Entrada no
silêncio da minha essência… adormeci.
Mas adormeci com
a certeza de que, mal acordasse, me lembraria da orientação recebida. E assim
aconteceu!
«««Ao acordar a
resposta estava fresca, saltitante, ansiosa por sair, por se apresentar. Não foi
preciso computador, bastou o bloco que tinha à mão… e anotei:
“O caminho que
percorres é o teu caminho, tenha os declives, as retas, e, por mais simples que
seja, pode transformar-se num doloroso percurso, se deixares que seja o teu
mental a tomar as decisões. Dá um pouco de sossego à atividade mental, deixa que
seja o coração a ditar o rumo. Ele é a tua Luz, o teu Farol. Ele diz-te que
sigas a meta do sorriso, porque nessa rota caminha o AMOR, a LUZ e a PAZ. Espalha
sorrisos de alegria, mesmo que aparentemente tua mente diga que tens motivos
para não sorrir. Não te zangues com ela. Abraça as ideias da mente, mesmo não
as seguindo, mas abraça-as, ama-as, pois fazem parte do teu ego, da mesma forma
que o ego faz parte de ti, embora aparentemente desnecessário. Abraça-os,
ama-os, diz-lhes que os amas, mas que tens uma rota algo diferente e doutra
forma definida.
O teu ego e a
tua mente foram e são ferramentas que usaste em todas as tuas existências…
Durante séculos, durante milénios, eles foram o repositório de muitos dogmas,
de muitos conceitos, úteis então, para que aprendesses a viver, a conhecer, a praticar
“o bem e o mal”, até aprenderes a libertar-te do que, nesta era de transição planetária,
não seja semente de amor, de paz, de fraternidade, de alegria…»»»»
E foi esta a
mensagem que veio do meu sono.
E agora também
sei que sou daqui, aqui pertenço neste tempo, neste local, nesta vida.
Mas nem sempre
fui daqui. Este sentir-me perdida é apenas o reflexo das saudades do meu verdadeiro
lar, da minha família cósmica, estrelar…
De Maria La-Salete Sá
