sábado, 9 de novembro de 2024

POEMA/ABRAÇO

 

 


Queria

dar vida a um poema.

um poema feito de luz,

de carinho,

de ternuras…

 

Sim, queria…

queria…

pensei-me capaz

de o fazer germinar,

crescer,

eclodir…

 

Pensei…

  e o poema não nasceu…

 

Pensei,

voltei a pensar e…

 

… vi que…

 

o carinho,

a ternura

e a amizade,

são os versos

que dão vida ao poema!

 

Então o poema nasceu!

 

Nasceu um poema

todo feito de luz,

todo feito de amor…

 

…um poema/abraço para os meus amigos.

 

 

Maria La-Salete Sá (09/11/2024)

sexta-feira, 18 de outubro de 2024

Hoje sinto que a solidão pesa…

 

O caminho que percorro, o que me trouxe até aqui e que daqui me conduzirá ao Lar, é por demais solitário, sem, no entanto, ser um caminho triste. Estou nele por mérito próprio, sou grata por poder segui-lo, mas, por vezes, fico parada na berma sem saber se terei forças para prosseguir a caminhada…

E hoje é um dia assim… Sei que, apesar de solitário, não estou só, sei que Seres de Luz me acompanham e iluminam, mas, como hoje, há momentos em que meus olhos sentem dificuldade em adentrar pela penumbra e aceder à Luz…

… e meu ser parece ausente, perdido de mim, perdido na bruma da solidão…

Preciso urgentemente reencontrar-me. Busco uma ponta perdida onde me agarrar e… eis que, mesmo do meio da solidão, já um sorriso vai tomando forma e da minha alma solta-se e faz-se ouvir a melodia da Paz.

A pouco e pouco a mim regresso e retomo a jornada abraçando a vida com gratidão, irradiando sorrisos de Amor, de Paz e de Unidade



 

domingo, 11 de agosto de 2024

POETA

 

Metaforizar ecos sentidos dento e fora da alma,

pincelar telas com palavras mescladas

de versos soltos ou rimados,

são atributos do poeta.

 

Com eles o poeta cria,

inventa, recria,

transforma sonhos em realidades

e realidades em utopias…

 

… solta amarras faz-se liberdade,

e lança-se na aventura de pincelar

cada momento,

cada emoção,

cada sentimento…

 

… com cor, luz e magia,

nuances que em seu coração flutuam,

tomam forma

e se fazem poesia…

 

Maria La-Salete Sá (10/0972024)


 

terça-feira, 25 de junho de 2024

DE NOVO AUSENTE…

 

Há alturas em que me sinto completamente à deriva, perdida num mar aparentemente pacífico e sem vento que me indique o norte… hoje assim estou…

Não sei onde me encontro, não estou nesta que sou. Não são energias densas, não é tristeza, não são dores físicas, é antes uma ansiedade que surgiu vinda não sei de onde e… ia dizer fadiga, mas é mais uma inércia que não só inibe o meu trabalho, como também entorpece o fluir da criatividade…

Não gosto de me sentir assim!... A luz e o brilho do meu sol interno são difusos como difusos se fazemos meus pensamentos, as minhas emoções…

Tento, momento a momento, absorver um ténue raio e dele fazer mais luz para poder acender algumas ideias orientadoras e, talvez, ver chegar uma brisa que indique o rumo…

Quero encontrar a outra parte de mim que se ausentou, preciso urgentemente dela para sair deste não-ser que sei que não sou EU! E sei que ela já vem. Eu sei e ela sabe que não podemos ser apenas metades. Somos AMOR, somos LUZ, mas só um ser inteiro pode ser a manifestação da LUZ e do AMOR.

E com este pensamento a saltitar na minha mente vislumbro, com um sorriso de esperança, que aquela que de mim se ausentou está quase a chegar.

