segunda-feira, 14 de fevereiro de 2022

NO DIA DOS NAMORADOS...


Mergulhei devagarinho para

dentro da tua alma…

Encontrei um coração puro

repleto de carinho,

de amor,

de ternura…

 

Nele também mergulhei,

nele absorvi toda a emoção

de ser tu…

pois que já não sei se…

… eu sou eu…

… ou se tu és tu…

nestas águas puras de amor

que enchem o lago do teu coração.

 

Águas que transbordam,

escorrem para a alma,

envolvendo e

alimentando meu ser

 

E nessas águas límpidas…

nesse lago onde mergulhei

 tu és eu e eu sou tu…

fundidos…

… um só ser…

ser AMOR…

 

… amor que SOMOS…

 

De Maria La-Salete Sá (14/02/2022)


sábado, 5 de fevereiro de 2022

AMOR ETERNO AMOR

         Esta semana começou na SIC uma nova telenovela brasileira, “Amor eterno amor”. Quando foi anunciada pensei que fosse “mais uma novela cor de rosa”, não criando muitas expectativas quanto ao interesse que me pudesse vir a despertar, mas como sendo transmitida num horário em que estou mais ou menos livre, tenho-a seguido. E a forma como a pensei, a opinião que dela fiz, alterou-se por completo, mesmo que só tenham sido transmitidos quatro episódios. Esta vai ser uma novela para ver “com olhos de ver” e sentir a nível mais profundo, a nível da alma!

É certo que tem uma ou mais histórias de vida “novelesca” – amores e desamores, heróis e vilões, pessoas boas e más, invejas, vinganças, gente honesta e desonesta…, enfim, todos os ingredientes de uma normal novela – mas tem muito mais! E um muito mais, MUITO MAIS ALÉM…

Este MUITO MAIS ALÉM é o “ingrediente” que me fascina, que vem ao encontro do que sou, do que penso, do que acredito…, porque esta novela fala da “saudade de casa”, dessa saudade que muitas vezes sinto, dessa vontade de viajar até às estrelas, até à minha estrela-mãe…

Faz verdade de verdades que para muita gente são devaneios, fantasias ou simplesmente criações de imaginações férteis… Faz verdades de muitas verdades minhas, traz informação sobre as crianças da nova era (índigos, cristais, arco-íris…), sobre as orientações que chegam de outros planos, sobre o conhecimento adquirido em vidas já passadas (pessoas, ideias, sentimentos, entre outros…)

E tenho poemas e outros textos em que o teor dos mesmos quase parece tirado desta telenovela, entre eles “Viajante das estrelas”, “Lá… onde a vida mora”, “Viagem às origens”, “Para lá do tempo”, “Peregrina”, “Quem és?...”




LUZ VIOLETA

 Eu tenho uma amiga

de coração puro

e de alma sedenta…

que se procura…

 

Hoje,

a minha amiga parou

suspensa

num instante de vida…

e a luz entrou,

irradiou…

em linda e suave cor…

 

Hoje,

a minha amiga apresentou-se

iluminada

na cor da libertação…

 

Hoje resplandeceu em tom violeta,

fez-se brilho,

fez-se cor...

... na luz da transmutação.

 

De Maria La-Salete Sá





sábado, 1 de janeiro de 2022

BEM VINDO 2022!

 Hoje é o último dia do ano. Do ano 2021. Um ano marcado pela turbulência da pandemia, pelas manifestações da natureza entre atividade sismológica intensa e algo anormal, cheias, secas e outras que tais… para muitos, um ano de intensa instabilidade, de dores e frustrações…

Mas eu só tenho que dar graças ao ano que hoje finda… É certo que também vivi restrições, isolamento, ausência de afetos “tocáveis”, afastamento quando a vontade era juntar, abraçar… E não deixei que essas (aparentes) contrariedades me retirassem o ânimo ou me impedissem de sorrir e de ser feliz. Mantive viva e acesa a chama da alegria, da confiança e, ao fazer uma retrospetiva analítica destes 365 dias descubro que não houve um único dia em que a negatividade, a dor ou o pessimismo fizessem de algum modo a diferença. É certo que também tive momentos sombrios, mas não foram marcantes o suficiente para se fixarem porque não sou pessoa de alimentar a tristeza nem de carpir a dor. Procuro, sim, aceitar esses momentos como meus, de minha única responsabilidade e compreendê-los. Depois simplesmente deixá-los ir e voltar à alegria que me carateriza.
Além disso foi um ano de grandes conquistas. Conquistas ao nível de alma, que, embora com pequenos passos, por vezes inseguros ou vacilantes, me ajudaram a ser mais EU, a reconhecer-me como fruto e semente de Amor, como essência divina, tal como toda e qualquer pessoa, quer esteja ou não consciente de quem realmente É. Conquistas ainda de cariz mais material (não materialista) – dois livros editados, um deles em coautoria, ambos bem conseguidos, bem divulgados e bem aceites, eventos bem sucedidos. Foi um ano em que o estar para o outro também foi muito marcante, como marcante foi e é a confiança que a vida deposita em mim, confiança esta que se manifesta nas diversas vertentes em que movimento as minhas atividades, umas de minha própria iniciativa, outras que me são sugeridas…
Além de tudo, ao estar de bem comigo, todas as atividades, todas as atitudes que partem de mim, têm a energia do amor e da sadia alegria que distribuo gratuitamente por onde passo, com quem convivo, com quem me cruzo, mesmo que nem sempre as pessoas disso se deem conta. Sou essa energia, fui essa energia em 2021 e serei essa energia em 2022. Fruto, como disse, do AMOR, fui AMOR e só desejo nunca me esquecer de quem SOU e continuar a receber e partilhar amor e sorrisos de paz, de gratidão e de fraternidade.
Amo a vida nesta plenitude e a todos desejo o mesmo que para mim: Um ano de 2022 onde estes atributos se manifestem na maior abundância!
BEM VINDO 2022!

