domingo, 9 de junho de 2024
HÁ ANJOS NA TERRA
NASCE PLENA A GATIDÃO
Hoje a minha gratidão nasce plena!
Gratidão pelo dia que amanheceu e me acordou,
com um sorriso.
Gratidão pelo café que estou a tomar.
Gratidão pelo pão que vou comer,
Gratidão pela vontade de ser, de me encontrar,
de crescer.
Gratidão pelo trabalho e também pela inércia!
Gratidão pela inércia, sim!
A inércia, quando fruto de uma necessidade
natural desperta o silêncio, e o silêncio conduz, de forma subtil, mas sábia ao
centro onde me encontro…
Aí repousam as angústias, as dores, mas também
as respostas, as curas…
Aí abre-se o caminho que conduz ao âmago, ao
único ponto onde o nada se une ao todo, onde alfa e ómega se fazem simbiose e comungam
do mesmo alimento.
Aí se forma o ponto de convergência de todas as
causas e consequências de tantas vidas, de todas as vidas.
Nesta inércia, se souber caminhar por entre o
nevoeiro do esquecimento, poderei, talvez, encontrar uma ponta partida a
precisar de retomar o ponto onde se soltou…
Talvez ai também possa encontrar alguma pérola
perdida entre as areias do deserto da solidão ou uma centelha de pura luz
abrindo caminhos… de retorno à casa mãe…
Talvez aí…
Talvez aí…
Quem sabe?!
Mas, mesmo por entre questões e caminhos ainda
não percorridos, a gratidão nasce plena!
Maria La-Salete Sá (09/06/2024)
domingo, 5 de maio de 2024
METAMORFOSE
(À
Luísa, quando deixou esta dimensão terrena)
Crisálida
que
em corpóreo casulo
viveste…
chegou
a hora da metamorfose.
És
agora borboleta
de
asas abertas ao vento,
em
voo de liberdade,
alma
liberta,
tal
estrela cintilante
em voo-eternidade…
(Espinho,
05-05.2022)
Maria La-Salete Sá
sexta-feira, 3 de maio de 2024
CAMINHOS…
Fiz uma paragem no tempo.
E
neste tempo parado
voltei
ao passado.
Revivi
momentos,
analisei
sistemas, conceitos,
vi
caminhos de luz,
caminhos
sombrios,
outros
de autêntico breu…
todos
eles,
caminhos
que percorri.
Olhando-os
de frente…
verifiquei
que
nada foi em vão…
pois
que…
… as
agruras,
os
desalentos,
as
tristezas,
os
desamores…
…foram
linhas orientadoras
na
descoberta de novos rumos
a
percorrer
e a
adentrar
na
floresta da vida.
Foram
erros?!...
Sim,
erros que cometi…
(e
muitos foram!),
mas
com muitos também aprendi
que…
entre
o cair e o erguer há vida a recriar,
basta
a gente acreditar
e
fazer acontecer!
Maria La-Salete Sá (04/04/2024)
segunda-feira, 22 de janeiro de 2024
TABERNÁCULO DO AMOR
No aconchego do meu silêncio
sou
vida pulsante,
alma
cantante,
melodia
de amor…
sou
o tudo dentro do nada,
sou
vida revisitada,
sou
flor, fruto e semente,
sou
jardim com fragrâncias das esferas
aspergidas em nuances de novas
e
brilhantes cores a florir.
Sou
a vida que nasce,
cresce
e se renova
neste
eterno bailado de SER…
Neste
aconchego assim silencioso
não
falta a brancura da paz
nem
o verde da esperança…
…
este silêncio é santuário,
é
tabernáculo
onde
o amor se faz AMOR…
…tão
somente AMOR…
…sem
necessidade de palavras…
…
simplesmente AMOR …
Maria
La-Salete Sá (21/01/2024)
quinta-feira, 18 de janeiro de 2024
ENERGIAS PARASITAS...
Sinto que, à minha volta, pairam energias densas que me sugam… que me sugam e deixam não só exausta, como causam alterações no meu ritmo biológico, . Além disso, ou por isso, também o meu ritmo respiratório se altera, por vezes tenho a sensação de que o ar não chega em pleno aos pulmões, o que me obriga a parar e fazer uma inspiração profunda antes da expiração que deveria estar a acontecer…
sexta-feira, 12 de janeiro de 2024
RELATO DE UMA NOITE DE INSÓNIA
Ontem, depois de uma tarde passada entre Espinho
e Porto, cheguei a casa cansada. Pensei deitar-me cedo, mas veio uma coisa, veio
outra e outra e… fui dormir já depois das 23horas. Adormeci quase de imediato,
mas acordei às 01:47h para ir à casa e banho e o sono evaporou-se. E quando a
noite nos mantém reféns da insónia há que escolher como valorizar o tempo em
que o sono anda ausente.
