzento como o céu que me cerca,
triste e sombrio
está o meu coração angustiado...
... de tanto amar...
...em vão...

De Maria La-Salete Sá (10/12/1987  15:35h)

(imagem da net)