segunda-feira, 29 de janeiro de 2018
segunda-feira, 11 de dezembro de 2017
SONHOS
Procurou
dentro da mala os sonhos que havia guardado….
Não os
encontrando regressou de mãos vazias…
… de olhar
triste e perdido,
Pensou que… talvez…
estivessem guardados no saco que trazia a tiracolo
Então,
como quem
quer acreditar na esperança, abriu a sacola e…
“Eureka!
Eureka!,”
repetia feliz
enquanto desembrulhava sonho a sonho
todos os
sonhos até então guardados,
sonhos de
paz,
sonhos de
luz,
sonhos de
amor…
Agora sim,
agora, feliz, soprou os sonhos,
deu-lhes vida
e repartiu-os
pelo Mundo…
De Maria
La-Salete Sá
(imagem do google)
quarta-feira, 15 de novembro de 2017
TEMA PARA BOM DIA
«««Hoje, já
meia desperta, ainda ouvi a voz do meu sonho que sussurrava:
-- Vamos lá,
não te esqueças de espalhar pelos teus amigos esse sorriso de gratidão pela
amizade, pela vida, pelos sonhos que vão chegando, pelos que se realizam e
mesmo até por aqueles que se ficam apenas pelo sonho (é que bem sabes que
guardo sempre alguns!).
-- Sim, eu
vou fazer isso, mas lembra-te que nem todos aqueles sonhos (que também são
teus) são bons, antes pelo contrário, às vezes são autênticos pesadelos…
E o sonho
continuou:
-- Sim, eu
sei, mas mesmo esses têm como finalidade alertar para a mensagem que
transportam, para refletir sobre o que cada um vai fazendo da vida, podem ser
para orientar uma conduta, para fazer ver que tudo existe com um propósito,
para alertar que, apesar dos conhecimentos, das atitudes, das vivências de cada
ser humano, todos são iguais em essência e todos passam, passaram ou passarão
pelos mesmos estágios, pelas mesmas situações…
-- Pronto,
pronto, não digas mais nada. Tudo isso eu sei, mas tens que ver que nem sempre
temos a capacidade de aceitação capaz de tornar possível que esse entendimento
se transforme em ação, em estado pleno de ser e de agir…
-- Mas cada
um tem em si a capacidade de ser grato pelos bons momentos da vida, pela força
e vontade que os leva a construir desejos, a fazer sorrir, a ter a coragem de
não estagnar e ultrapassar condignamente os obstáculos que a vida também cria,
tudo isso é processo de aprendizagem. E agora está na hora de acordares, tenho
mais sonhos para distribuir, mais pessoas para despertar. Vá, toca a acordar! E
não te esqueças de espalhar as boas energias que aqui te deixo.
E assim acordei.»»»
E aqui estou
a desejar-vos (a todos sem exceção!) um dia cheio de paz, de harmonia, de
grandes realizações, de tudo o que é bom.
Grata pela
vossa amizade, abraço-vos com carinho,
Maria
La-Salete de Sá
sexta-feira, 10 de novembro de 2017
NÃO, A POESIA NÃO VAI ACABAR!
A noite deitou-se em sinfonia de luar…
O homem adormeceu…
e viveu sonhos de encantar…
Calcorreou mundos estranhos,
mágicos, profundos…,
beijou estrelas,
visitou planetas,
brincou suspenso em caudas de cometas
e foi viajante do tempo,
sem tempo,
longe do tempo…
Foi dono da vida,
seu sonho foi poesia,
sua noite pura magia…
E neste cenário de encantamento
o homem adormecido no sonho
foi o poeta.
Cada elemento era um verso,
cada estrela uma inspiração,
cada constelação uma estrofe…
Nosso poeta dormia sobre o poema…
Depois…
O dia acordou em sinfonia de sol nascente,
o homem bocejou,
espreguiçou-se,
sorriu ao dia,
fez-se presente.
Com ele veio o sonho sonhado,
o poema renascido.
Lá fora tudo é vida,
as flores pintam a natureza
de matizes mais que perfeitos,
em doces chilreios
esvoaçam os pássaros em pura harmonia…
O verde envolvente
espalha salpicos de esperança poética,
o azul celeste é de calma beleza,
embalo de alegria
E o homem sorriu novamente…
Sorriu,
abriu-se à Paz e desenhou no tempo
um pensamento,
pensamento que ganhou vida
e se materializou…
…em voz presente,
voz que diz,
que vive, que sabe e que sente que…
,,, enquanto houver dias e noites e homens para sonhar,
A POESIA NÃO VAI ACABAR!
De Maria La-Salete Sá
O homem adormeceu…
e viveu sonhos de encantar…
Calcorreou mundos estranhos,
mágicos, profundos…,
beijou estrelas,
visitou planetas,
brincou suspenso em caudas de cometas
e foi viajante do tempo,
sem tempo,
longe do tempo…
Foi dono da vida,
seu sonho foi poesia,
sua noite pura magia…
E neste cenário de encantamento
o homem adormecido no sonho
foi o poeta.
Cada elemento era um verso,
cada estrela uma inspiração,
cada constelação uma estrofe…
Nosso poeta dormia sobre o poema…
Depois…
O dia acordou em sinfonia de sol nascente,
o homem bocejou,
espreguiçou-se,
sorriu ao dia,
fez-se presente.