 

Maria La-Salete Sá (23/06/2024) 


domingo, 9 de junho de 2024

HÁ ANJOS NA TERRA


A vida, momento a momento, mostra-nos pequenos/grandes milagres que vão acontecendo!
Ontem precisei de me ausentar até Lisboa. Cheguei à estação ainda cedo para o embarque, cerca de 15 minutos antes. O banco da gare, ao fundo das escadas, estada cheio, mas a senhora que estava na ponta levantou-se para me ceder o lugar. Em tom de brincadeira agradeci e recusei dizendo que preferia ficar de pé a ver se crescia mais um pouco, ao que a senhora, também em tom de brincadeira, respondeu: “Eu já escrevi uma carta lá para cima a pedir que, quando cá voltasse, pudesse ser um pouco mais alta e mais esperta”
Entretanto, já ela se tinha sentado, reparei que manuseava um baralho de cartas diferente dos normais baralhos sejam de tarot, sejam de cartas com os quatro naipes que toda a gente conhece. As cartas, penso que todas com animais, estavam como que emolduradas em caixilhos metálicos. Ela baralhava e, de repente saltou uma carta do baralho. Olhou, disse de si para si “o amor vence”. Nesse momento perguntei: ”Esse baralho é uma espécie de tarot?”, ao que me respondeu: “Não, o tarot é mais complexo, este é mais simples, ligado à Luz.
Claro que ela se apercebeu que a minha curiosidade adveio, sobretudo, da carta que ela tinha observado e então disse que estava a trabalhar as cartas para a nora que estava muito preocupada com o bebé, mas que as cartas diziam que se acalmasse, que pensasse no amor que tem e que reparte, que tudo está bem. (Não cheguei a entender se ela se referia a um recém-nascido ou a um bebé prestes a nascer, sei apenas que, aparentemente, algo não estaria bem). Depois ligou à nora e no fim perguntou-me se eu queria receber uma mensagem. Um pouco apanhada de surpresa, sem saber ao certo o que dali viria, respondi afirmativamente. Quis saber o meu nome e disse que pensasse numa pergunta para a qual precisasse de resposta, só pensasse, não verbalizasse ou se não quisesse perguntar nada, que simplesmente deixasse vir a mensagem que os Seres de Luz enviassem.
Baralhou as cartas, até que, do meio do baralho, uma saltou. Pegou nela, olhou-a durante uns instantes, e disse: “Os seus pais, lá em cima, estão a olhar por si”. Sorri, em sinal de concordância, pensando neles, com todo o amor e gratidão de que fui capaz
Mais uma vez baralhou e mais outra carta saltou do baralho. Depois de ver que carta saíra, fixou o meu olhar e disse: “A senhora tem muita luz à sua volta!” ,e, dos meus lábios saiu a confirmação da minha alma num ”eu sei”. E sei que não fui eu a responder, mas a essência de Luz que vive em mim, não foi uma afirmação do ego, mas uma confirmação da alma.
Uma terceira carta, desta vez consegui ver que mostrava cães. Pegou nela e perguntou-me se tinha animais, ao que respondi que não, mas que gosto muito de gatos. Disse-me que os animais que se abeiram de mim estão a proteger-me.
Continuou a baralhar e, mais uma carta a saltar do baralho. Pegou nela, fixou-a e depois fixou-me dizendo: “Há algo que precisa de praticar ou continuar a praticar. Não sei o quê, mas a La-Salete saberá concerteza. “Claro que sei, tenho que dar continuidade à minha busca interior e continuar o meu trabalho com os Arctuianos, entre outros trabalhos de meditação e expansão de Luz e Amor.”
Já o comboio ia entrando na estação e, embora ambas fôssemos para Lisboa, viajámos em carruagens diferentes, senão teria sido uma viagem de grande partilha…
Não há coincidências, há sincronicidades. Não foi o acaso que ali nos juntou, foram energias em sintonia, energias que, vibrando na mesma dimensão, se atraíram.
Termino com esta (minha) certeza: Apesar do caos que nos cerca, apesar do medo que, a todo o custo, alguns (muitos) pretendem imprimir nas mentes humanas, há cada vez mais pessoas a despertar, a deixar sair a luz que as anima, a serem mais e mais as sementes estrelares que são! Não tenho problema em repetir, mesmo que muitos dos que me leem, não sigam a minha linha de pensamento e de ação, que me considerem doida, eu continuo a dizer “Não somos deste mundo, estamos cá por algum motivo (e por opção própria!), temos tarefas a cumprir neste plano, mas somos multidimensionais, somos seres das estrelas, o nosso verdadeiro lar é bem lá… onde os nossos olhos (físicos) não alcançam, embora os da alma saibam sem que não se lembrem (ainda!).
Maria La-Salete Sà (08/06/2024)

