Sentei-me num
raio de sol nascente,
ele recuou,
levou-me à lua que…
… depositou no meu bolso
uma caixinha de luar…
Da lua, o sol quis
levar-me às estrelas.
Quase lá… parou.
Parou,
para que meus olhos se adaptassem…
era tanta
e tão cristalina a luz que me cercava!…,
uma luz que me fez reviver,
em laivos de saudade,
a minha origem estrelar.
E, em murmúrios de saudade,
chegou,
correndo,
uma estrela cadente para me abraçar.
Acariciou-me e
em meus cabelos deixou um fio de esperança,
nas mãos um punhado de paz,
no coração um mundo de felicidade.
Dela o sol se abeirou
e,
num abraço de amor,
ambos resplandeceram num brilho nunca
antes visto!
Tão intenso, tão belo, tão único!...,
de uma incandescência imensa que
penetrava na alma…,
penetrava fundo, sem ferir o olhar!
Depois,
devagarinho,
meu raio de sol retomou seu lugar,
afastou-se da lua, das estrelas…
sem tristezas de despedidas…
O sol e eu,
eu e o sol,
trouxemos connosco uma certeza –
-- jamais nos seremos ausentes,
ele é Sol, é Luz, é Estrela…
e
eu…
sou semente…
… estrelar.
Maria La-Salete Sá (09/08/2020)

Sem comentários:
Enviar um comentário