terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

CHUVA SEM TRÉGUAS

 

  



Há lutas de gigantes no firmamento!

O ribombar dos confrontos ecoa

em trovoada ensurdecedora

e o céu ilumina-se

em jogos de raios e luz…

As nuvens, em atropelo,

rompem-se em chuva diluviana…

que,

sem dó nem piedade,

tudo alaga, tudo encharca… 

 

As pessoas, perplexas,

assistem, impotentes,

ao desmoronar catastrófico dos seus alicerces…

Árvores sucumbem à força do vento,

terras e casas desabam sem dó nem piedade,

 

E a chuva não dá tréguas…

Os rios transformam-se em autênticos mares…

Nada resiste, a água tudo engole, em tudo se incorpora…

 

E ninguém escapa indiferente…

a calamidade não se abate apenas sobre bens materiais…

perdem-se sonhos,

perdem-se vidas…

e tudo se altera…

para sempre…

 

No meio deste cenário de destruição

e no grito que sai da alma

ao questionar. “Até quando?”,

não falta amor solidário,

cooperação,

interajuda…

 

Ainda há espaço para a esperança

quando a vida se faz repartida

em gestos de solidariedade

e fraternidade…

 

Mas… a chuva continua… não quer abrandar…

 

Maria La-Salete Sá (10/02/2026)

 

 


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