NASCE PLENA A GATIDÃO

 



 

Hoje a minha gratidão nasce plena!

 

Gratidão pelo dia que amanheceu e me acordou, com um sorriso.

Gratidão pelo café que estou a tomar.

Gratidão pelo pão que vou comer,

Gratidão pela vontade de ser, de me encontrar, de crescer.

Gratidão pelo trabalho e também pela inércia!

 

Gratidão pela inércia, sim!

 

A inércia, quando fruto de uma necessidade natural desperta o silêncio, e o silêncio conduz, de forma subtil, mas sábia ao centro onde me encontro…

Aí repousam as angústias, as dores, mas também as respostas, as curas…

Aí abre-se o caminho que conduz ao âmago, ao único ponto onde o nada se une ao todo, onde alfa e ómega se fazem simbiose e comungam do mesmo alimento.

Aí se forma o ponto de convergência de todas as causas e consequências de tantas vidas, de todas as vidas.

 

Nesta inércia, se souber caminhar por entre o nevoeiro do esquecimento, poderei, talvez, encontrar uma ponta partida a precisar de retomar o ponto onde se soltou…

Talvez ai também possa encontrar alguma pérola perdida entre as areias do deserto da solidão ou uma centelha de pura luz abrindo caminhos… de retorno à casa mãe…

 

Talvez aí…

Talvez aí…

 

Quem sabe?!

 

Mas, mesmo por entre questões e caminhos ainda não percorridos, a gratidão nasce plena!

 

Maria La-Salete Sá (09/06/2024)

 

domingo, 5 de maio de 2024

METAMORFOSE

 

(À Luísa, quando deixou esta dimensão terrena)

 

Crisálida

que em corpóreo casulo

viveste…

chegou a hora da metamorfose.

 

És agora borboleta

de asas abertas ao vento,

em voo de liberdade,

alma liberta,

tal estrela cintilante

em voo-eternidade…

 

(Espinho, 05-05.2022)

Maria La-Salete Sá


sexta-feira, 3 de maio de 2024

CAMINHOS…

 

Fiz uma paragem no tempo.

E neste tempo parado

voltei ao passado.

 

Revivi momentos,

analisei sistemas, conceitos,

vi caminhos de luz,

caminhos sombrios,

outros de autêntico breu…

todos eles,

caminhos que percorri.

 

Olhando-os de frente…

verifiquei

que nada foi em vão…

 

pois que…

… as agruras,

os desalentos,

as tristezas,

os desamores…

 

…foram linhas orientadoras

na descoberta de novos rumos

a percorrer

e a adentrar

na floresta da vida.

 

Foram erros?!...

Sim, erros que cometi…

(e muitos foram!),

mas com muitos também aprendi

que…

entre o cair e o erguer há vida a recriar,

basta a gente acreditar

e fazer acontecer!

 

Maria La-Salete Sá (04/04/2024)


segunda-feira, 22 de janeiro de 2024

TABERNÁCULO DO AMOR

 No aconchego do meu silêncio

sou vida pulsante,

alma cantante,

melodia de amor…

 

sou o tudo dentro do nada,

sou vida revisitada,

sou flor, fruto e semente,

 

sou jardim com fragrâncias das esferas

 aspergidas em nuances de novas

e brilhantes cores a florir.

