terça-feira, 11 de dezembro de 2018

EM TUDO… AMOR


Soltou-se de meu peito uma vontade
imensa,
mais do que uma vontade,
uma urgência,
de te procurar, amor,
fora de mim,
bem longe da minha zona de conforto.

E… como não sou de ignorar
tais impulsos
deixei-a ir
em sua demanda…

Com ela parti… à tua procura...

Descobri-te nas ruas
a pintar sorrisos nas paredes da solidão,
nos becos
a acender estrelas nas cidades sem luz,
em cenários de guerra
a formar ventos em ciclones de paz…

Vi-te ainda…
numa nuvem, sentado,
a polir um raio de sol…
que, de olhar maroto me sorriu
e… logo, logo se escapuliu
volteando
e soltando
sementes de alegria…

Sementes-sorrisos nas paredes da solidão,
sementes de estrelas nas cidades sem luz,
sementes de paz em cenários de guerra…

…e alegria
e sorrisos
e nuvem
e sol
e luz
e estrelas
e paz
e sementes…

…em tudo e tudo tu estás,
tu és…
AMOR!

De Maria La-Salete Sá (11/12/2018)










segunda-feira, 22 de outubro de 2018

NAS ENTRELINHAS…



Nas entrelinhas do silêncio

ecoam gritos sufocantes

de tristeza e de amargura,

porque…

… as entrelinhas do silêncio

abafam

subtis ecos de amor…



Nas entrelinhas da vida

há que saber ler

as mensagens codificadas

que…

sussurrantes ou gritantes,

se soltam   

das entrelinhas…

… do silêncio…,



mensagens-eco

de amor

evitando que  se percam

em labirintos

de solidão,

e dor…



De Maria La-Salete Sá (22/10/2018)

(imagem da net)





A imagem pode conter: uma ou mais pessoas, céu e noite

RELÓGIO DA VIDA






Os ponteiros giram

e o relógio da vida

não para.



Ontem

pensei atrasá-lo,

mas logo

este pensamento

esmoreceu…



… porque…



o som cadenciado

de cada tic-tac 

diz-me que

não vale a pena

esquecê-lo,

deixá-lo sem corda,

atrasá-lo,

tentar pará-lo

porque,

mesmo em tic-tacs

silenciados

os ponteiros

giram,

giram,

giram…



… até que se complete

o trajeto

da vida…



E os ponteiros avançam

serenos

indiferentes ao tempo,

indiferentes até

ao seu pulsar

monótono…

…tic-tac…

…tic-tac…

…tic-tac…



De Maria La-Salete Sá (21-10-2018)

(imagem da net)

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terça-feira, 16 de outubro de 2018

NA PENUMBRA DO SILÊNCIO


Parei no encanto do silêncio…
Com ele me encontrei,
nele me fundi,
nele me silenciei…
E neste silêncio,
de contágio profundo,
me adormeci...
…sem dormir…
Adormeci acordada,
dormida, sonhada…
de enlevo vestida…
Assim, em silêncio,
o sonho abracei,
o sonho vivi,
com ele cantei…
E em penumbra saudável…
minha alma
bailava
ao ritmo do som
que do silêncio emanava…
Bailando acordou,
e, bem que desperta,
do sonho guardou
a sinfonia da vida…
…descobrindo-se eterna,
fruto e semente
...de amor…


De Maria La-Salete Sá (14/10/2018)




terça-feira, 9 de outubro de 2018