domingo, 1 de fevereiro de 2026

11º ANIVERSÁRIO | Poesia em Folhas de chá

segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

O QUE VIVI ATRAVÉS DO MEU GATO

 Eu sei que os gatos são animais especiais, que sentem energias e veem presenças extrafísicas. Sei também que são protetores das pessoas com quem vivem, que são catalisadores e transmutadores de energias, caso estas sejam densas. Já passei por experiências destas com o meu gato Farrusco nos anos 80  90, até ao momento em que ele se foi (1993).

E há três meses adotei um gatinho bebé (de um mês) a quem pus o nome de Merlin


Depressa ele se deixou cativar e nos cativou. Gosta de estar perto de nós, no colo, no sofá, tanto a dormir, como para brincar, embora também se afaste quando acha que deve.


E hoje ele viu além!...A meio da tarde eu saí da saleta-escritório e fui para a outra sala ver televisão. O Merlin foi atrás de mim, subiu para o sofá onde me tinha sentado e enroscou-se ao meu lado, bem encostadinho a mim, mas por pouco tempo. Levantou-se e aninhou-se no meu colo, penso que dormiu por um bocado. A determinada altura levantou-se, colocou-se em pé, assente apenas nas patas traseiras e ficou assim parado de olhar fixo na direção da porta, a ver algo “invisível”. Esteve assim uns segundos (cerca de meio minuto, mais ou menos, penso eu…), baixou “a guarda” e foi sentar-se na ponta do sofá, mesmo em frente à porta. Esteve ali mais uns segundo e voltou para o meu colo. Novamente se aninhou e ali ficou a dormitar durante mais um pedaço. 


Da mesma forma que antes, acordou,  pôs-se em pé, exatamente na mesma posição em que estivera antes, com as patas dianteiras levantadas à altura do pescoço, olhando fixamente para a porta. Eu olhei também e… “vi”, numa fração de segundos, o que me pareceram dois vultos, que logo se dissiparam. Sei que o que “vi” era pacífico, acolhedor, algo familiar e senti a emoção da presença dos meus pais, como um afago de amor e felicidade. 


Não sei dizer como senti, mas sei que essa energia de sublime amor me envolveu e eu retribuí num abraço energético pleno de gratidão! Tudo isto aconteceu em curtíssimo espaço de tempo, mas deixou-me na alma um tal estado de graça e bem aventurança que não se define, apenas se vive e sente. 


Enquanto eu “assimilava o que via e sentia”, o Merlin, mais uma vez, se foi sentar na ponta do sofá. Mesmo em frente da porta Passados estes instantes de “conexão”, ele voltou para o meu colo e ali ficou até que eu me levantasse.

 

25 de janeiro de 2026 (22h 30m)

sábado, 20 de dezembro de 2025

MATIZES

 

 O vento que, docemente, me afaga

canta o teu nome em suaves melodias,

desenha teu rosto no painel das emoções e…

… pingos de chuva que agora chegam,

tais cristais celestes soltos do arco-íris

trazem com eles os matizes

com que pintam um sorriso feliz!

 

É o sorriso que desponta da minha alma

e logo se solta

numa prece de gratidão

pela beleza do sentimento que nos une.

 

E não haverá vento,

nem chuva,

nem tempestade que o apague…

 

Quando em vez

poderá afastar-se do meu rosto,

mas

para sempre brilhará na minha alma!

 

 

Maria La-Salete Sá (16-11-2024)

MERLIN

 



É pequenino,

lindo, meigo e pretinho

o meu doce gatinho.

 

Brincalhão até mais não!

Curioso até que baste!

 

Mas eu quis um gato assim,

pequenino e pretinho…

e chamei-lhe Merlin!

 

Meu gatinho é bem mimalho,

pede carícias, mimo, colinho

e do colinho faz agasalho…

 

Corre pela casa inteira,

brinca, brinca sem parar

e mordisca na brincadeira.

 

Merlin é um gato feiticeiro,

não um gato qualquer!

 

Seu pelo negro e macio

encanta quem o olhar,

de tão brilhante e luzidio!

 

E um manto de cetim

envolve por inteiro

o corpo do meu Merlin…

 

… do meu gato feiticeiro!

 

Maria La-Salete Sá (20-12-2025)

 

domingo, 16 de novembro de 2025

NEM A BRINCAR...



 

As palavras quiseram brincar.
Convidaram-me e eu entrei na brincadeira.
Começou por uma corrida animada,
uma corrida de palavras com rima,
ora flutuantes,
ora esvoaçantes,
que rápidas se juntavam
e alegremente brincavam
 
Assim juntas, abraçadas ou de mãos dadas,
fizeram composições,
algumas composições poéticas,
outras
de uma simples conversa “de trás da orelha” …
 
Formaram frases, contaram histórias
que eu ouvia,
absorvia,
escrevia…  
 
Um dia convidaram-me para jogar às escondidas.
E eu aceitei.
 Aceitei…
e…
aí é que “a porca torce o rabo”,
porque…
… de tão escondidas, mal as encontro…
e quando encontro
elas não querem sequer falar…
ficam mudas…
parecem perdidas…
mas só me querem irritar.
 