Maria La-Salete Sá (31 de dezembro de 2021)



domingo, 19 de dezembro de 2021

ERA UMA VEZ… NO NATAL

 

Dezembro aproximava-se… e com ele, o Natal…

Violeta Maria parou um bocado suspensa nesse pensamento… Com o Natal a bailar na mente aproximou-se da janela, lançou o olhar em redor e…perdida na imensidão do horizonte, viajou no tempo… ao tempo em que a sua terra natal ainda não conhecia luz elétrica, ao tempo em que as ruas eram estradas de terra batida, caminhos estreitos e pedregosos ou carreiros pelos campos ou serranias…

Nessas alturas não havia tristeza, as crianças espalhavam risadas de alegria, as mulheres, atarefadas com a lida da casa e com os animais de capoeira, cantavam enquanto trabalhavam, os homens, aqueles a quem cabia o trabalho mais pesado assobiavam, por vezes também cantavam, como forma de esquecer o esforço ou enganar a pobreza. Sim, porque ali também vivia a pobreza…

E Violeta pensou nos seus amigos de infância. Na pureza, na simplicidade e no amor genuíno que sempre os unia, mesmo no meio das pequenas zangas. Então, na altura de Natal, iam pelos montes recolhendo musgo, pinhas, ramos de azevinho para fazerem o presépio na escola e enfeitarem a sala. Sala bonita, sala enfeitada, era linda de se ver!  E, no último dia de aulas antes das férias natalícias, junto ao presépio rezavam a Jesus, pedindo paz, saúde e ajuda para os mais necessitados, ao mesmo tempo que faziam promessa de bom comportamento.

Parou um bocado neste pensamento, neste reencontro de amigos e reviveu um Natal, aquele Natal que, mais do que um Natal foi uma grande lição de vida!

Tinha ela oito anos. Oriunda de uma família de lavradores, nunca lhe faltou comida, sempre tivera roupa e calçado e até tinha alguns brinquedos, mas… a família que vivia em frente, não sendo uma família numerosa, era muito pobre. Eram apenas três pessoas, o Nelo de oito anos, a Rosita de seis e a mãe, a Sr.ª Rosa, que ficara viúva pouco depois da Rosita nascer.

As pessoas da terra ajudavam como podiam e a Sr.ª Rosa, que tinha uma cabrinha e algumas galinhas, ia vendendo leite e ovos para poder alimentar-se e alimentar os filhos.

E nesse Natal aconteceu algo novo, algo diferente.

Uns dias antes da noite de consoada, a Violeta perguntou ao Nelo o que ia pedir ao Menino Jesus para deixar no sapatinho. Ele ficou muito intrigado, pois nunca pedira nenhum presente a Jesus, nem sabia que isso se fazia, além disso nem sequer tinha sapatos, só tinha umas botas para levar à missa e umas chancas velhas.

Quando chegou a casa contou à mãe e à Rosita o que a Violeta lhe disse.

Então, na noite de Natal, lá pôs as botas na chaminé e as soquinhas da irmã e, já na cama, antes de dormir, pediu a Jesus que lhe desse uma prendinha qualquer, só queria ter alguma coisinha dentro da bota e dentro da soquinha da Rosita.

Mal acordou foi ver se tinha algum presente e… na sua bota tinha um cartucho com alguns rebuçados e uma bola feita de meias; na soquinha da Rosita tinha outro cartucho com rebuçados e uma boneca também feita com uma meia velha e alguns trapos.

Eles ficaram tão felizes, mas tão felizes com os presentes que, depois do almoço, foram brincar com a Violeta e com ela repartiram os rebuçados, brincaram com a bola e a boneca de trapos, juntamente com os brinquedos que esta também recebeu.

E, para que este dia jamais ficasse esquecido, a Violeta ofereceu uma boneca de verdade à Rosita e pediu ao irmão que desse ao Nelo o arco e a gancheta com o carrinho de linhas.

E foi assim que estes amigos viveram um Natal na plenitude do AMOR!

                                                                                                   Maria La-Salete Sá