A poesia
é um bailado de palavras
ao ritmo musical das emoções.
Um bailado que se faz em passos
ora corridos
ora pausados,
de acordo
com o teor
das sensações.
Maria La-Salete Sá (28/05/2026)
(imagem da net)
Baralho de Letras
A poesia
é um bailado de palavras
ao ritmo musical das emoções.
Um bailado que se faz em passos
ora corridos
ora pausados,
de acordo
com o teor
das sensações.
Maria La-Salete Sá (28/05/2026)
(imagem da net)
QUERO
Quero escrever um poema
com as cores da hora mágica
e pintar um quadro de sonho
com as letras do amor.
Maria La-Salete Sá (10/02/2026)
A que fui já não sou,
a que sou não é a que SOU…
mas esta de hoje,
de bússola na mão,
segue andando…
E eu sei.
Sei quem sou
e também sei que
não estou em quem SOU.
Neste tempo
sou viajante,
deambulante
a calcorrear os caminhos
que me levam a quem SOU!...
E seguirei a estrada
que a vida me traçou…
até chegar
a quem SOU
Maria La-Salete Sá (10/03/2026)
O CASAMENTO
A Maria João
Plão Plão
conheceu o
Joaquim
Plim Plim
e num instante
assim
foi amor até
mais não!
Foi namoro
repentino,
abraços e
beijinhos,
sempre
juntinhos
num só momento
escolheram
padrinhos
e sonharam
com o casamento.
Na hora da
celebração
os sinos da
igreja tocaram
dlão, dlão,
dlão, dlão
e a campainha
respondeu
dlim, dlim,
dlim, dlim.
Quando o padre
perguntou
se queriam
mesmo casar,
a Maria João
disse não
quando o
Joaquim disse sim.
Ao verificar o
engano,
imediatamente
emendou e salientou
“Sim, eu quero
casar,
eu quero casar
com o Joaquim.”
O padre sorriu
e disse:
Assim está
bem, está bem assim!
Vamos lá casar
a Maria João
Plão Plão
e o Joaquim
Plim Plim.
Muito felizes
e sempre
sorridentes,
a família
cresceu,
vieram dois
gémeos,
um belo
presente
que a vida
lhes deu!
A Florinda
Plão Plim
e o Florindo
Plim Plão
enchem de
beleza e magia
os dias de
suas vidas
entre
brincadeiras e sorrisos
que nascem no
coração.
E vive
em total harmonia
a família
Plim Plão!
Maria
La-Salete Sá (05-05-2026)
A
Nanda
pensa
que manda
a
Lete
andar
de bicicleta.
Pensa
que manda,
mas
não manda,
porque
a Lete
prefere
a trotinete!
Atravessa
a estrada,
meio
desengonçada.
E
lá vai a Lete
a
mastigar uma chiclete!
Assim,
desengonçada,
vai
lançada
para
chegar depressa
à
loja do Sr. João…
e.
pimba!...,
dá
um trambolhão.
Logo
a Nanda
corre
para ela
e
levanta-a do chão!
Depois
a Lete,
com
gratidão,
lhe
oferece a manta
que
comprou
na
loja do Sr. João.
Agora
contentes,
mesmo
sem jeito
e
sempre a cantar,
estas
amigas do peito
lá
vão juntinhas
pela
estrada fora
a
cantarolar.
Fernanda Cabral e Maria La-Salete Sá (5/5/2026)
Mãe, minha estrelinha brilhante,
a estrelinha
que ilumina os caminhos que percorro…
Foste a minha génese,
o consolo, o abrigo, o carinho e o amor…
…um amor
que não tem definição,
que não tem nome,
de tão indefinido e inominável que é.
Foste a minha génese aqui na Terra,
a biblioteca dos maiores saberes e valores
onde aprendi os caminhos da vida.
Foste a base
em que fundeei meus alicerces…
… e fundações concluídas, partiste…
Foste ocupar o teu lugar no firmamento,
estrelinha que me guias.
Foste,
mas deixaste um rasto de luz sublime
que sempre ilumina meus passos.
E sei,
e sinto que,
lá do firmamento onde estás,
me abençoas, me conduzes e me ajudas
a desenhar novos alicerces…
… porque também sou Mãe!
Maria La-Salete Sá