Não querem ser encontradas
nem ordenadas para serem poema ou canção…
porque nesta brincadeira
também levaram e esconderam
a inspiração…
 
Ora bolas!,
de inspiração ausente,
com palavras mudas e escondidas,
vendo esta falta de respeito
por quem sempre as amou
só me apetece gritar-lhes
a minha indignação!
 
Isto não se faz, nem a brincar!  
Comigo acabou a brincadeira,
mas quando vos apanhar…
… vão ver e sentir, não a indignação,
mas o peso e a força do teclado
ou da lapiseira!
 
Maria La-Salete Sá (16-11-2025)
 
 

MUDANÇAS...

 Ontem, nos meus momentos de paragem e abandono para reflexão, ouvindo a música xamânica (tambores xamânicos), fechei os olhos, concentrei-me na respiração e deixei que a música me conduzisse (ou se conduzisse). Sem pensar em nada, simplesmente atenta ao que me fosse dado ver, sentir ou vivenciar, a pouco e pouco o ritmo começou por se intensificar na cabeça, como se ali se concentrasse, mantendo-se assim por momentos. Depois, vibrando suavemente, alojou-se no meu chacra cardíaco. Enquanto observava e “me deliciava” emersa neste estado vibratório de ser, sempre de olhos fechados, uma imensidão de pontos luminosos, flutuantes parecia cobrir todo o espaço que o meu olhar interno podia abranger, chegando cada vez mais próximo. Eram apenas partículas luminosas que vinham chegando, mas a minha alma soube de imediato que traziam uma mensagem, um alerta para nos abrirmos ao que vai chegar. Mal a mensagem foi descodificada, as milhentas partículas agruparam-se num único e grande foco luminoso, uma espécie de disco solar que a pouco e pouco se foi desvanecendo. Fiquei mais um bom bocado entregue à melodia e à intensidade da vibração, revisando atitudes, emoções, sentimentos, pensamentos, numa espécie de regresso ao passado. E o curioso é que me descubro mais livre, mais desapegada do material, mais tolerante…

Fiz esta meditação durante a tarde e à noite, quando me fui deitar, antes de dormir e depois de “conversar” um bocadinho com os meus amigos da Luz, com a luz apagada, prontinha para adormecer, começo a “ver” sinais, imagens coloridas, abstratas que, conforme vinham logo desapareciam dando lugar a outras. Mudei a posição e devo ter adormecido quase logo.

Maria La-Salete Sá (14-11-2025)


terça-feira, 4 de novembro de 2025

EM MEDITAÇÃO...

 

Hoje fiz a minha ligação aos Arcturianos durante a manhã e, depois de almoço, depois de arrumar a cozinha, depois de ler um bocado de “A Serpente Emplumada”, enquanto o Indaleto estava absorvido a meditar, de auscultadores colocados, ouvindo música lemuriana, resolvi seguir caminho idêntico. Também de fones conectados ao computador, selecionei, de Music for body and sprit, “Tambores Xamânicos, Flauta Nativa Americana, Energia Positiva… Meditação” e entreguei-me, tentando esvaziar a mente e ficar recetiva ao que chegasse. A pouco e pouco serenei e a música parecia penetrar todo o meu ser, intensificando-se na cabeça e no cardíaco. Sabia que não estava só, havia uma espécie de carícia a envolver-me. Depois, uma descarga sobre a cabeça e… algo de novo aconteceu! Sentada diante do computador, como estive o tempo todo, a sola dos meus pés começou a receber energia, em “piquinhos” que não dormência, mas verdadeiras descargas. Começaram nos pés, subiram pelas pernas até aos joelhos e depois… depois todo o meu campo energético se ampliou e nova “chuva” desceu pela cabeça. Neste estado de ser e de sentir, “precisei” de estender os braços e abrir as mãos para que a energia também por elas fluísse! Era tanta e tão forte que parecia não caber em mim. Era urgente e necessário partilhá-la. Agradeci, desliguei a música e esperei que o Indaleto “voltasse”. Quando ele abriu os olhos, pedi que me desse as mãos e assim a fiz circular. Não foi somente uma doação, foi antes uma osmose, dei e recebi, ele deu e recebeu. Que mais dizer, a não ser GRATIDÃO, GRATIDÃO, GRATIDÃO!

 

Maria La-Salete Sá (04-11-2025)


https://youtu.be/D3aP2lf1dt8?si=3Kdysa2wLMdFgt_Z