sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

DESEJO DE NATAL




Ele escreveu no diário
O que queria pedir ao Pai Natal…

Ele escreveu
Mesmo sabendo que o Pai Natal,
O verdadeiro Pai Natal,
O verdadeiro S. Nicolau
Não entra pela chaminé
Com um saco cheio de presentes,
Ou lá o que é!
Mas…,
Mesmo sabendo que tudo,
O que veste os sonhos das crianças
É fantasia e imaginação,
Mesmo sabendo isso tudo
Ele pediu…

Pediu com o coração…

E o presente que pediu
Não precisa de embrulho,
Nem de papel,
Nem de caixa, nem de fita…
Nem sequer de embalagem bonita,

A carta que deixaria no correio
Só levaria escrito um desejo:
Que todos dessem as mãos,
Que todos se vissem
E se sentissem mais irmãos.

Pegou assim nesse desejo,
Desejo profundo,
Nascido
E amadurecido na sua alma.
E escreveu então a carta
Que colocou no correio.

E esse desejo
(talvez por ser um forte desejo)
Mesmo depois de enviado
No seu pensamento ficou colado
Tão colado,
Tão grudado
Que com ele foi dormir.

Dormiram assim juntinhos,
Desejo e menino,
Menino e desejo,
Saltaram de sonho em sonho,
Foram renas,
Trenó e Pai Natal,
Visitaram meninos e meninas,
Distribuíram presentes de amor,
Foram estrelas de brilho cintilante
Como não há outro igual!

Veio a manhã, veio o dia,
Veio a hora de acordar…
Saiu do sonho, assim pensou,
Sentou-se na cama, bocejou,
E sorriu…
Sorriu porque sentiu
Que seu desejo não foi em vão
E que em cada coração
Vai florescer a semente do amor,
Do amor-amigo,
Do amor-irmão…

(E ele escreveu no diário…
Para jamais esquecer
Que Natal pode acontecer
Sempre que a gente quiser!

De Maria La-Salete Sá
(14/12/12)


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