Eu sei que os gatos são animais especiais,
que sentem energias e veem presenças extrafísicas. Sei também que são protetores
das pessoas com quem vivem, que são catalisadores e transmutadores de energias,
caso estas sejam densas. Já passei por experiências destas com o meu gato
Farrusco nos anos 80 90, até ao momento
em que ele se foi (1993).
E há três meses adotei um gatinho bebé
(de um mês) a quem pus o nome de Merlin
Depressa ele se deixou cativar e nos
cativou. Gosta de estar perto de nós, no colo, no sofá, tanto a dormir, como
para brincar, embora também se afaste quando acha que deve.
E hoje ele viu além!...A meio da tarde
eu saí da saleta-escritório e fui para a outra sala ver televisão. O Merlin foi
atrás de mim, subiu para o sofá onde me tinha sentado e enroscou-se ao meu
lado, bem encostadinho a mim, mas por pouco tempo. Levantou-se e aninhou-se no
meu colo, penso que dormiu por um bocado. A determinada altura levantou-se,
colocou-se em pé, assente apenas nas patas traseiras e ficou assim parado de
olhar fixo na direção da porta, a ver algo “invisível”. Esteve assim uns
segundos (cerca de meio minuto, mais ou menos, penso eu…), baixou “a guarda” e foi
sentar-se na ponta do sofá, mesmo em frente à porta. Esteve ali mais uns
segundo e voltou para o meu colo. Novamente se aninhou e ali ficou a dormitar
durante mais um pedaço.
Da mesma forma que antes, acordou, pôs-se em pé, exatamente na mesma posição em
que estivera antes, com as patas dianteiras levantadas à altura do pescoço,
olhando fixamente para a porta. Eu olhei também e… “vi”, numa fração de
segundos, o que me pareceram dois vultos, que logo se dissiparam. Sei que o que
“vi” era pacífico, acolhedor, algo familiar e senti a emoção da presença dos
meus pais, como um afago de amor e felicidade.
Não sei dizer como senti, mas
sei que essa energia de sublime amor me envolveu e eu retribuí num abraço
energético pleno de gratidão! Tudo isto aconteceu em curtíssimo espaço de
tempo, mas deixou-me na alma um tal estado de graça e bem aventurança que não
se define, apenas se vive e sente.
Enquanto eu “assimilava o que via e sentia”,
o Merlin, mais uma vez, se foi sentar na ponta do sofá. Mesmo em frente da
porta Passados estes instantes de “conexão”, ele voltou para o meu colo e ali
ficou até que eu me levantasse.
25 de janeiro de 2026 (22h 30m)