 

Sou a vida que nasce,

cresce e se renova

neste eterno bailado de SER…

 

Neste aconchego assim silencioso

não falta a brancura da paz

nem o verde da esperança…

 

… este silêncio é santuário,

é tabernáculo

onde o amor se faz AMOR…

 

…tão somente AMOR…

…sem necessidade de palavras…

 

… simplesmente AMOR …

 

Maria La-Salete Sá (21/01/2024)

 


quinta-feira, 18 de janeiro de 2024

ENERGIAS PARASITAS...

 Sinto que, à minha volta, pairam energias densas que me sugam… que me sugam e deixam não só exausta, como causam alterações no meu ritmo biológico, . Além disso, ou por isso, também o meu ritmo respiratório se altera, por vezes tenho a sensação de que o ar não chega em pleno aos pulmões, o que me obriga a parar e fazer uma inspiração profunda antes da expiração que deveria estar a acontecer…

Da gripe que resolveu visitar-me sem ser convidada, praticamente já me livrei, problemas que me causem ansiedade ou desconforto também não tenho, o que me leva a concluir que há energias intrusas, talvez a precisar de ajuda (ou não) que assim me deixam…
E, ao pensar nisto, lembrei-me de um texto/poema que escrevi há uns tempos relacionado com uma baixa anímica provocada por energias externas, mas então eu conhecia mais ou menos a causa, hoje não conheço… Caiu assim sobre os meus ombros este quebranto, sobre o meu corpo este cansaço, vindo não sei de onde nem de quem…
No meu trabalho de meditação tive a presença e ajuda do Arcanjo Miguel e já me sinto bem mais leve, sei que muita coisa foi removida, limpa e transmutada, mas o trabalho ainda não acabou…
Veremos como estarei amanhã…
Maria La-Salete Sá(17/01/2024)
Hoje,18 de janeiro, depois do meu trabalho de meditação, já m sinto EU!
E fica aqui o poema do qual falei:
“CANSAÇO ENERGÉTICO
Cansada, cansada, cansada...,
energias misturadas,
densas ou densificadas...
meus olhos querem fechar,
meu corpo pede repouso,
e eu quero ficar...
ficar quieta,
mas alerta...
quero descobrir de onde chegou o cansaço,
que porta é que se abriu
que coisa em mim se alojou
que tão cansada me deixou...
E digo-me que até sei,
sei muito bem que porta se abriu,
sei muito bem o que entrou...
e porque entrou...
entrou porque abracei em partilha
as dores e as tormentas de uma vida
a quem a vida maltratou...,
entrou porque fui ajuda
de quem de mim precisou...
Maria La-Salete Sá (14/04/2014)




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sexta-feira, 12 de janeiro de 2024

RELATO DE UMA NOITE DE INSÓNIA

 

Ontem, depois de uma tarde passada entre Espinho e Porto, cheguei a casa cansada. Pensei deitar-me cedo, mas veio uma coisa, veio outra e outra e… fui dormir já depois das 23horas. Adormeci quase de imediato, mas acordei às 01:47h para ir à casa e banho e o sono evaporou-se. E quando a noite nos mantém reféns da insónia há que escolher como valorizar o tempo em que o sono anda ausente.

Assim, entre outras coisas, como “contar carneiros”, cantarolar em pensamento, deixar-me invadir por ideias irrisórias…, situações que não acalmaram a minha ansiedade de não conseguir dormir, então decidi-me por uma saída mais frutífera, conexão comigo, com a minha divina Presença Eu Sou, tentando olhar o mundo à minha volta e orar.

