Sinto que, à minha volta, pairam energias densas que me sugam… que me sugam e deixam não só exausta, como causam alterações no meu ritmo biológico, . Além disso, ou por isso, também o meu ritmo respiratório se altera, por vezes tenho a sensação de que o ar não chega em pleno aos pulmões, o que me obriga a parar e fazer uma inspiração profunda antes da expiração que deveria estar a acontecer…
quinta-feira, 18 de janeiro de 2024
ENERGIAS PARASITAS...
sexta-feira, 12 de janeiro de 2024
RELATO DE UMA NOITE DE INSÓNIA
Ontem, depois de uma tarde passada entre Espinho
e Porto, cheguei a casa cansada. Pensei deitar-me cedo, mas veio uma coisa, veio
outra e outra e… fui dormir já depois das 23horas. Adormeci quase de imediato,
mas acordei às 01:47h para ir à casa e banho e o sono evaporou-se. E quando a
noite nos mantém reféns da insónia há que escolher como valorizar o tempo em
que o sono anda ausente.
Assim, entre outras coisas, como “contar
carneiros”, cantarolar em pensamento, deixar-me invadir por ideias irrisórias…,
situações que não acalmaram a minha ansiedade de não conseguir dormir, então
decidi-me por uma saída mais frutífera, conexão comigo, com a minha divina
Presença Eu Sou, tentando olhar o mundo à minha volta e orar.
Ao olhar o mundo, ao ver o caos em que está
mergulhado, veio a vontade de pedir pela Paz, pelo Amor, pela Luz, pela
Humanidade. E não sabia como fazer, pois, também acredito que este caos é o
necessário para que se dê a transformação, a mudança de paradigma. Além disso
também sei que desde os “sofredores aos vilões”, todos estão a cumprir o seu
papel kármico e dármico, são os atores no palco desta vida. Posso parecer
insensível (e por vezes assim me sinto), mas como não quero interferir no plano
cósmico/divino sinto-me, tantas vezes, perdida, sem saber como agir… E ontem,
na minha vontade de orar, questionei-me e concluí que não sei orar sem
interferir no livre arbítrio dos “sofredores e dos vilões” (pelo menos ontem
não soube). Então limitei-me a pedir Luz, a pedir que mais e mais seres se
abrissem à Luz do Amor, que mais e mais seres despertassem de modo a que a
Terra possa ser um planeta de LUZ. Talvez por ter sido um pedido profundo da
alma, miríades de pequeninos focos luminosos começaram a ganhar forma na minha
tela mental, uma pura manifestação de Luz. Uns ampliavam-se formando grandes
balões de luz, movendo-se em várias direções, enquanto outros continuavam
pequeninos, parecendo uma chuva de estrelas. Invoquei Jesus pedindo que nos
iluminasse e logo a sua imagem se fez presente aspergindo Luz e Amor em feixes de
uma luminosidade intensa, branca cristalina. Durou uns segundos e novo cenário
se formou. Entre os pequenos focos de luz que sempre estiveram presente e
sempre em movimento, surgiram por esta ordem, Mestre Kutumi, Mestre Mória, um
arcanjo com vestes guerreiras, talvez o Arcanjo Miguel, como guerreiro da Luz e
Mestre Confúcio. Dissipados os rostos, eis surgem, agora sem focos de luz,
gravuras egípcias, entre elas paredes pintadas, outras completamente
preenchidas com hieróglifos e várias tábuas escritas, atrás das quais estava
Anúbis.
