Sem correção, sem título, tal como nasceu, fresquinho... aqui vai
Para lá do tempo,
muito além...
Nas curvas e contracurvas
dos astros
sou viajante...
Ultrapassando as barreiras
do Universo,
galgando às fronteiras
do Cosmos
não penso...
não penso no que sou,
porque não sou...
Para lá do tempo,
muito além ...
sou o espaço vazio
onde tudo existe...
Vazio e Pleno,
Plenamente vazio
porque
plenamente cheio de...
... Vida.
De Maria La-Salete Sá (31 de julho de 2018)
sexta-feira, 31 de agosto de 2018
sábado, 30 de junho de 2018
A FESTA DA VIDA
Eu
nasci para ser feliz.
Mesmo
com os altos e baixos da vida eu aprendi que só de mim depende o ser ou não ser
feliz.
E
aprendi também que são os altos e baixos que à vida dão sentido.
Então,
porque não fazer de cada dia uma festa de renovação?
Sim,
pois que a cada dia a vida se renova, a cada momento se morre e se renasce,
morre-se para o momento que passa e renasce-se para o momento que se segue… e
cada acontecimento, seja ela qual for, traz implícita uma mensagem de vida,
cabe a cada um descodificá-la e ver onde e como a adaptar ao seu percurso de
existência…
Aprendi
também que tudo quanto digo, penso ou faço é energia que se propaga e que atrai
energia semelhante, e que a mim retoma…
Por
isso é urgente ter pensamentos harmónicos, atitudes de fraternidade e
compaixão, sobretudo para quem mais sofre ou faz sofrer, e não menos
importante, SER GRATA por tudo quanto a vida dá, porque momento a momento ela
acontece.
Então,
mesmo aceitando as minhas limitações, mesmo sabendo que nem sempre
conseguirei, assumo o compromisso de SER
FELIZ e festejar cada emoção, cada
momento de SER, procurando festejar a vida na sua plenitude.
Maria
La-Salete Sá
quarta-feira, 9 de maio de 2018
A IDADE DAS PALAVRAS
Palavra vai,
palavra vem
e de palavra em
palavra se formam ideias,
de ideias nascem
conceitos…
Será?!
ou não será…
que dos conceitos
é que nascem as ideias?!
E conceitos e
ideias, Ideias e conceitos,
palavras ditas,
palavras pensadas,
palavras escritas,
palavras…
E desde quando há
palavras?
E desde quando
estas ideias loucas
de querer saber
a origem das
palavras?
Esquece, cabeça
tonta,
deixa apenas
que cheguem as
palavras
sem preconceito,
sem questionamento
de ser uma ideia
ou um mero
conceito…
Deixa que cheguem
as palavras
solitárias ou
agrupadas,
alinhadas
ou baralhadas…
Deixa que…
palavra vai,
palavra vem
seja um simples
instrumento
de te fazer ver e
entender
que as palavras
têm a idade de
todos os tempos…
De Maria La-Salete Sá(28/01/13)
terça-feira, 17 de abril de 2018
HOJE… VISITEI O MAR
Acolheu-me
com um sorriso sereno… de maré baixa…
Em
intensa alegria
as
ondas beijavam as rochas, brincavam na areia…
…e
juntas sorriam, sorriam…
Eram
sorrisos de felicidade, sorrisos plenos de vida!
E
nesse encantamento de baixa maré…
convidaram-me
para um terno abraço, abraço de bem estar…
Primeiro,
o areal,
num
abraço quente, acariciou-me os pés…
Depois
as ondas…
calçaram–me
peúgas de fina e branca renda….
Foi
então a vez do mar, que em todo o seu esplendor,
me
convidou a entrar…
Mergulhei!
Ah!
Doce mergulhar!
Todos
os seus habitantes me saudaram,
me
abraçaram com tanto carinho
que
de dentro dele não quis sair!
Vieram
mais abraços, mais sorrisos,
abraços
de
ternura vestidos, de maresia perfumados… ,
sorrisos
de
pérolas brancas, sorrisos da cor da paz!
mas
era hora de regresso, de voltar à realidade…
Em
suave melancolia saí do areal,
em
pensamento abracei e deixei-me abraçar
e trouxe
comigo a paz e a energia que me deu…
… esse meu
mar!
De Maria
La-Salete Sá (17/04/2018)
sexta-feira, 13 de abril de 2018
EM ABRIL A NATUREZA RI..
Março escorregou devagarinho
para dentro do sono e…
despertou abril.
Abril acordou,
espreguiçou-se…
e abriu-se num lindo sorriso.
Saudou a natureza,
quis abraçar a vida.
Estendeu os braços que…
vazios…
se abraçaram…
Então sofreu…
Onde estavam as árvores para abraçar,
aquelas que, à sua chegada,
em sorrisos de alegria
se agitavam ?...
Onde estavam?
Porque traziam seus braços
abraços vazios?
tão vazios…vazios de ramos,
de troncos,
de ninhos,
de aves…
Inertes ficaram os braços,
quando
espraiando o olhar…
Viu que a natureza
em
espasmos silentes,
de luto vestida,
chorava a morte dos bosques,
dos montes,
das florestas …agora sem vida…
Envergonhado da ousadia do seu sorriso,
abril chorou…
chorou
tanto…
que em pranto convulsivo
águas
mil derramou…
Depois, por entre lágrimas sentidas,
Sofridas…
… o brilho de um outro sorriso
assomou…
Já a natureza sorria,
e em sorrisos de esperança, despertou…
Lá ao longe
regatos
brilhantes
corriam cantando,
beijavam
as pedras,
lavavam tristezas,
sorriam…
… e a vida renascia…
Agora, abril, ainda choroso,
abraça a natureza
e com ela…ri!
Maria La-Salete Sá (13/04/2018)
sexta-feira, 9 de março de 2018
RENOVAÇÃO
Acabei de ler "Fernando Pessoa
O menino de sua mãe" e...
O menino de sua mãe" e...
... resultou assim:
RENOVAÇÃO
Faz-me
cócegas nas orelhas,
sussurra-me
palavras doces
ao ouvido,
meu duende
inspirador…
Deixa-te
subir em meu braço,
aconchega-te
no meu pescoço
e faz-te
poema…
Hoje estou
assim, contigo,
num anseio de
presença
tão real
quanto imaginária
e que volteia
e rodopia
ao som da
brisa que o dia agita…
Hoje estou
assim…
…porque hoje
fiz-me simbiose…
com Pessoa…
hoje… somos
dois num só…
Hoje também
sou... não o menino…, mas…
a menina de
sua mãe…
…a menina que vive do sonho
e que o sonho
recria…
Hoje também
tenho espaço
para todos os
sonhos do mundo,
por isso…,
meu duende
inspirador,
por isso…
preciso de ti…
aconchegado
ao meu pescoço
e sentir nas
orelhas as cócegas
do sopro
das tuas palavras…
porque…
essas
palavras sopradas,
de carinho
alimentadas,
são as
sementes com que cultivo
meus campos
de sonho
para que
renasçam
e se renovem
… em flores
de poesia
segunda-feira, 29 de janeiro de 2018
4 º Aniversário de poesia em Folhas de Chá
4 º Aniversário de poesia em Folhas de Chá
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