Ao olhar o mundo, ao ver o caos em que está mergulhado, veio a vontade de pedir pela Paz, pelo Amor, pela Luz, pela Humanidade. E não sabia como fazer, pois, também acredito que este caos é o necessário para que se dê a transformação, a mudança de paradigma. Além disso também sei que desde os “sofredores aos vilões”, todos estão a cumprir o seu papel kármico e dármico, são os atores no palco desta vida. Posso parecer insensível (e por vezes assim me sinto), mas como não quero interferir no plano cósmico/divino sinto-me, tantas vezes, perdida, sem saber como agir… E ontem, na minha vontade de orar, questionei-me e concluí que não sei orar sem interferir no livre arbítrio dos “sofredores e dos vilões” (pelo menos ontem não soube). Então limitei-me a pedir Luz, a pedir que mais e mais seres se abrissem à Luz do Amor, que mais e mais seres despertassem de modo a que a Terra possa ser um planeta de LUZ. Talvez por ter sido um pedido profundo da alma, miríades de pequeninos focos luminosos começaram a ganhar forma na minha tela mental, uma pura manifestação de Luz. Uns ampliavam-se formando grandes balões de luz, movendo-se em várias direções, enquanto outros continuavam pequeninos, parecendo uma chuva de estrelas. Invoquei Jesus pedindo que nos iluminasse e logo a sua imagem se fez presente aspergindo Luz e Amor em feixes de uma luminosidade intensa, branca cristalina. Durou uns segundos e novo cenário se formou. Entre os pequenos focos de luz que sempre estiveram presente e sempre em movimento, surgiram por esta ordem, Mestre Kutumi, Mestre Mória, um arcanjo com vestes guerreiras, talvez o Arcanjo Miguel, como guerreiro da Luz e Mestre Confúcio. Dissipados os rostos, eis surgem, agora sem focos de luz, gravuras egípcias, entre elas paredes pintadas, outras completamente preenchidas com hieróglifos e várias tábuas escritas, atrás das quais estava Anúbis.

Acabei por aqui. Agradeci aos Mestres que se fizeram presentes, ao Arcanjo Miguel e ao nosso Mestre Maior, Jesus e fiquei-me a “digerir” as mensagens implícitas nas imagens. Acredito que os imensos focos luminosos (os que se ampliavam e os mais pequenos) foram a resposta ao meu apelo: há uma grande massa a despertar e a parte final, o Anúbis, a “confirmar” a necessidade do caos, ele como o deus da morte e da mumificação, está a acompanhar aqueles que estão a partir, a acabar o seu contrato desta vida. E as tábuas, os hieróglifos levaram o meu pensamento para a queda das antigas civilizações por mau uso do poder, ou seja, o que agora está a acontecer… talvez estejamos mais perto do que julgamos de uma alteração profunda tanto a nível espiritual quanto a nível físico. Os tsunamis, as erupções vulcânicas, as tempestades…, todos esses cataclismos são a forma da Mãe Natureza limpar, as próprias guerras, por muito injustas e cruéis que sejam e se apresentem, levam desta vida os/as que se dispuseram a passar por esse desfecho, os “mandantes” são o “motor” para que se cumpra o “contrato” dos que perecem…

Julgá-los? Não. Ter compaixão, abraçá-los no Amor? Sim. Fácil?! Também não, mas é preciso manter viva a consciência de que todos, de vida em vida, ao longo de éons de existências já fomos os vilões, os heróis, os assassinos, os puros, os carrascos, os penitentes, os injuriados, os injuriosos…

Abri os olhos, olhei o relógio, eram 5h 37m. Fui novamente à casa de banho e depois dormi até às 8h 30m.

 

(09/01/2024)

 

HOJE... ESTOU-ME AUSENTE...

 

Hoje estou-me ausente…

Não sei em que encruzilhada me afastei… olho-me e não me reconheço…

…A que estou não é quem sou e meus passos, por mais que ande, não me conduzem a lado algum…

 

Hoje estou-me ausente…

sim, ausente,

mas preciso urgentemente de me encontrar,

não quero nem posso continuar parada na beira do caminho…

… porque…

… nesta ausência de mim,

na incapacidade de me reconhecer,

uma angústia vai nascendo, crescendo…

 

Hoje estou-me ausente…

… sou a criança perdida, perdida e indefesa no bosque da solidão…

procuro a mão carinhosa do Pai, o aconchego do colo da Mãe…

Preciso do afago que me permita e ajude sair deste não ser…

que não sou…

… até que me reencontre no SER que EU SOU…

 

Maria La-Salete Sá (12/01/2024---17h18m)