Com ele veio o sonho sonhado,
o poema renascido.
Lá fora tudo é vida,
as flores pintam a natureza
de matizes mais que perfeitos,
em doces chilreios
esvoaçam os pássaros em pura harmonia…
O verde envolvente
espalha salpicos de esperança poética,
o azul celeste é de calma beleza,
embalo de alegria
E o homem sorriu novamente…
Sorriu,
abriu-se à Paz e desenhou no tempo
um pensamento,
pensamento que ganhou vida
e se materializou…
…em voz presente,
voz que diz,
que vive, que sabe e que sente que…
,,, enquanto houver dias e noites e homens para sonhar,
A POESIA NÃO VAI ACABAR!
De Maria La-Salete Sá
A VIDA DE UM DIA…
Melancolicamente
o dia acordou…
espreguiçou-se
e fez-se à vida.
Soltou um
sorriso, um tímido sorriso…
e o sorriso
foi crescendo,
foi-se alargando
foi-se projetando
para cada
sombra que encontrou.
Era um sorriso
de luz,
luz de amor,
luz de paz,
luz de luz e
de querer ser mais e mais sorriso!...
E o dia
cresceu,
cresceu e
espaireceu,
sempre a
sorrir.
Veio o meio,
Veio a tarde
e a quase
noite…
O dia já
cansado,
não quis logo dormir…
ainda
conservava luz e brilho no olhar,
ainda tinha
sorrisos para dar.
Então,
mesmo antes
do sono chegar,
abriu-se num
esplendoroso sol poente
e logo
adormeceu nas águas do mar…
… veio depois
a noite para o embalar
De Maria
La-Salete Sá (10/11/17)
terça-feira, 7 de novembro de 2017
CASAS, CASAS,CASAS...
Casas, casas,
casas…
casas ou não
casas?
Se casas,
terás direito a ter uma casa,
a casa do
casal,
porque…
“quem casa
quer casa”, assim diz o ditado,
mas…
se não casas…
conservas a casa…
a tua casa…
E as demais
casas?
A casota do
cão,
que não
precisa de casar para ter casa….
pode dar-se o
caso de ser um cão vadio…
e a casa é
qualquer recanto da rua…
procurando
melhor…
eis os
ninhos, as tocas,
as demais
habitações de outras espécies animais…
e tudo isso
são casas…
… Mas casas …
ele há tantas casas!!!
casas de
botões, poe exemplo onde nem sempre eles, os botões, casam…
ás vezes,
quando abotoados por mãos desajeitadas
os botões
mudam de casa e ficam casas atabalhoadas!...
ficam casas
com botões descasados…
E voltando ao
reino animal,
ao animal
humano…
… também são
casas (antes as casas fossem outras!)
os vãos de
entradas,
os bancos de
jardim…
tantas ou tão
poucas casas de quem não tem casa…
de quem estes
dias também perdeu as suas casas…
De Maria
La-Salete Sá (19/10/2017)
quinta-feira, 19 de outubro de 2017
Da minha página de facebook para este blog
Boa tarde meus amigos,
Hoje sempre ganhei um bocadinho de ânimo para "dar andamento" ao trabalho que se segue a uma sessão de Poesia em Folhas de Chá. e também dizer-vos alguma coisa.
Como vos tinha dito o domingo anunciava-se FANTÁSTICO, como foi até ao momento em que as notícias dos incêndios me iam chegando... A partir daí a dor da desolação, a dor pelas pessoas que iam perdendo não só os haveres, como a vida, o sufoco por saber que membros da minha família direta podiam ficar cercados pelo fogo ... Não conseguia comunicar com ninguém da minha aldeia, queria saber da situação e sobretudo saber como estariam o meu pai e os meus tios (e as outras pessoas porque Guirela -a minha aldeia- é uma terra onde a solidariedade e inter-ajuda são marcantes)... Não havia telefones fixos, os móveis estavam sem bateria... Dá bem para ver...
As notícias iam chegando, mas sem certezas absolutas... até que na segunda feira sempre consegui falar com o meu pai, Graças a Deus eles estavam bem, não havia vítimas humanas a registar, mas o verde perdeu-se... Casas antigas e desabitadas foram totalmente consumidas pelas chamas, casas de habitação, (poucas, felizmente) tiveram algumas "queimaduras", mas nada de grave... Há contudo pessoas que perderam os seus animais, assim como também um automóvel e um trator (pelas notícias que me chegaram).
Ontem estive lá. O cenário de destruição não deixa ninguém indiferente... O que antes era multicolorido, nas belas colorações outonais, agora é quase um filme a preto e branco, um filme apocalítico...
De onde em onde lá aparece, no meio da aldeia uma oliveira que não ardeu, um limoeiro, bocados de jardins "a salvo" e pouco mais...
Mas não vou perder-me em lamentos, eles nada resolvem, muito pelo contrário, quando ultrapassam a necessidade de desabafar e se tornam constantes geram correntes de energia densa. E isto eu não quero!
Deixarei algumas imagens. Pode ser que toquem as emoções de quem, voluntária ou involuntariamente, faz estes infernos acontecerem....
E... se aqui estamos é sinal que há trabalho a fazer. Pode não ser no terreno, pode não se com as pessoas diretamente atingidas, mas se não mais, há trabalho a ser feito por nós, para cada um de nós.
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