Acabei por aqui. Agradeci aos Mestres que se
fizeram presentes, ao Arcanjo Miguel e ao nosso Mestre Maior, Jesus e fiquei-me
a “digerir” as mensagens implícitas nas imagens. Acredito que os imensos focos
luminosos (os que se ampliavam e os mais pequenos) foram a resposta ao meu
apelo: há uma grande massa a despertar e a parte final, o Anúbis, a “confirmar”
a necessidade do caos, ele como o deus da morte e da mumificação, está a
acompanhar aqueles que estão a partir, a acabar o seu contrato desta vida. E as
tábuas, os hieróglifos levaram o meu pensamento para a queda das antigas
civilizações por mau uso do poder, ou seja, o que agora está a acontecer…
talvez estejamos mais perto do que julgamos de uma alteração profunda tanto a
nível espiritual quanto a nível físico. Os tsunamis, as erupções vulcânicas, as
tempestades…, todos esses cataclismos são a forma da Mãe Natureza limpar, as
próprias guerras, por muito injustas e cruéis que sejam e se apresentem, levam
desta vida os/as que se dispuseram a passar por esse desfecho, os “mandantes”
são o “motor” para que se cumpra o “contrato” dos que perecem…
Julgá-los? Não. Ter compaixão, abraçá-los no
Amor? Sim. Fácil?! Também não, mas é preciso manter viva a consciência de que
todos, de vida em vida, ao longo de éons de existências já fomos os vilões, os
heróis, os assassinos, os puros, os carrascos, os penitentes, os injuriados, os
injuriosos…
Abri os olhos, olhei o relógio, eram 5h 37m.
Fui novamente à casa de banho e depois dormi até às 8h 30m.
(09/01/2024)
HOJE... ESTOU-ME AUSENTE...
Hoje estou-me ausente…
Não sei em que encruzilhada me afastei… olho-me
e não me reconheço…
…A que estou não é quem sou e meus passos, por
mais que ande, não me conduzem a lado algum…
Hoje estou-me ausente…
sim, ausente,
mas preciso urgentemente de me encontrar,
não quero nem posso continuar parada na beira
do caminho…
… porque…
… nesta ausência de mim,
na incapacidade de me reconhecer,
uma angústia vai nascendo, crescendo…
Hoje estou-me ausente…
… sou a criança perdida, perdida e indefesa no
bosque da solidão…
procuro a mão carinhosa do Pai, o aconchego do
colo da Mãe…
Preciso do afago que me permita e ajude sair
deste não ser…
que não sou…
… até que me reencontre no SER que EU SOU…
Maria La-Salete Sá (12/01/2024---17h18m)
quinta-feira, 14 de dezembro de 2023
DO CÉU DESCEU…
pequenina,
fulgurante.
Veio até
mim,
alojou-se-me
no coração…
aspergiu
o bálsamo do amor,
fez
cintilar o brilho da paz
e entoou
a música das esferas,
o som
do infinito…
Parou
por momentos…
…
depois,
tal
bailarina florescente,
cortando
os ares em etéreo e doce bailado,
partiu…
TEMPOS PERDIDOS
Esperando
o tempo ser tempo
tempo
de viver,
de
ser, de estar…
…
esperando,
esperando…
E em
espera constante
nem
sempre se vive,
nem
sempre se é,
nem
sempre se está…
…porque
na
espectativa do tempo
gasta-se
o tempo
em
tempos perdidos,
em
tempos mortos …
Depois…
quando
olhamos o tempo
descobrimos
já
fora de tempo
o
tempo que perdemos…
… sem
estar,
sem
ser,
sem
viver…
Descobrimos
então
como
foi grande
a
perda do tempo…
tempo
desaproveitado,
de
vida… esquecido…
Maria La-Salete Sá
domingo, 26 de novembro de 2023
sexta-feira, 24 de novembro de 2023
ENTARDECER OUTONAL
Neste fim de tarde outonal
ao som do cântico das aves
que ainda pululam de árvore em árvore,
a natureza apresentou-se
esplendorosa, encantadora!
Assim vestida de cores quentes,
mescladas de celeste azul,
ia-se cobrindo de tons alaranjados,
uns fortes,
outros amarelados
outros a raiar os dourados…
E sorrindo por entre as ramagens
já quase despidas de folhagens,
de roupagem vai mudando
esperando o abraço da noite
que vai chegando…
Maria La-Salete Sá (22/11/2023)