Assim, entre outras coisas, como “contar
carneiros”, cantarolar em pensamento, deixar-me invadir por ideias irrisórias…,
situações que não acalmaram a minha ansiedade de não conseguir dormir, então
decidi-me por uma saída mais frutífera, conexão comigo, com a minha divina
Presença Eu Sou, tentando olhar o mundo à minha volta e orar.
Ao olhar o mundo, ao ver o caos em que está
mergulhado, veio a vontade de pedir pela Paz, pelo Amor, pela Luz, pela
Humanidade. E não sabia como fazer, pois, também acredito que este caos é o
necessário para que se dê a transformação, a mudança de paradigma. Além disso
também sei que desde os “sofredores aos vilões”, todos estão a cumprir o seu
papel kármico e dármico, são os atores no palco desta vida. Posso parecer
insensível (e por vezes assim me sinto), mas como não quero interferir no plano
cósmico/divino sinto-me, tantas vezes, perdida, sem saber como agir… E ontem,
na minha vontade de orar, questionei-me e concluí que não sei orar sem
interferir no livre arbítrio dos “sofredores e dos vilões” (pelo menos ontem
não soube). Então limitei-me a pedir Luz, a pedir que mais e mais seres se
abrissem à Luz do Amor, que mais e mais seres despertassem de modo a que a
Terra possa ser um planeta de LUZ. Talvez por ter sido um pedido profundo da
alma, miríades de pequeninos focos luminosos começaram a ganhar forma na minha
tela mental, uma pura manifestação de Luz. Uns ampliavam-se formando grandes
balões de luz, movendo-se em várias direções, enquanto outros continuavam
pequeninos, parecendo uma chuva de estrelas. Invoquei Jesus pedindo que nos
iluminasse e logo a sua imagem se fez presente aspergindo Luz e Amor em feixes de
uma luminosidade intensa, branca cristalina. Durou uns segundos e novo cenário
se formou. Entre os pequenos focos de luz que sempre estiveram presente e
sempre em movimento, surgiram por esta ordem, Mestre Kutumi, Mestre Mória, um
arcanjo com vestes guerreiras, talvez o Arcanjo Miguel, como guerreiro da Luz e
Mestre Confúcio. Dissipados os rostos, eis surgem, agora sem focos de luz,
gravuras egípcias, entre elas paredes pintadas, outras completamente
preenchidas com hieróglifos e várias tábuas escritas, atrás das quais estava
Anúbis.
Acabei por aqui. Agradeci aos Mestres que se
fizeram presentes, ao Arcanjo Miguel e ao nosso Mestre Maior, Jesus e fiquei-me
a “digerir” as mensagens implícitas nas imagens. Acredito que os imensos focos
luminosos (os que se ampliavam e os mais pequenos) foram a resposta ao meu
apelo: há uma grande massa a despertar e a parte final, o Anúbis, a “confirmar”
a necessidade do caos, ele como o deus da morte e da mumificação, está a
acompanhar aqueles que estão a partir, a acabar o seu contrato desta vida. E as
tábuas, os hieróglifos levaram o meu pensamento para a queda das antigas
civilizações por mau uso do poder, ou seja, o que agora está a acontecer…
talvez estejamos mais perto do que julgamos de uma alteração profunda tanto a
nível espiritual quanto a nível físico. Os tsunamis, as erupções vulcânicas, as
tempestades…, todos esses cataclismos são a forma da Mãe Natureza limpar, as
próprias guerras, por muito injustas e cruéis que sejam e se apresentem, levam
desta vida os/as que se dispuseram a passar por esse desfecho, os “mandantes”
são o “motor” para que se cumpra o “contrato” dos que perecem…
Julgá-los? Não. Ter compaixão, abraçá-los no
Amor? Sim. Fácil?! Também não, mas é preciso manter viva a consciência de que
todos, de vida em vida, ao longo de éons de existências já fomos os vilões, os
heróis, os assassinos, os puros, os carrascos, os penitentes, os injuriados, os
injuriosos…
Abri os olhos, olhei o relógio, eram 5h 37m.
Fui novamente à casa de banho e depois dormi até às 8h 30m.
(09/01/2024)

