corpo Amor
coração Sentimento
essência Pureza…
Em suma…
…SOU…
EU… EU SOU
SER em LUZ,
SER em AMOR,
SER em SENTIMENTO,
SER em PUREZA…
EU SOU SER… em LIBERDADE,
sendo que…
EU SOU,
EU SOU,
EU SOU,
EU SOU O QUE EU SOU.
De Maria La-Salete Sá (21/05/2022)
Meu coração está aperreado, apertadinho… e chora… Não chora
dores de apego, não chora a morte – ele não acredita na morte -, mas chora… e
nem sabe porque chora… Não sabe se estas lágrimas que teimam em sair são pelo
luto da Luísa, se são pelo luto da tia Olinda, se são pelo luto das duas…
E sei que não morreram, sei que apenas mudaram de “casa” ou
de “escola”, passaram para um superior nível de aprendizagem. Sei que estão de
regresso à casa-mãe onde nova VIDA as aguarda… Sei que vieram das estrelas, cumpriram
aqui a tarefa a que se propuseram e se preparam para novas etapas, novas
viagens…
Como elas, como qualquer pessoa neste plano de existência,
nossas memórias ancestrais estão ocultas (às vezes semiocultas) pelo véu do
esquecimento, esse que nos envolve a cada nascença. E, talvez a minha alma
tenha visto/sentido um vislumbre dessa “casa”, da casa onde nasceu, talvez uma
ténue recordação de alguma das inúmeras viagens, talvez… seja também a saudade
da VIDA ESQUECIDA a juntar à saudade de quem partiu…
Chorei. As lágrimas saíram em torrente, em forte pranto,
mas agora sei que não foi pranto de dor, foi pranto-saudade do AMOR e foi
também pranto-AMOR pela Luísa, pela tia, por todos/as que finalizaram o curso neste
plano, Amor por quem ainda tem trabalho no terreno, amor por tudo e todos, amor
por mim.
Estou calma, agora.
Abraço a VIDA com um sorriso, sei que as minhas “estrelinhas”
que estes dias nos deixaram sabem e sentem o brilho e a luz deste AMOR, sei
ainda que jamais nos estaremos ausentes e que amanhã nos reencontraremos.
Percorro caminhos incertos na incerteza da vida...
Encontro trajetos
certeiros e certos na certeza de Ser Eu... outros incertos na incerteza de
ser... apenas... eu.
Sou assim, incongruente, (in)transigente entre o Ser e o ser, entre o Estar e o
sentir…
Assim seu eu, assim
SOU EU… plenamente presente na vida, plenamente ausente de mim e do eu…
Maria La-Salete Sá (14/04/2022)
Pousou uma borboleta
na ponta do meu sorriso…
… olhou bem fundo na minha alma
abanou as asas
e, silenciosamente,
anunciou a PRIMAVERA!
Depois…
… ainda pousada
na ponta do meu sorriso,
milhentas partículas coloridas
de suas asas se soltaram
e, em meu redor, esvoaçaram …
Espanto! Alegria!
Bem lá dentro da minha alma
um belo jardim floriu!...
um jardim de Paz,
de silêncio,
de vida,
de calma,
espaço onde se faz alquimia,
se cria magia…
…onde… sou criação,
ser em construção…
Depois…
…acariciou o meu sorriso,
bateu asas,
voou…
…dando vivas à Primavera
que em mim despontou…
Maria La-Salete
Sá (Aipal, 19-03-2022 09h 29m)
Às vezes há momentos em que as ideias
se contradizem,
se confrontam,
Mergulhei
devagarinho para
dentro da tua
alma…
Encontrei um
coração puro
repleto de
carinho,
de amor,
de ternura…
Nele também
mergulhei,
nele absorvi
toda a emoção
de ser tu…
pois que já
não sei se…
… eu sou eu…
… ou se tu és
tu…
nestas águas
puras de amor
que enchem o
lago do teu coração.
Águas que
transbordam,
escorrem para
a alma,
envolvendo e
alimentando meu
ser
E nessas águas
límpidas…
nesse lago
onde mergulhei
tu és eu e eu sou tu…
fundidos…
… um só ser…
ser AMOR…
… amor que SOMOS…
De Maria
La-Salete Sá (14/02/2022)
Esta semana começou na SIC uma nova telenovela brasileira, “Amor eterno amor”. Quando foi anunciada pensei que fosse “mais uma novela cor de rosa”, não criando muitas expectativas quanto ao interesse que me pudesse vir a despertar, mas como sendo transmitida num horário em que estou mais ou menos livre, tenho-a seguido. E a forma como a pensei, a opinião que dela fiz, alterou-se por completo, mesmo que só tenham sido transmitidos quatro episódios. Esta vai ser uma novela para ver “com olhos de ver” e sentir a nível mais profundo, a nível da alma!
É certo que tem
uma ou mais histórias de vida “novelesca” – amores e desamores, heróis e
vilões, pessoas boas e más, invejas, vinganças, gente honesta e desonesta…,
enfim, todos os ingredientes de uma normal novela – mas tem muito mais! E um
muito mais, MUITO MAIS ALÉM…
Este MUITO MAIS
ALÉM é o “ingrediente” que me fascina, que vem ao encontro do que sou, do que
penso, do que acredito…, porque esta novela fala da “saudade de casa”, dessa
saudade que muitas vezes sinto, dessa vontade de viajar até às estrelas, até à minha
estrela-mãe…
Faz verdade de
verdades que para muita gente são devaneios, fantasias ou simplesmente criações
de imaginações férteis… Faz verdades de muitas verdades minhas, traz informação
sobre as crianças da nova era (índigos, cristais, arco-íris…), sobre as
orientações que chegam de outros planos, sobre o conhecimento adquirido em
vidas já passadas (pessoas, ideias, sentimentos, entre outros…)
E tenho poemas
e outros textos em que o teor dos mesmos quase parece tirado desta telenovela,
entre eles “Viajante das estrelas”, “Lá… onde a vida mora”, “Viagem às origens”,
“Para lá do tempo”, “Peregrina”, “Quem és?...”