Há lutas de gigantes no firmamento!
O ribombar dos confrontos ecoa
em trovoada ensurdecedora
e o céu ilumina-se
em jogos de raios e luz…
As nuvens, em atropelo,
rompem-se em chuva diluviana…
que,
sem dó nem piedade,
tudo alaga, tudo encharca…
As pessoas, perplexas,
assistem, impotentes,
ao desmoronar catastrófico dos seus
alicerces…
Árvores sucumbem à força do vento,
terras e casas desabam sem dó nem
piedade,
E a chuva não dá tréguas…
Os rios transformam-se em autênticos
mares…
Nada resiste, a água tudo engole, em
tudo se incorpora…
E ninguém escapa indiferente…
a calamidade não se abate apenas sobre
bens materiais…
perdem-se sonhos,
perdem-se vidas…
e tudo se altera…
para sempre…
No meio deste cenário de destruição
e no grito que sai da alma
ao questionar. “Até quando?”,
não falta amor solidário,
cooperação,
interajuda…
Ainda há espaço para a esperança
quando a vida se faz repartida
em gestos de solidariedade
e fraternidade…
Mas… a chuva continua… não quer
abrandar…
Maria La-Salete Sá (10/02/2026)
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